domingo, 27 de fevereiro de 2011

Seja! Se já! Sê já!




Àquele para quem a vida resplandece onde quer que ele esteja, aonde é que ele poderia desejar estar?

Aonde quer que a vida esteja!  

Ou seja, em qualquer lugar!
 
E o que nos acompanha aonde quer que estejamos?
 
A própria vida! O ser!
 
Mas como pode a vida resplandecer para aquele que não conhece a Fonte da Vida?
 
Não, ela não pode!
 
Só o mergulho profundo, completo, pleno, total e inequívoco, nas profundezas da existência que nos acalenta a vida e nos dá consciência do existir, poderá responder quem tu és, e esta resposta te levará a conhecer a Fonte da Vida.
 
Mergulhe e encontre a si mesmo até o instante em que você possa perceber a vida resplandecer onde quer que você esteja!
 
Seja!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PERMITA-SE



Permita-se manter sempre a sua mente aberta!

Somente assim pode haver amadurecimento.
Não tenha medo da mudança que é inevitável, se-á a aceitamos crescemos através dela, se-á resistimos, sofremos.

Se a mudança se der através de um processo inconsciente, não teremos a oportunidade de desfrutar de toda a beleza do crescimento e não haverá amadurecimento.

O crescimento natural é um dos fenômenos mais belos da natureza.

Temos tantos exemplos deste espetáculo, como o nascimento, crescimento e desenvolvimento de um feto, o plantar, brotar, germinar, crescer, florescer e o frutificar de uma árvore. a metamorfose das borboletas e mariposas que se caracteriza por quatro fases (ovo, larva, crisálida e adulto), ou seja, mesmo no universo visível, observamos os efeitos invisíveis que impulsionam o crescimento dos seres, no humano através da mente, nas árvores através da seiva, nas borboletas a força da natureza que abrange a tudo e a todos.

Esta visão é uma das primeiras visões que todo o buscador, todo o ser humano curioso e ansioso pelo processo de crescimento e desenvolvimento tende a observar.

E mente aberta é fundamental, tanto para o crescimento, quanto para o pleno despertar.

Só uma mente aberta pode se desfazer.

Seja racional, lógico, metódico, mas seja também intuitivo, sútil e flexível.

Não reprima suas emoções e desejos, concilie-se com todas as suas dimensões do seu ser e viver, e permita-se que todas as suas emoções e sentimentos sejam depurados e possam amadurecer plenamente, que a sua consciência seja o regente de toda a sua orquestra, e que as pausas enfáticas e temporais no seu tempo musical seja uma espécie de portal para a sua transcendência.

Permita-se!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A SABEDORIA DAS IDADES



Disponibilidade, abertura e entrega, esses são os meios para se ter acesso a sabedoria das idades.

Podemos também chamá-la de sabedoria ancestral.

A sabedoria das idades é um manancial de vivências armazenadas no inconsciente coletivo, é a soma de todas as experiências realizadas por nossos ancestrais desde os primórdios, através dela é possível se obter inúmeras respostas à questões concernentes às nossas vidas na atualidade e é de suma importância para o nosso crescimento e o amadurecimento. 

Uma vida baseada na individualidade de uma personalidade aparentemente isolada, que surge num determinado ponto do espaço e do tempo, tem o seu espectro de consciência consideravelmente reduzido, limitando assim, profundamente a expressão da força da Grande Vida em sua própria vida, o que obviamente fará com que o individuo encontre muitas dificuldades em sua jornada, que poderiam ser resolvidas com simplicidade.

Alguns utilizam o culto aos antepassados como forma de estabelecer um contato com esta sabedoria, e desenvolve por meio deste culto, uma atitude de gratidão e harmonia para com todos aqueles que vieram antes.

Nem todas as pessoas são simpatizantes de uma ritualística tal como esta, para estes, bastará simplesmente parar por alguns minutos todos os dias de amanhã e agradecer em memória daqueles que nos antecederam, todos os esforços por eles realizados, dentro de suas possibilidades, para que tivéssemos uma vida mais confortável em todos os sentidos, perdoando completamente as suas falhas, por compreender suas limitações.

