sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Algo profundo me parece ter acontecido aqui!



Quando algo profundo nos acontece, para além daquilo que nos era concebido, para além das metas e objetivos que acreditávamos ter, uma enorme lacuna se abre, num espaço pelo qual somos incapazes de preenchê-lo através de palavras.

Simplesmente observo, mas não sei onde foi parar o observador, há o observar mas não sei onde está o observador. 

Falar sobre isto e tentar discorrer sobre isto estando no meio de um processo que eu não sei onde irá dar (e nem estou preocupado em saber), seria um verdadeiro disparate. E neste momento sinto que isto não faz sentido. Permanecer aqui me basta.

Mas escrever aos amigos e dizer-lhes... Olha... Este blog está meio que às traças digitais... Mas é por isto... 

Tudo isto é muito engraçado!

Mas se não dá pra falar disso porque não falar daquilo? 

E lá vamos nós!!!!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tudo Pertence ao Uno




A divisão que é ausência de integridade pode ser muito claramente percebida, através das contradições internas que vivencia um indivíduo, entre aquilo que ele diz, pensa, sente e faz.


Há quem diz, tenho uma grande gratidão por fulano, no entanto, suas ações só refletem ódio, desrespeito e ironia, onde está a gratidão nisso? Outro sente uma profunda dor e inquietude e diz: Estou ótimo! Outro pensa - Eu odeio sicrano! E ao encontrá-lo diz: Bom dia! Que alegria te ver!E notem que coisa interessante, quanto mais dividido é um indivíduo mais ele necessita de imagens, de registros, de palavras, de aparências, mais ele critica, condena e se coloca na posição de que tudo sabe, tudo conhece, e de que o que não serve para ele não serve para mais ninguém...

 Tenhamos compaixão por esses irmãos... Não o condenemos como ele faria conosco, pois a sua "divisão interna" é um estado temporário, por mais "agressiva" que seja suas atitudes isto não reflete a sua própria verdade, que está muito além de sua agitação, de sua inquietude, de sua beligerância, ou seja, de sua divisão temporária.

Tudo retornará ao Uno, porque tudo pertence ao Uno e numa realidade última nada nunca e em nenhum instante deixou de pertencer ao Uno!


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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Se eu me tornasse teu companheiro de jornada...







Sim... 

Se eu me tornasse teu companheiro de jornada, eu não te daria somente o meu corpo, porque ele é muito limitado e seria portanto insuficiente para expressar todo o meu afeto por ti.

Eu não te daria somente as minhas palavras, porque elas são como poesias escritas na areia à beira do mar, vem e vão sem deixar rastros para serem completamente esquecidas, isto portanto, não poderia expressar o meu sentimento amoroso por você.

Eu não te daria promessas, porque quem promessas faz não soube abrir e revelar o seu coração aqui e agora, se recusando em compartilhar os tesouros de sua alma.

E o que eu te daria?

Oras se o corpo é limitado para expressar isto, as palavras insuficientes e as promessas sem nenhum sentido, como eu poderei lhe descrever isto aqui?

Somente segurando minhas mãos e sendo meu companheiro de jornada é possível descobrir porque eu vim e surgi em tua vida.

Quem eu sou? Ah... esta resposta mora em seu coração e na sua consciência livre de formas e formações!

Como compreender isto?

Segure em minhas mãos, olhe nos meus olhos, sinta o sabor da minha presença, compartilhe o seu coração, sua alegria, suas dúvidas, náuseas, medos, dificuldades e permita-me conhecê-lo por completo, seja meu companheiro de jornada e eis que todas as respostas surgirão dos nossos corações livres, espontâneos e naturais. 

Surgirão de nossa inocência e da realização do nosso destino que é nos tornamos quem somos um com a vida, um com universo e um com o Ser!

Obrigado por fazer parte de mim!


terça-feira, 4 de outubro de 2011

De onde surge a miséria?




Toda miséria surge a partir da tentativa de retermos alguma coisa.

Ou seja, toda miséria surge do sentimento de posse.

No possuir está contida toda miséria.

Ausência de posses é liberdade plena!

Porque aquele que possui, inevitavelmente será possuido por suas posses, posses exigem atenção, esforços, cuidados, dedicação, posses são uma espécie de prisão.

A própria ideia de um eu está ligado a ideia de posse. Não há um eu. Não há nenhuma entidade separada do todo que possa reenvidicar para si a ideia de um eu, esta é a maior de todas as ilusões.

