sexta-feira, 2 de julho de 2010

HINOS, BANDEIRA E SELEÇÕES





É compreensível o fato de convivermos diariamente com a barbárie e dificuldades diversas no âmbito do relacionamento humano.

Valores invertidos, relacionamentos doentes, incapacidade para o exercício da razão (a impressão que tenho por vezes é que esta capacidade encontra-se atrofiada no homem).

É fato a compreensão de que a maior parte de nossos infortúnios (quiçá todos, pois mesmo as catástrofes naturais parecem uma reação da natureza contra os seres humanos), seja decorrente aos relacionamentos entre nós mesmos, os próprios seres humanos.

Um paraíso se concretizaria através da relação pacifica e amorosa entre todos os seres.

Precisamos curar as nossas relações, nossas atitudes e nossas mentes.

A razão é sem dúvida alguma a arte de pensar por meio da simplicidade e praticidade.

Tratá-se de um olhar que observa com clareza e define por meio de uma reflexão lógica o que é e o que não é, o que tem ou não valor, qual a ordem de importância dos valores existentes e por qual meio seguir adiante, diante de impasses e dificuldades.

Entretanto a razão e a lógica tornaram-se seres de outro mundo, completamente estranhos dentro de uma sociedade onde pensar é um ato raro.

Vejamos a questão do fenômeno social chamado "nacionalismo"

Qualquer pensador, independente do seu grau de maestria com habilidade de raciocínio notará sem dificuldades que o nacionalismo é um "câncer" para a humanidade.

Quantas guerras jamais teriam ocorrido se não existisse este fenômeno?

O nazismo e o fascismo jamais teriam existido, para exemplificar.

Quando olhamos para o desenvolvimento geopolítico do planeta e observamos a consolidação dos estados, o que estamos observando além de uma história repleta de guerras, batalhas, corrupção, exploração, ganância e luta pelo poder?

Qual é a razão de separarmos pessoas, indivíduos, seres humanos cujas necessidades primárias, secundárias e terciárias são definitivamente as mesmas necessidades?

Por qual razão separarmos seres que vivenciam as mesmas dificuldades, possuem os mesmos potenciais e como seres humanos que são, são habitantes de um mesmo planeta e não poderiam ser chamados de outra forma que não seja, cidadãos do mundo!

Marx como grande pensador que era chegou a bradar para todos os operários do mundo; Proletários de todos os países, Uni-vos! - Porque? por que justamente todos os operários sofriam com a mesma opressão e exploração, o capital não reconhece fronteiras.

Cada hino, cada bandeira, fora forjada por um estado no intuito de fortalecer o seu poder, a sua soberania e por meio desses valores nacionalistas manipular toda uma sociedade a favor de seus interesses unilaterais.

Por qual razão então teríamos orgulho de nossa bandeira e de nosso hino?

Por qual razão seríamos nacionalistas?

Se nosso país chamado Brasil resolvesse todos os seus problemas sociais, seríamos uma nação feliz sabendo que nossos ancestrais africanos sofrem com as desigualdades globais, com sua escassez, suas dificuldades e sua história de opressão?

Com certeza não! Porque nós somos a África! Nós somos o Oriente! Nós somos o mundo!

Onde existe um ser humano, cada um de nós lá estamos!

Não foi um americano que pisou a lua! Foi a humanidade!

E que ridículo fincar sobre a lua uma bandeira americana, exagero do nacionalismo, disputa de poder e prestígio no auge da guerra fria!

Estamos em plena copa do mundo de 2010. Observamos seleções, seus hinos, suas bandeiras o seu orgulho nacionalista e incentivados por uma cultura de "não-pensantes" entram em campo atletas, para suar pela sua camisa, sua seleção, o seu país! Quando o esporte deveria tão somente representar a união de todos os povos, a celebração do esporte e não as disputas nacionalistas ou o fortalecimento de uma indústria milionária por de trás deste esporte e onde a milhões em jogo há corrupção e tudo aponta que a sua organização máxima (a FIFA) é forjada por meio de manipulações, interesses tendenciosos e abuso de poder.

Uma guerra inocente chamada futebol que é fonte de inspiração para guerras políticas, econômicas e sociais.

Mas para todo quadro negro há um ponto branco e em seu contorno um quadro branco de um ponto negro. (Yin e Yang).

Há força maior do que o Amor?

É tempo de revolução!

Mas não a revolução arcaica que armada de utensílios bélicos pretende a força mudar o mundo e o curso da história! Olhemos para o fracasso bolchevique entre tantos outros fracassos.

A revolução hoje começa a partir de nós mesmos.

Através de pequenas escolhas do dia a dia.

Podemos escolher entre palavras pacíficas ou palavra de julgamento e condenação.

Podemos escolher entre palavras que integram e palavras que dividem, separam.

Podemos escolher entre discursos amorosos ou discursos revoltosos que espalhem o medo, o ódio e a insegurança.

Podemos escolher entre sermos gentis e educados ao invés de sermos grosseiros e egoístas.

Podemos escolher entre sorrir ou "fechar a cara" quando olhamos para cada pessoa que encontramos pelo caminho.

Não precisamos queimar bandeiras, derrubar estados e utilizar os mesmos métodos que foram utilizados para consolidar o momento histórico atual.

Perdoemos tudo aquilo que já passou, até porque aqueles que erraram no passado nem mais estão entre nós.

Esqueçamos a história porque suas lições não nos inspiram nem a paz nem o amor.

A revolução de hoje não será feita através do ódio aos opressores, mas através do amor aos oprimidos e opressores, porque aqueles que acreditam oprimir e dominar estão doentes, há uma ausência de razão e de humanidade em muitos homens que acreditam estar no poder devido ao fato de ocuparem importantes cargos públicos no legislativo, no judiciário e no executivo não é difícil olhar para eles e observamos comportamentos insanos e todo insano é um doente mental, que necessita de tratamento e de nossa preocupação.

Quantos multi-milionários desconhecem o propósito de sua existência? Deixam de amadurecer a sua alma e de conhecerem a mais nobre fragrância do amor que há dentro de si.

A revolução que mudará o mundo não terá armas, terá amor, compreensão, perdão, paz e sabedoria.

Refaremos nossas escolhas e olharemos para os nossos vizinho não como concorrentes, mas como irmãos que são.

Não olharemos para outra nação como se lá existissem seres de outra categoria a nossa, mas observaremos que todos ali precisam do que nós também aqui precisamos, de amor e de paz e a partir deste instante não enxergaremos mais fronteiras.

Viver em paz e aprender a amar é a maior revolução que nós seres humanos somos capazes.

Ser amoroso e pacífico é ser verdadeiramente humano.

Que possamos erguer todos juntos a bandeira da paz e cantarmos o hino de amor à Vida, às crianças, às famílias e a esperança em tornamos o mundo pacífico e amoroso.

Esta é a seleção pela qual eu torço e pela qual eu vibro! E nessa seleção eu vejo todos os seres humanos, juntos e unidos por um só ideal!

2 comentários:

Dan Garcia disse...

Sabe que eu gosto muito dos seus texto né..
E fico muito feliz em ver você escrevendo novamente.
Parabéns!

Tom disse...

Oi Dan! Obrigado pelo seu comentário. E pelo incentivo de sempre de forma tão carinhosa.

Um forte e afetuoso abraço!

Postar um comentário

Comente para compartilhar amorosamente aquilo que aqui amorosamente foi compartilhado!

Grato!

Seguidores