Outros conseguirão ter acesso a esta sabedoria das idades ao praticar alguma espécie de arte praticada pelos antigos de uma determinada cultura e época, seja através da dança, do canto, ao tocar um instrumento, do estar em volta da fogueira, da brincadeira de roda, da arte marcial; na arte de manejar uma espada ou de atirar com o arco e flecha, entre tantas outras possibilidades.

Isto ajudará a criar uma ponte, entre o presente e o passado, não uma ponte para o nosso retrocesso, mas para ampliarmos o nosso leque de possibilidades, de experiências e de sabedoria.

Há muitos meios para se usufruir desta riqueza, não desista de encontrá-lo, e utilize aquele meio que estará de acordo com as inclinações de sua natureza, em ressonância com o seu coração. 

Já somos seres infinitamente ricos, permita-se viver através da graça e seja grato.

Paz Profunda!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Um Encontro Notável



A história oficial, por ser contada por estudiosos acadêmicos, costuma deixar de lado (devido ao preconceito e ao desprezo), os importantes fenômenos espirituais que englobam e fazem parte determinante, na formação da vida de muitos indivíduos.

Não foi diferente com Mahatma Gandhi maior líder pacifista da história contemporânea, num dos encontros mais importantes que Gandhi teve com líderes da sua época,  quase que passou completamente desapercebido, que foi o encontro com o importante líder espiritual indiano Ramana Maharshi, considerado por muitos de seus contemporâneos como um dos maiores líderes espirituais nascido na Índia desde Sidharta Gautama; o Budha, dois mil e seicentos anos antes de Maharshi.

Grande parte da formação de Mahatma Gandhi, além das suas experiências pessoais, do seu conhecimento da lei do império britânico através de sua formação como advogado e a grande inspiração advinda da leitura das obras de Leon Tolstói, soma-se a sua profunda reverência e fonte de inspiração devotada ao líder Ramana Maharshi.

Àqueles que se interessarem em conhecer um pouco sobre este encontro entre esses seres humanos notáveis, eu sugiro o texto presente no blog busca-espiritual no link abaixo:


Neste blog há muitos outros textos que são transcrições de diálogo entre Ramana Maharshi e seu discípulos (assim como muitos lideres, Sócrates, Jesus, Budha, Osho, entre outros, Maharshi não deixou nenhuma obra escrita), e se alguém ainda se interessar mais sobre a vida e a obra de Ramana Maharshi eu indico o site: http://advaita.com.br/

Para mim toda a ação política e social que não estiver baseada no amor ao próximo, no conhecimento e na compreensão plena de sua psiquê, no apartidarismo e na ação humanitária desinteressada de retorno financeiro e econômico, na ação pacífica e na profunda reformulação de si próprio (Que eu seja a mudança que eu quero para o mundo), é vazia de significado.

Paz e Luz a todos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Para Aqueles que Decidiram pela Mudança de Si Mesmos" 2ª Parte



A sabedoria sempre está acompanhada da simplicidade.

Mas a modernidade com todos os seus avanços tecnológicos, a informação massificada despejada sobre nós todos os dias pelos meios de comunicação e o comportamento consumista que faz do ato de comprar coisas um meio para a realização humana, nos distanciaram quase que completamente da simplicidade do Ser.

O desejo por sensações e mais sensações tem destruído a sensibilidade humana, pois quanto mais experimentamos novas sensações, maior é a necessidade pela busca de sensações mais intensas.

O ser humano é um fenômeno muito rico e abrangente, possui capacidades únicas na natureza, nasceu para buscar a sua plena integridade e a sua completa auto-realização, no entanto, a sociedade não provê por meio de sua educação, meios que possam dar suporte para o crescimento e o amadurecimento dos indivíduos, muito pelo contrário, a sociedade é opressiva, a família é opressiva, o medo impõe sobre as pessoas limites desnecessários, o preconceito divide e separa os indivíduos e as diferenças artificiais e superficiais são acentuadas a ponto de criar classes distintas, conflitos, choque de interesses e uma competitividade irracional, sem base, semelhante à de animais selvagens na floresta, na luta por território.