Aquele que escolhe reter algo para si, precisa abrir mão de ser esta expressão do todo, no intuito de preservar uma parte que seja particular, que seja de ordem privada, que o eu auto-centrado possa dizer: isto é meu! Isto foi eu quem fiz! Eu tenho isto!

Aquele que abre mão do todo, sempre precisa possuir algo a mais e por mais bens que possua nunca estará satisfeito. Como pode alguém que abre mão do todo estar satifeito com o acúmulo de alguns fragmentos?

Permitir-se fluir no curso do rio chamado Grande Vida é viver livre da ideia de posses, estando pleno de liberdade e felicidade, sair deste curso como um aventureiro em busca de tesouros é criar uma grande mito, um grande sonho de miséria e loucura, aquele que busca aquilo que já é, se esquece do que é, e se vê como um alguém necessitado de tudo, sem perceber que o todo já está nele e se expressa através dele.

A riqueza está na ausência de posses.



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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ser Nada É Ser Tudo...



Ser nada é ser tudo...

Nada pode ocupar o lugar daquilo que É.

Fique em silêncio e deixe o mundo em paz, deixe cada coisa no seu lugar, não interfira. Faça isso com o mundo e o mundo nunca mais lhe perturbará.

Mundo? Onde está o mundo?

Olhe pra mim, não vejo nada assim... E nem sinto falta de ver as coisas por este modo.

Sabe o que é felicidade?

Felicidade é não querer nada de nada e de ninguém; e é assim que o mundo desaparece. Só ficamos com aquilo que esta presente e isso é suficiente; não há mais desejos, medos, buscas e procuras.

SER... É não ser nada.

Tudo é amor aqui, tudo é Vida aqui e tudo é Deus aqui!

Chamo isso de Entrega. Renda-se ao que é! E ao amar o que é e ao não lutar contra nada essa entrega revela o poder de Ser, de Ser nada, sim, pois ser nada é ser tudo.
Quem está presente Nisso?

O sentido do "eu" tem sua vida neste pensamento: Sou e quero algo diferente do que tenho aqui. E isso é sofrimento e ilusão.

Ser nada é ser tudo...




Fonte:
Escrito por Marcos Gualberto entre um diálogo seu e Andrea Zafra e com pequenas adaptações neste blog.
orginal no endereço eletrônico:

"Não me envergonho em ser tal como uma criança"



Não me envergonho em ser tal como uma criança e não me importo com a aprovação ou reprovação daqueles que veem nessa atitude algo infantil, pois eu sou infantil.

Tal como uma criança eu não tenho futuro, não o planejo e se quer penso a respeito de algo que possa acontecer amanhã.

Tal como uma criança eu esqueço do ontem, não ando pela vida carregando o peso da memória inútil cheia de ressentimentos, medos, traumas e desconfianças, daquilo tudo que já não está presente no agora.

Tal como uma criança abraço todos aqueles que surgem em meu caminho e me entrego em espírito de profunda amizade e confiança.

E tal como uma criança eu nada possuo e não tenho ambição alguma.

Este é o momento que eu vivo hoje, não é uma imagem a qual me agarro, pois todas as imagens que eu fazia de mim mesmo foram destruídas por um furacão amoroso chamado Satsang!


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Wu-Wei Write (A escrita através da não-escrita)


Ao caminhar não deixo rastros,
Estou sempre leve porque nada acumúlo,
Não olho para o futuro e morro para o passado,
Meu presente é isto: Tudo!

Minha riqueza está na minha ausência de posses,
Minha liberdade abrange todas as minhas limitações,
Nada quero e nada busco e, no entanto, tudo surge,
Surge da Grande Vida e me trás tudo o que necessito.

Não sou contra nada e por nada luto,
Porque simplesmente não sou ninguém.
E por ser ninguém eu sou o todo,
O caminho e o caminhar, a busca e o buscador.

Não veja isto escrito como algo, como meu rastro,
Como minhas palavras, como meus adereços e ídolos,
Nem eu sei o que é isto, porque eu nada escrevo,
Apenas permito que palavras se manifestem através de mim.

Eu apenas vivo. É só isto.
O que há de mais para se fazer se viver já é tudo?
Não sou e não conheço nada além da vida!
E a vida está em mim e além de mim mesmo!


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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Perdoem a Criança



Amigos que acompanham este meu espaço virtual chamado blog Tempo de Despertar, queiram me perdoar o fato de não mantê-lo atualizado como outrora.

