quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sentimentos Involuntários?



Ter raiva te é prazeiroso? Frustrações te são agradáveis? Mágoa te faz feliz? Ciúme te salva de algo? Tristezas combinam com teus olhos? Carência lhe torna atraente? Julgar te faz melhor do que o outro?

Tudo o que eu sinto são escolhas que faço daquilo que quero sentir.

A primeira vista, depois de anos de hábitos enraizados é difícil para muitos acreditar que suas emoções e seus sentimentos são de fato, escolhas sobre alternativas e possuem origem em interpretações subjetivas que estão sujeitas a tua própria observação, análise e escolha.

No entanto, devido ao condicionamento, muitas de nossas emoções são regidas por hábitos e muitos indivíduos estão presos a roteiros cuja história já está pré-estabelecida muito antes de começar a participar desta produção.

Quando vivemos sobre a superfície de nossas emoções, de nossos sentimentos e de nossos pensamentos nos tornamos espelhos que tão somente refletem modelos de comportamentos que determinam nossa conduta, e mais ainda, determinam o que sentimos, vivenciamos e acreditamos ser.

Eu já estive preso e acorrentado por minhas emoções, já experimentei a gangorra da euforia e da depressão, já sofri por motivos aparementemente incompreensíveis, enquanto meus pensamentos e sentimentos se assemelhavam à cavalos selvagens.

E vivenciar isto nunca se pareceu com uma aventura, com uma jornada de fortes emoções que me tornava mais humano, mas um desequilíbrio insuportável, que transformava a vida numa "dádiva" infernal.

A raiva não surge de um sentimento infantil? De uma atitude prévia de desejar veemente que as pessoas a nossa volta sigam um determinado padrão, que obedeçam as "nossas" regras e que os acontecimentos respeitem o script que nós mesmos estabelecemos?

As frustrações não surgem porque criamos grandes ou pequenas expectativas na esperança da realização de nossos desejos que não são concretizados?

Mágoas não têm origem em nossas frustrações, no sentimento de raiva, no julgamento implacável e em nossa falta de perdão?

Ciúmes não teriam como origem o medo? Assim como a raiva, a mágoa, as frustrações, a carência, a tristeza e o julgamento?

A liberdade está em olhar para dentro de si, se autoconhecer, saber quem somos afinal e a partir do conhecimento das causas de nossas emoções, de nossos sentimentos, podermos estabelecer o efeito que nos convém.

Se soubermos que as frustrações têm como causa as expectativas, porque não abrir mão das expectativas e permitirmos que as nossas ações tenham como motivação o bem estar aqui e agora, independente do que possa resultar o amanhã?

E assim por diante.


A escravidão está em olhar para fora, se observar como uma vítima de acontecimentos fortuitos, reagir de maneira condicionada a estímulos padrões e obedecer a roteiros pré-determinado que te diz o que fazer, como se comportar, independente se os resultados são positivos ou não.


Será mesmo que teus sentimentos são involuntários ou tuas escolhas são inconscientes?


Em determinado nível de sua pisquê realmente eles se parecem involuntários, mas são determinados por tuas associações e interpretações, que são determinantes em suas escolhas.


Cabe a você, a partir do conhecimento de causa continuar a viver como um escravo ou reinvidicar a tua liberdade de ser.


Tuas novas escolhas podem não te trazer resultados imediatos, mas teus antigos hábitos enraizados,  sempre te conduzirão aos mesmos velhos e gastos caminhos.


Viver dentro da matrix não é uma obrigatoriedade é uma opção, lembre-se disso, sempre existirá um outro jeito.

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