Não há a compreensão de que a multiplicidade de valores e a pluralidade de personalidades e comportamentos, que segundo a teoria MBTI classifica a humanidade em quatro grupos de temperamentos e dezesseis tipos de personalidade, enriquecem o conjunto da sociedade, muito pelo contrário, o Estado por meio da educação não reconhece e respeita as diferenças entre indivíduos, os pais querem que seus filhos sigam padrões fixos de comportamento, a religião não dá a possibilidade de cada um realizar a sua busca, utilizando seus recursos, e sondando o seu mistério, antes disso, procura impor velhas e gastas regras, utilizadas por povos antigos e completamente inadequadas à sociedade atual.

E desta forma a ausência de respeito por diferenças naturais, à ausência de estímulos para o desenvolvimento e amadurecimento de cada indivíduo de acordo com a sua própria natureza e uma cultura que impõe valores não naturais, impensados, doentios, competitivos, conflitantes e de extremo individualismo, cria uma opressão, uma violência ora silenciosa e ora gritante que é sentida por todos os seres humanos, desde o seu nascimento.

Aprendendo a agir por meio da ação e reação, condicionamentos, padrões de comportamentos, ciclos de julgamento, culpa e condenação, tudo isto gerando desconfortos coletivos, como o estresse, a neurose, a ansiedade, a inquietude, o sentimento de vazio, a carência afetiva e emocional e que conduz muitos indivíduos, a desenvolveram inconscientemente mecanismos de defesa que vai desde a indiferença e a ausência de sensibilidade, a síndrome do pânico, transtornos obsessivos compulsivos, transtornos psicológicos diversos como a bipolaridade entre outros, até a violência gratuita, ou a atividades ilícitas, como o roubo, o assalto, o assassinato, o tráfico, a corrupção política, a exploração da mão de obra, entre outras formas de reação e vingança.

Esta opressão violenta sentida por todos os indivíduos na sociedade gera uma tensão coletiva tão intensa, uma ansiedade tão excessiva e um medo camuflado tão visível que para suportar toda esta asfixia, a mente busca encontrar válvulas de escape, que possam desta forma diminuir a intensidade desta pressão e assim permitir que o indivíduo possa outra vez respirar.

A válvula de escape é uma estratégia inconsciente que se organiza de maneira minuciosa, tornando alguma atividade a princípio prazerosa, lúdica, que possa entreter, distrair e desta forma aliviar o indivíduo de suas tensões.

É como uma droga que no início satisfaz com o consumo de uma pequena dose, e posteriormente é necessário usar uma dose cada vez maior para se atingir o mesmo resultado de euforia ou de relaxamento alcançado anteriormente, seja no uso de drogas lícitas, como o cigarro e a bebida alcoólica, ou seja, no uso de drogas ilícitas, como a maconha, a cocaína, o craque, entre outras.

No sexo compulsivo, o indivíduo começa a busca pelo prazer de forma tranquila, mas depois necessitará de malabarismos e posições excêntricas, quando menos perceber, desejará ambientes exóticos, até chegar o momento que precisará multiplicar a quantidade de parceiros, ou até mesmo, precisará transar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, precisará de orgias, de swing, pois aquele que busca a adrenalina no sexo, não é diferente de nenhuma forma, daquele que consome drogas lícitas ou ilícitas em excesso, ambos tornar-se-ão escravos de suas dependências.

Outros irão se transformar em compradores obsessivos e, desta forma, acumularão dividas, terão suas vidas financeiras desequilibradas, necessitarão de cada vez mais dinheiro, para satisfazer sua sede de consumo e pagar seus cartões de crédito, financiamentos, etc.

Outros comerão de maneira compulsiva, desenvolverão uma obesidade descontrolada e adquirirão transtornos alimentares.

Alguns estabelecerão metas profundamente ambiciosas para tornar-se mais fortes diante da extrema competitividade do mercado de trabalho, seja na indústria, no comércio, na prestação de serviços ou mesmo nas organizações políticas e sociais.