 
No entanto, a criança aqui tem estado muito ocupada vivendo, tem sobrado pouco espaço para transformar todas as vivências em símbolos linguísticos, em palavras e em frases... Nem sinto tal necessidade. Mas estou disponível para estar com cada um de vocês e poder desfrutar da amizade profunda que nos conecta para além do mundo virtual.

Não vou abandonar o blog ok? Mas eis aqui uma sugestão:

Deixem a internet um pouco de lado, deixem o meu blog de lado também, sintam e olhem para dentro de si, de onde jorra uma grande fonte de pura consciência e alegria natural do ser, mas se quiserem visitar este cantinho aqui mais vezes,  leiam os textos mais antigos e deixem comentários, peçam que eu me aprofundarei mais e  mais sobre algo aqui já investigado numa postagem anterior e posto um novo tópico sobre o mesmo tema, se isto lhe for realmente válido.

Quando eu tiver algo de profundamente signficativo e vivencial para compartihar e sentir impelido a comentar esta experiência, volto a postar também ok?

Tenho vivenciado muitas coisas bacanas, mas não parado para descrevê-las.

Não esperem muito da criança aqui. Se possível  uma nova postagem por semana (não vejem isto como um compromisso, pois crianças não assumem compromissos).

Paz, amor e alegria a todos!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Até um ditador pode tem seus momentos de lucidez!




O intelecto também tem o seu supra-sumo.

Quando o individuo parte do princípio de que nada sabe e, a partir daí da início a uma investigação, o intelecto é um importantíssimo instrumento neste processo, pois a sua fonte é a inteligência e a inteligência é inerente a vida.

Problemas começam a surgir quando o desenvolvimento deste processo se dá de forma unilateral e a mente torna-se um ditador, colocando-se no centro de todo o "universo" e, a partir daí cria um mundo à parte daquele do qual está integrado, pois é impossível existir um mundo à parte, não há como a parte estar separada do todo e da fonte que a tudo precede.

Entretanto, até um ditador pode ter um momento de lucidez, exatamente no princípio de uma investigação sincera onde todas as referências passadas são deixadas de lado, o próprio entendimento intelectual pode colocar o indivíduo num estado de prontidão para que outros níveis de inteligência possam atuar e se manifestar a partir deste processo investigativo, ou seja, o ego pode permitir-se uma abertura, o entendimento correto pode conduzir a insights e profundos momentos de lucidez.

Condenar o  intelecto a todo momento com o seu mundo formado por livros, palavras e conceitos é sinal de que se está preso a esses conceitos e palavras, porque no próprio ato de negar está o reconhecimento subjacente de que se está preso aquilo que é negado.

Aquele que através de uma abertura alcançou camadas mais profundas da inteligência natural que brota com a espontaneidade da própria vida e que se permitiu receber da própria fonte do ser a sua bem-aventurança natural, compreenderá simultaneamente que muitos individuos precisam ser alcançados pelo intelecto, que nem todos que chegam até ele já estão prontos para permitirem-se uma "ação da graça" e que como crianças em desenvolvimento, precisam ser pegos pela mão, pelo intelecto, até que estejam amorosamente convencidos de permitirem a realização de um salto que o conduzam a outros níveis de inteligência, onde a necessidade de controle, de resistência, de conflito se tornam empecilhos inúteis, pois em tais níveis há uma harmonia que se auto-regula tal como a harmonia celeste, perfeita em sua organização e, sem a colaboração de nenhuma inteligência que chamariamos de humana.

É claro que este indivíduo olha de outra perspectiva, onde vê a ação de graça em tudo, porque esta harmonia que ele chama de graça é inerente a tudo que está manifesto e ao imanifesto, portanto, esta harmonia está em tudo, dentro desta perspectiva até um "assassino" age a partir da graça, porque sua existência, essência e forma estão ligadas a esta harmonia, portanto, o "assassino" e o "iluminado" são "Deus" não há diferenças entre eles, mas para a consciência ainda "presa" a forma, é muito mais interessante ouvir o "iluminado" do que se tornar cúmplice do "assassino".

Mas aquele que tudo vê a partir da perspectiva de que tudo é uma ação da "graça", ao comunicar isto com aqueles que vivem sobre uma "planície mais baixa" da qual ele se encontra, não está comunicando nada, está explicando as cores para um cego, e tudo o que aquele que está numa planície mais baixa pode fazer é imaginar o que está sendo descrito àquele, desta forma, se ele simplesmente concordar e repetir aquilo que ouve dizer daquele "cujos olhos se abriram para a graça" simplesmente estará reproduzindo uma outra crença, e todos que repetem crenças são como papagaios, não sabem nada a respeito do que estão falando.