Outros buscarão relacionamentos afetivos de forma compulsiva, pois não conseguem se ver sem um relacionamento amoroso, desta forma, estes desenvolverão co-dependência emocional, relacionamento intensamente conflitantes, estressantes e que consomem todas as suas forças emocionais.

Alguns deixarão de lado a convivência social e permanecerão horas e horas na internet, permanecendo fechados dentro de suas casas, de seus quartos, se entregando ao sedentarismo e ao isolamento do mundo.

Esses são apenas alguns exemplos de válvulas de escape, no entanto, é nítido ao observamos o fato de que a válvula de escape é apenas uma medida paliativa, que ensina-nos a conviver com nossos problemas e nossas dificuldades originadas da opressão coletiva, não trás soluções a essas questões, não barra o avanço do problema e muito menos diminui a opressão violenta presente na cultura de nossa sociedade.

E qual é a solução?

Cultivar a paz interior, o equilíbrio emocional, conhecer-se a si mesmo em sua autenticidade, as peculiaridades e singularidades de sua natureza, para que possa respeitar assim a si mesmo, suas próprias inclinações, seus dons, suas habilidades, seu amadurecimento, seu crescimento e sua auto-realização.

Reconhecer com clareza quais são todas as causas que te provocam tensões, medos, estresse, ansiedade, para assim desfazê-los e removê-los de todas as suas atitudes, todas as suas reações, todos os seus inconformismos e revoltas, todos os seus conflitos que alimentam cada vez mais o teu próprio mal estar, e que fortalecem desta forma a sua cadeia de opressão, que impede de vivê-lo a sua plena liberdade de ser, de pensar, de se comportar diante do todo.

É maravilhoso viver uma vida onde não há ansiedade, onde não estresse, onde sentimos estar de acordo com nossa natureza, com os nossos princípios, e podermos através da nossa sensibilidade curtir o sentimento de liberdade e de paz interior!

Conseguir isto é um processo gradativo... De mudança de paradigmas, de crenças limitantes, de rever todos os valores, de investigar a mente, de torná-la uma aliada e não uma inimiga, que cria uma fonte de preocupações e problemas sem fim.

Este é um processo de mudança, transformação e pleno amadurecimento.

Infelizmente desde crianças, lidamos com crianças grandes e não adultos e assim crescemos sem grandes referências de pleno amadurecimento e realização, portanto, buscar novas referências é também de suma importância.

Posteriormente irei abordar outros temas relacionados, para que eu possa continuar a compartilhar com todos aqueles que queiram, iniciar o processo de mudança de si mesmos, para que um novo ser possa nascer, livre da contaminação e das limitações do velho ser.




Referências:

Para saber mais sobre a classificação da personalidade segundo a escala MBTI e estudos do psicólogo Carl Gustav Jung e realizar o seu teste de temperamento e personalidade, visite: http://sites.mpc.com.br/negreiros/index.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LIBERTAÇÃO PLENA

Tua libertação é minha libertação,

Tua alegria é minha alegria,

Tua esperança é minha esperança,

Pois tudo compartilhamos nesta vida,

Quer seja aquilo que confidenciamos

Ou aquilo que nós escondemos,

Todos aqui interligados uns aos outros,

Assim sendo, a minha plena libertação,

Não tem sentido sem a tua libertação!

Minha paz não tem sentido sem tua paz!

Portanto, que possamos nos dar as mãos!

Para sonharmos um mundo de paz

Para sonharmos um mundo de libertação,

Para sonharmos um mundo de luz,

E deixarmos as trevas das ilusões para trás!

Assim descobrindo através do amor
.
O caminho para o nosso grande despertar,

O caminho que nos conduzirá de volta à Deus!

CONFISSÃO



A vida tem muito mais a nos ensinar do que os livros.

No entanto, muitos livros são as experiências de nossos semelhantes que são compartilhadas, algo que está além da mera especulação, e como diz o ditado: "Aprender com a experiência dos outros é sabedoria.


Enquanto aprender com os próprios erros é inteligência.


E não aprender nem com os próprios erros é uma grande ignorância".

Confesso:

Como já fui, tantas vezes, um grande ignorante nesta vida!

Deus me livre, de viver tão somente apenas, para repetir o passado!



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"A Simplicidade da Salvação"
















Nós nos esquecemos tão completamente da verdade
Para desta forma construirmos a fantasia e o sonho,
Tudo o que aprendemos neste mundo inconsistente,
Aprendemos por meio deste devaneio ensandecido!

É simples a salvação se verdadeiramente a desejarmos
Basta distinguir com coragem o falso do verdadeiro,
Pois a verdade é lei divina, imutável e transcendental
E falso tudo aquilo que é impermanente, passageiro...

Porque através do nosso falso aprendizado tudo muda
Não há bases, certezas ou ponto fixo que nos esclareça
Tudo muda para continuar tão igual e sempre o mesmo
A ocultar a presença do Cristo e nos esconder de Deus.

Neste mundo de percepções, nós só construimos ídolos
De Formas imprecisas para substituir o divino abstrato,
O conhecimento completo está  no Ser íntimo sagrado,
O que aqui há, realmente, que se possa então conhecer?

Tudo o que aqui, nasce da forma vem para se desfazer,
Pois tudo o que um dia se reúne um outro dia se separa
O que se integra se desintegra e o que surge desaparece,
Só o que possui vida verdadeira para sempre há de tê-la.

E a Fonte que é informe não possui limites ou restrições
Não reconhece fronteiras, está além do espaço e tempo,
Procedendo todos nós da mesma fonte qual é a imagem
 Que teríamos diante do criador que não possui  forma?

Se queremos lembrar-nos de quem somos realmente,
Abandonemos todos os ídolos e esqueçamos toda a forma,
Deixemos de lado qualquer jugalmento e qualquer culpa
Porque são esses os alicerces desta louca falsa "realidade".

E assim quando o perdão estiver completo e pleno
A luz que há dentro de nós, aí então resplandecerá
Pois a partir disso um aprendizado antigo morrerá
E este vazio será preenchido para a verdade renascer!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Celebração do Grande Encontro Consigo Mesmo

A eterna glória do Lógus Universal
A Luz está aqui,
Nunca deixou de estar presente!
Não há ilusão que a diminua
Não há trevas que a possa ocultar!
A Luz está aqui e resplandecente!
A Luz é o Lógus Universal
É a Mente de Cristo
É a Glória do Santo Espírito,
É a Paz e o Amor que vem de Deus!

Eu sou um ser completo
Eu sou o Ser completo,
Eu sou a extensão do infinito,
A glória da criação,
Extensão da santidade
Daquele que não possui forma
Daquele que não tem limites
Eu procedo e Eu Sou!
E por não termos limites
Compartilhamos da Grande-Vida
Com todos os nossos irmãos
Como um só Ser
Em perfeita unicidade!

A luz está aqui,
Nunca deixou de estar presente!

Do Grande Vazio nasce toda a plenitude!
Do lado da cá apreciei o caminho que conduz
Ao Grande Vazio!
Do lado de lá desceu sobre mim
O Pleno Espírito!
Porque deste lado parece haver só o vazio
A ilusão das mil e uma vacuidades,
E do lado de lá tudo é pleno
Porque Pleno é o Criador
Que não deixou vazios em sua criação!
 
E eu estou do lado de cá e do lado de lá!
Simultaneamente!
Até que o tempo encerre o seu ciclo
E o sonho deixe de ser sonhado!
Para a paz e a glória de toda criatura viva!
 
Assim seja!






quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Frágil Muralha da Ilusão e o Caminho que Conduz ao Despertar!



Vivemos uma época privilegiada.


Nem por este motivo ouso afirmar que vivemos a melhor época da fase da Terra.

Já vivenciamos fases mais saudáveis, muitas menos doentias e incomparavelmente menos insanas.

Entretanto, o grau de tensão, pressão, loucura, desequilíbrio e tantos outros desajustes coletivos, só foram semelhantes ao da nossa época, dentro de determinadas culturas e civilizações antigas, mas nunca em escala global, tal como observamos hoje.

E o que faz de nossa época, uma época privilegiada?