É muito mais sábio ajudar que um indivíduo saia de uma "planície mais baixa" e suba para uma planície mais alta, pois lá ele poderá olhar por si mesmo a "nova paisagem" que se descortinará ante a sua própria visão, do que ficar tentando descrever aquilo que ele não pode nem ver e nem experenciar a partir da perspectiva que se encontra.

Quem tem olhos para ler que leia, e entenda que baixo ou alto são apenas metáforas, o todo não tem começo, fim ou referências de perto, longe, baixo, alto, evoluído, primitivo, essas dualidades são referências daqueles que se veem à parte e não integrado ao todo.

Portanto, por favor, não me descreja o jardim das delícias e nem me prometa o jardim do Éden (promessas são hábitos de religiosos e políticos), me ajude tão somente vê-lo presente aqui e agora, e se para vê-lo eu preciso desfazer toda idéia de um eu separado, porque está idéia é que está criando toda uma ilusão e uma imagem difusa, então simplesmente me ajude a esvaziar desta idéia, e se for preciso me pegar pelo intelecto, bendito seja este intelecto que se permite ser pego, porque compreendeu que sua limitação precisa se abrir para o ilimitado.

O intelecto também tem o seu supra-sumo!


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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Alegria infantil


Lembra do tempo em que você era uma criança e que a alegria brotava espontaneamente?

A tua inocência permanece contigo, você pode se permitir e deixar que esta alegria continue a brotar e a jorrar do teu ser.

Nada pode destruir tua inocência, permita se sentir criança outra vez e sinta a alegria de ser quem você é em sua real natureza!

A inocência não é uma escolha mas é a própria seiva da vida; onde há manifestação da vida há inocência!

Como eu sei disso?

Eu não sei, mas meu coração sente que é assim e isto já me basta!

Afinal sou uma criança e o que precisa saber uma criança?
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entrega




Sei que estás aí! Que sempre esteves e que sempre estarás.

Sei que és a única razão e causa que me permite vir até aqui e me expressar.

Sei que não há nada além de ti e que é um delírio acreditar que a realidade estabelecida por vossa graça possa sofrer qualquer alteração ou risco.

Tua lei perfeita é inalterável e existe simplesmente para que o imutável permaneça para todo o sempre imutável, sua lei não é julgamento mas é o sustentáculo perfeito da realidade de todas as coisas que são constituidas de uma só substância, Tua Substância, Teu Ser, Tua Manifestação!

Eu lhe entrego todas as minhas armas ilusórias, eu te entrego todas as minhas resistências infantis, eu te entrego todo o meu aparato criado em meus sonhos, só o despertar em ti faz algum sentido para mim hoje.

Leve embora todas as minhas memórias, te peço de coração e traga a recordação que me faça lembrar que permaneço em Ti e que nunca deixei de estar aonde me colocaste.

O brilho, as cores, os aromas, as texturas, os sabores, os odores e todas as nuances advindas de miragens neste deserto criado pela mente que em sua alucinação crê existir separada de tua graça, já não podem mais me convencer, já não possuem mais significados, só a Tua natureza essencial me cativa.

Confio em Vossa Graça e a Ela me entrego!

Que assim seja!



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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Secretária eletrônica de um buscador






No momento eu não estou,
sai para procurar a mim mesmo,
caso tenha alguma pista de onde eu possa estar
por favor, deixe o seu palpite após o sinal!




Anúncio de jornal de um buscador


Estou a procura de mim mesmo, caso me encontre antes de mim mesmo, ligue para o meu número... Pago recompensa!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu Confio!




Eu não tenho nenhuma fé, mas tenho plena confiança.

Confio no caminho, porque a cada passo ele se revela e ele não tem nenhum objetivo futuro.

Confio no sol, porque ele está presente todos os dias.

Confio na consciência, porque a consciência brilha mais do que o sol, nunca se põe, nunca se vai.

Confio nos dedos que neste momento tocam o teclado e desenham por meio de palavras as impressões que eu observo ao observar o observador.

Eu confio.

Confio na vida que se manifesta através do todo.

Confio no estado de presença presente em tudo e em todos.

Eu confio.

Mas não tenho fé alguma.

Na confiança eu posso me entregar e desaparecer nos horizontes infinitos da Grande Vida.

Fé era para quando eu não podia enxergar.

Confiança é para este momento, que eu enxergo a presença da Luz!

Eu sou a própria confiança manifesta!




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terça-feira, 26 de julho de 2011

O Coração e o Violino!




O coração toca um violino de forma solitária.


Harmoniosa, bela e perfeita canção é executada.


A mente se fragmenta e cria muitas partes de si mesma, aparentemente desconexas, tocando instrumentos de percussão e se assemelhando a uma bateria de escola de samba.

Faz-se um barulho ensurdecedor...


Quando a mente está no comando é impossível ouvir o violino.

Tudo fica confuso, não é possível ouvir a voz do coração!

Deixe a mente completamente de lado e ouça o violino divinal, onipresente e onipenetrantre!

É a canção deste violino que trás todas as respostas, não as palavras! 


Simplesmente ouça!



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domingo, 17 de julho de 2011

Quem é o meu mestre?




Engraçado!

Quando eu me encontrei com meu mestre a própria idéia que eu tinha de mestre desapareceu.

Porque antes o mestre era um conceito mental e hoje é uma vivência.

O mestre está em todo lugar, em todos os seres e é onipresente, porque a própria expressão da graça em sua suprema sabedoria onisciente.

Dependende apenas de estarmos disponíveis, abertos e entregues aquilo que é!

E a partir disso veremos o mestre na criança, no adulto, no velho, em todos, porque o mestre é a própria essência, portanto todos são nossos mestres, somos discípulos do todo e quando nos permitirmos expressar a partir da essência, parecemos nos tornar mestres também.

Não importa quem seja, ao encontrar alguém esteja ao lado deste sem nenhum julgamento, não traga tuas memórias com relação a ele a tona, encontre-o agora, no presente, permita observá-lo como uma manifestação da Grande Vida, um ser plenamente ligado e conectado ao todo e como expressão do todo, não importa quem seja, e poderá sentir que neste alguém reside a essência e, portanto, ali também está o mestre.

Aquele que hoje eu chamo carinhosamente de Bapú é apenas uma referência tangível para mim, daquilo que devido a minha ignorância pode parecer por vezes intangível em todas as pessoas, esta referência é de um ser que trouxe para a sua consciência, o conhecimento da sua plena união com a fonte.

E é ele que me revela hoje quem sou em minha real natureza, pura felicidade, pura liberdade.


Por isso não há diferença entre eu e ele, como não há diferença entre eu e aqueles que moram nas ruas ou em mansões, não há diferenças entre aqueles que ainda vivem o personagem e aqueles que já se despiram do personagem. 

Tudo simplesmente é uno com a a fonte e origem de todas as coisas e seus destinos é estarem coscientes desta união.

Obrigado mestre!



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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Que por hoje eu seja só coração!




A mente, limitada tal como é,  já me deu tudo aquilo que era possível para me dar.

 E eu lhe sou grato.

Como nos dizem aqueles que já se libertaram plenamente:

"A mente é um ótimo servo, mas um péssimo senhor".

Que por hoje eu seja só coração.

Este coração que sabe reconhecer a presença do amor divino e se abre completamente para recebê-lo, vinvenciá-lo, experimentá-lo e através deste, todo o ser é despertado e a centelha que antes estava oculta, brilha com uma chama incadescente, pleno de luz!

Que por hoje eu seja só coração.

Hoje é este grande dia, não há outro com o qual eu precise me preocupar, para este coração só o agora é...

E tudo é na presença deste amor!

Meu Bapú me de deu o seu coração e eu dou o meu coração ao meu Bapú.

No amor está a chave, porque no amor está tudo.

Que por hoje eu seja só coração!


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Tudo o que é Necessário Já Esta Presente!




Só sofremos tribulações por desconhecermos quem somos.

Por mais que surjam agitações ou problemas as ondas só são agitadas na superfície!

Mas há um mar de tranquilidade e paz dentro de cada um nós!

Não é preciso fazer nada, o fazer provocará ainda mais agitações.

É necessário apenas aprender a ver e perceber com mais clareza!

Tudo o que nos é necessário já está presente!

O Ser está em permanente estado de bem-aventurança!

Todos somos o Ser!



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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Resposta



Quem este é que observa?

De quem é esta consciência que testemunha?

Permaneço apenas disponível, pergunto e espero sem buscar pela resposta.

A resposta brotará por si mesma.

Não é necessário buscá-la, mas é necessário estar em silêncio e presente para recebê-la!