Justamente este grau de tensão presente e todas as suas conseqüências, os nervos estão à flor da pele, a quantidade de ações que clamam por urgência são tantas, que temos inclusive dificuldades de diferenciar o urgente do importante e estabelecer desta forma uma seqüência de prioridades.

E diante de toda esta tensão e de todos esses desequilíbrios, mais e mais pessoas vivenciam um pequeno despertar, que as conduzem a suspeita de que há algo de profundamente errado com nossas existências, tal como a vivemos, basta para isto lançar um olhar sobre a sociedade e dentro de nós mesmos, para perceber que nem a ciência, nem o estado, a filosofia ou a religião, conseguiu realizar a verdadeira revolução humana, promovendo a paz, a união e a confraternização entre todos os povos.

Muito pelo contrário, com relação ao Estado que prega o nacionalismo é este em parceria com a inconsciência humana o responsável por quase todas as guerras travadas nos últimos séculos.

A ciência e todo o seu “academicismo” em parceria com a inconsciência humana são uma aliada do poder dos Estados e tem como método mais preciso e minuciosamente seguido; a lógica de mercado, portanto, paguem para os cientistas e o que desejarem que seja produzido e eles produzirão, sejam produtos bélicos como armas de calibre até armas químicas, físicas ou bacteriológicas, seja novas drogas para a indústria farmacêutica, ou novos agrotóxicos, não importa, desde que se dê dinheiro e promova a indústria a ciência estará lá, completamente despreocupada com relação a "verdade".


Não é necessário falar muito da religião (basta olhar para a história de guerras, disputas pelo poder, manipulação de massas, sacerdotes assalariados, proselitismo agressivo, genocídios culturais, etc), esta existe graças à inconsciência humana (talvez por isto C. G. Jung tenha estudado tanto os símbolos das religiões que são tão profundamente arraigados no inconsciente coletivo).

A religião também segue a lógica de mercado, movimenta bilhões na economia mundial todos os anos, impede aos indivíduos de vivenciarem uma tomada de consciência, tornando-os alienados e não proporcionando aos que os seguem; o êxito do supremo objetivo espiritual, que é o pleno despertar humano e divino.

A filosofia falhou em promover uma experiência humana universal, contribuiu e contribui até hoje para a formação do pensamento crítico, o que nos permite a tomada de consciência, entretanto o maior valor da filosofia está na sua capacidade de questionar mais do que de encontrar respostas. E é este é o primeiro passo para começar a se sair do automatismo da inconsciência humana e caminhar em direção a uma liberdade mais ampla.

Talvez a sua falha não possa ser atribuída a si mesma, mas ao fato desta estar desvinculada da educação de massa, não há país no mundo acredito eu (a França talvez se aproxime disso), que esteja interessada efetivamente em formar uma cultura de pensadores, até porque se uma cultura assim se consolidasse todo o sistema consumista capitalista atual ruiria, porque este, está enraizado na loucura que conduz a destruição do planeta e seus habitantes.

Mas para que a filosofia pudesse alcançar o objetivo de formar uma cultura de seres pensantes, esta precisaria repensar os seus métodos pedagógicos, porque as universidades ensinam filosofia da mesma forma que ensinam história (vocês viram, eu até tentei defender a filosofia, mas pelo que vejo, ela também fracassou).

Devido a todos esses fracassos e todas essas ilusões a época atual em que vivemos, torna-se privilegiada por que temos em mãos todas as referências necessárias, para nos permitir buscar algo inédito, revolucionário, diante de um novo paradigma, ao invés de repetir os mesmos erros do passado.

Antes de chegar a este "ponto de mutação" de romper com todo o passado, é obvio que a mente tentará separar o joio do trigo e buscará reunir em sua base os aspectos positivos de todas as tradições por intermédio da ciência, da filosofia, da religião, etc, sem dogmatismos, sectarismos, sem desejar utilizar o saber como uma arma de manipulação e poder, mas com a intenção justamente de encontrar uma saída para este mundo caótico de valores doentios, destrutivos e ultrapassados.