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domingo, 3 de julho de 2011

A Origem de Todas as Ilusões



Todas as ilusões surgem da idéia da existência de um eu separado do todo.

Desfazer esta idéia é a única coisa necessária para que todas as ilusões possam se desfazer.

Uma vez não mais existindo a idéia de um eu, todos os dramas humanos desaparecem.

E como desfazer da idéia da existência de um eu?

Através da entrega a real natureza do Ser.

E como encontrar a real natureza do Ser?

Não é necessário encontrá-la e sim percebê-la,  se o véu da ilusão de um eu for retirado, veremos que nunca deixamos de nos encontrar na real natureza do ser.

No entanto, a idéia de que não é preciso fazer nada, causa muitas deturpações dentro da mente onde habita um eu, claro que é necessário se predispor de algo e deslocar a consciência do seu falso centro.

É necessário entrega, meditação e auto-investigação.  Auto-invetigação através  da auto-observação.

Nada mais.

Tendo realizado essas três coisas que aglutianam-se numa coisa só, a idéia de um eu está fadada a desaparecer.

E tendo desaparecido a idéia de um eu através da percepção direta do que isto é, e não através de uma mera compreensão intelectual e superficial, a partir daí, realmente não é necessário fazer mais nada, a partir deste instante todas as preocupações desaparecem, todos os aborrecimentos, todas as dúvidas, todas as ilusões, e aquilo que é, simplesmente é, sem interferências ou perturbações.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Simples Assim




O simples
É brando e cândido,
Sereno e calmo,
Leve e amoroso,
Sutil e silencioso.

Suas palavras,
Brotam do coração,
Sinceras e honestas,
Despretensiosas,
E plenas de gratidão.

Seu caminho,
É o fluxo da vida,
Contínuo e Incessante
Em profunda harmonia
Com a dádiva presente!

O Simples,
Está dentro de ti,
No teu testemunhar,
Na tua observação,
É consciência pura!

Simplicidade,
É sabedoria
Alegria genuína,
Plena aceitação
Unicidade!

O Passado é Inútil!



Você já notou o quanto a mente se preocupa com o passado?

Quantas vezes sem fim não nos pegamos pensando sobre algo vivenciado ontem, semana passada ou um tempo longinquo e começamos a reviver todas as nuances daquilo que outrora vivenciamos, como se sentássemos diante de tela de cinema e começássemos a ver um filme?

E o pior, começamos a pensar a respeito e a colocar hipóteses, possibilidades, probabilidades, imaginando situações já vividas e colocando por de trás dessas recordações a palavra "Se".

E se eu tivesse feito diferente? E se naquela época eu tivesse o conhecimento que tenho hoje? E se eu não tivesse conhecido fulano? E se eu tivesse nascido em outra família? Ad infinitum...

No que este devaneio pode contribuir? Em nada!

O passado é útil para muitas coisas, para que possamos nos recordar de instrumentos úteis e necessários dos quais utilizamos em nosso dia a dia para realizar funções diversas ligadas as nossas vidas, mas o passado é inútil para responder a pergunta mais importante de todos "Quem eu sou?".

Tudo aquilo que vivenciamos no passado foram experiências que nos proporcionaram determinadas impressões e registros, considerados ora negativos e ora positivos, mas não estamos reduzidos simplesmente a essas experiências, há algo muito maior dentro de nós mesmos, ainda não manifesto, nós somos esta imensidão para além de todas as experiências já vividas.

Se somos algo muito além de tudo aquilo que já experenciamos e vivenciamos até hoje de que maneira o passado pode nos ajudar para contribuir com o encontro com a nossa real natureza?

O encontro com a nossa real natureza não depende de informações prévias, por este motivo não depende do passado, muito pelo contrário, se estamos apegados ao passado e presos a idéias e conceitos pré-concebidos, não há como entrarmos em contato com a nossa real natureza que está além da mente, não é possível alcançar o ser através da mente, a realidade é algo que está além de qualquer sistema de pensamentos e não depende de nossas opiniões para ser o que é.

Portanto, se você busca autoconhecimento e esta no caminho da auto-investigação para descobrir que é você, abandone o passado, morra para a sua biografia para que você possa renascer através da pura consciência!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Aceitando a Dádiva do Presente!



No início nos parece impossível.

A mente busca suas bases e suas matrizes no passado e se lança com toda as expectativas em direção ao futuro.

Não sobra espaço para o presente.

O presente se transforma  num meio de repetirmos e perseguirmos prazeres que já nos são velhos conhecidos, ou é um meio, para através do trabalho, dos planos, do estudo, dos relacionamentos nos levar a concretização de um objetivo planejado no passado e projetado para o futuro.

O presente se torna indigno, insatisfatório, dele surge o sentimento de escassez e de incompletude.

Como se no aqui e agora não pudesse haver realização, porque afinal, para a mente é necessário realizar uma grande obra, vencer um grande obstáculo, superar  muitas adversidades, percorrer grandes caminhos e vencer fortes inimigos, para aí então poder ser digna de provar da realização.

Mas, de fato, a realização pode ser experimentada aqui e agora, de maneira simples, singela e direta.

E justamente devido ao fato desta realização não nos tornar especiais, mas, um com o todo, é que tal possibilidade é descartada pela mente e, estando nós identificados com a mente, caímos em suas artimanhas.

Por ser tão simples e natural é que parece se tornar difícil, alcançar um estado que já está presente no âmago de nossas vidas e manifesta como natureza essencial.

Depois de uma certa persistência, trazendo a atenção, a observação, o foco da auto-investigação sempre para o presente instante, começamos a experimentar um silêncio interior, a partir deste silêncio, que ora começa através de curtos intervalos e, que posteriormente vem a se fazer presente e permanente, começamos a vislumbrar através deste estado de presença a existência de um sentimento de bem-aventurança, de completude, de totalidade e de êxtase.

E isto não se trata de uma conquista, porque não é algo que precisamos buscar, que precisamos nos sacrificar.

Não é necessário realizar doze trabalhos de Hércules para conseguirmos, muito pelo contrário, é necessário apenas descansar naquilo que já é, perceber, notar, relembrar um estado natural, aparentemente olvidado, distante e desaparecido.

A paz é tudo o que precisamos para que o conhecimento possa se manifestar por si mesmo.

A verdade é vida, vida em sintonia com o todo, em harmonia com o sagrado, vida que flui sem barreiras, sem bloqueios, vida que se manifesta aqui e agora, dentro de nós mesmos e a nossa volta, como uma dádiva, um presente que está disponível a todos, como um direito de todos.

Se ainda te parece difícil, simplesmente acredite, aceite tuas dificuldades e siga adiante. 

Acredite que uma longa caminhada se inicia com um pequeno primeiro passo.

Volte-se para dentro de si com tranquilidade e veja o tempo como um aliado que te fornece espaço para o aprendizado necessário.

Plante sementes de sabedoria, de tranquilidade, de paz, de amizade, de fraternidade, de ajuda-mútua, de amor, respeito, paciência, tolerância, consideração, admiração, plante e regue tais sementes, elas crescerão por si próprias.

Comece a voltar o foco de sua atenção para os sentidos diretos, aprecie mais o sabor dos alimentos, sinta a presença da brisa e do ar através do tato, ouça com estado de presença, de atenção e interesse àqueles que te dirigem a palavra, ouça o vento silvando, o pássaro cantando, os ruídos urbanos, sinta o passo a passo do caminho, sinta o banho, o cheiro, a textura, o movimento, observe, simplesmente observe.

Não se leve a sério.

Observe seus pensamentos tais como se eles fossem nuvens que vem e vão, que se formam sem que você possa notar como começaram.

Que sentido faz passar o dia olhando para o alto, buscando significados nos desenhos das nuvens? Que sentido faz, brigar com as nuvens, sofrer com as nuvens, ter frustrações e decepções com as nuvens só porque elas não formaram os desenhos que você desejava?

Sim, teus pensamentos, tuas emoções, teu humor e seus desejos são como nuvens que vem e vão. Apenas os observe em silêncio, esteja alerta, aceite a dádiva do presente, e veja por si mesmo aquilo acontece.

Só a uma verdade que faz sentido para nós, é a verdade que somos capazes de experimentar por nós mesmos, nada além disso, faz verdadeiro sentido para nós!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Profunda Alegria de Se Encontrar o Próprio Guru!



Encontrar o guru é como ser tomado por um "amor a primeira vista".

Descrever tal acontecimento, com palavras, só pode dar um “indício” do que seja. Vale dizer que é um "divisor de águas", um "nascer de novo", um "encontro profundo com a essência de nossa própria natureza".

Meu guru é amor!

Quando me aproximo, dele, todas as dúvidas desaparecem. Suas palavras parecem brotar de dentro de mim mesmo.

Meu guru abre meus olhos e, a partir do instante que meus olhos estão abertos; tudo eu posso ver por mim mesmo, quando vejo, não há perguntas para se fazer, a percepção direta, daquilo que é,  tudo responde. Não há mais dúvidas, não há mais paradoxos, não há mais a necessidade de aprendizado, de estudo de teorias, pois, quando a visão está aberta todas essas necessidades se esvaziam.

A minha confiança em meu Guru é plena, Ele é para mim uma porta que me conduz ao encontro da natureza essencial, e é através desta natureza que Deus se revela, deixando de ser uma crença para se visto naquilo que sou!

Só preciso amar e confiar em meu Guru e tudo o mais se realizará!

A voz do meu guru é a voz de Deus para mim.


Há na relação mestre-discípulo uma profunda manifestação de amor e, no momento que através deste amor, mestre e discípulo tornam um só ser, tudo está realizado. Acabou toda a busca.

Obrigado Bapú por sua onipresença constante junto de mim!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Decodificando o Código Matrix





As imagens confundem e as palavras separam, mesmo a palavra união é observada através de um recorte incapaz de reproduzir com fidelidade o seu significado, note que escrevê-la precisamos separá-la de todas as demais para que ela seja percebida.
A mente é como uma espada de dois gumes, tudo o que ela toca ela corta, divide, separa, classifica, julga, rotula e, desta forma, adapta aquilo que é observado ao filtro da observação, sendo assim tudo aquilo que é visto pela mente é uma criação da própria mente, não há nenhuma realidade objetiva externa observada pela mente, tudo é um fenômeno interno, seja este interiorizado ou projetado.

A mente não é o caminho que conduz a verdade, a consciência por de trás da mente pode ajudá-la através do ato de abrir uma porta, todas as religiões, filosofias, técnicas, métodos, meios, são úteis até colocar-nos defronte a esta entrada, para atravessa-la é necessário deixar a mente de lado, não se pode ver um "mundo novo" com os velhos olhos, é necessário esquecer todo o passado e toda a ilusão de uma biografia pessoal.

Mas para se chegar diante desta porta, muitas das vezes será necessário para alguns, malabirismos mentais e linguísticos, a fim de chamar a atenção de certas mentes, que de outra forma, não daria atenção ao caminho simples, direto e prático, porque a mente em estado de "alucinação não consciente" observa todo o universo a sua volta como um grande problema a ser resolvido, tudo na vida do indivíduo que é guiado por este "mestre embrigado" é visto como um problema, portanto, se tal não for colocado como um problema, não chamará a atenção dessas mentes alucinadas.

Só há um paradoxo. Não há paradoxos! Todos os mestres que usaram paradoxos nada mais fizeram do que amarrar uma "minhoca de uma idéia brilhante" sobre o anzol afiado de uma comunicação sofisticada.

É por este motivo que o silêncio é fundamental, quando a mente é deixada de lado e todos os revestimentos, recortes, modelos, imagens, paisagens, com todas as suas matrizes do passado são deixadas para trás, e podemos estar presentes aqui e agora, integralmente, completamente, de coração aberto, com plena aceitação do todo e sem nenhuma resistência, na completa entrega aquilo que é, a partir deste instante a nossa verdadeira natureza encontra espaço para se manifestar.

E, é a partir da manifestação da nossa natureza íntima, primeira e última, que perceberemos que a resposta já está aqui, não há nenhum problema a ser resolvido, a brincadeira do esconde-esconde terminou, não há mais nada para ser alcançado, a alegria é plena e a paz eterna, porque a alegria, o amor e a paz é a própria essência desta natureza íntima.

Esqueça este texto, esqueça este blog, esqueça todos os livros que você já leu, não seja como um papagaio de memória avantajada para sair repetindo tudo aquilo que você ouviu por aí, todas esses símbolos linguísticos apenas alimentam a sua mente, volte-se para a sua consciência e simplesmente permita-te ser a tua real natureza.

domingo, 12 de junho de 2011

Solidão e Solitude

Há uma imensa diferença entre solidão e solitude.

Na solidão há dor, medo, tristeza e sensação de isolamento.

Mas na solitude há assombro ante ao mistério,

alegria ante a beleza de cada movimento da natureza ao redor,
há paz e alegria!

Há na solitude uma sinfonia de silêncio e graça!

Só a mente é capaz de experimentar solidão 
enquanto o ser só pode conhecer a solitude!

Liberte-se da mente e todo o sentimento de isolamente desaparecerá

e não haverá mais solidão, só existirá solitude!

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