E já me aproveitando dessas tradições, me recordo de uma pregação silenciosa que segundo reza a lenda (ou a história), foi realizada por Sidharta Gautama, o Buda, a cerca de dois mil e seiscentos anos atrás, veja o tamanho da revolução ali proposta, um discurso silencioso...

Havia uma multidão de monges aguardando os discursos dos ensinamentos de Budha, esperavam ansiosos, a maioria deles já estavam habituados aos seus discursos, afinal, ele já pregava o dharma a décadas, no entanto, naquele dia em especial, ele surgiu diante dos monges com uma flor de lótus em mãos, sentou-se em posição de meditação e ficou contemplando a flor, sem dizer nenhum palavra, completamente silecionso.

Aquilo era intrigante, todos os monges ficaram muito surpresos, e se penguntavam; quando ele vai começar a falar? O que ele quer dizer com isso?

Os monges foram ficando tensos, afinal, o que aquilo significava? O silêncio se prolongava e Sidharta permanecia imóvel, contemplando a flor.

Foi quando um monge chamado Mahakashyapa começou a soltar altas gargalhados, a multidão olhava para ele atônita e pensavam tais como pensam os religiosos: - Mas que blasfêmia! Como ele ousa rir diante do mestre desta forma! Isto é um escandalo! Só pode ter enlouquecido, perdido a razão.

No entanto, Sidharta olhou em direção a Mahakashyapa e sorrindo disse: Tudo que eu podia dar a vocês com palavras eu já lhes dei, mas com essa flor eu dou a Mahakashyapa a chave de todos os ensinamentos, somente Mahakashyapa soube entender o meu discurso de hoje!

O que foi que Sidharta entregou a Mahakashyapa?

Muitos até hoje ainda não puderam compreender, conta-nos a tradição Zen Budista que este monge tornou-se o primeiro patriarca Zen, e por causa disso o Zen tornou-se a primeira tradição capaz de abandonar as palavras e entregar-se ao insondável mediante a auto-observação silenciosa da mente através do Za-Zen (meditação sentada).

Imagino como seria maravilhoso se no ocidente os religiosos colocassem a bíblia de lado e decidissem viver o Espírito Santo (o Consolador que Cristo prometeu nos enviar, mas que poucos os cristãos ouviram essa promessa), através do contato direto, da inspiração e da prática da compaixão, da fraternidade, da liberdade, da igualdade e do amor ao próximo, a Deus e a si mesmo.

A Frágil Muralha da Ilusão e o Caminho que conduz para o Despertar! (2ª Parte)



Muitos daqueles que alcançarem a suprema realização através do caminho para o despertar, irão rir tal como o primeiro patriarca Zen riu diante de uma multidão de monges, após um longo período de silêncio em que o Buda segurava uma flor diante de si, e ensinava em quietude o transcendental, que é aquilo que está além do símbolo e da forma, a verdade que não pode ser dita, mas tão somente vivenciada.

A piada cósmica não pode ser contada mediante palavras, caso contrário ela não teria a mínima graça, mas é diante da perplexidade do fato de que naquele momento é dado ao nobre buscador, compreender que tudo aquilo que ele se esforçou por anos a fio (aqueles que acreditam em reencarnação dirão que por séculos e milênios), já se encontrava dentro dele e ao seu redor, assim como em todos os lugares, durante todo tempo e nunca limitado pelo tempo-espaço.

Neste momento de despertar o nobre buscador perceberá com toda a clareza, de que toda aquela imensa muralha de dificuldades, apegos, sofrimentos, condicionamentos, conflitos, auto-enganos, pecados, culpas, julgamentos, toda esta torre de babel era na realidade uma frágil muralha de ilusão, e este não conseguirá compreender como, de forma, era possível que este pequeno grão de areia pudesse impedi-lo de enxergar o infinito e assim trilhar com pleno êxito o caminho para o despertar.

Do que temos medo afinal? De perder nossas limitações? Porque só isto que temos a perder!

Aquele que desconhece a si mesmo é como um pobre mendigo “descansando freneticamente” sobre um tesouro enterrado, pedindo esmolas por anos a fio, até que um dia um estranho o instiga a cavar em direção as profundezas do "seu chão" de dormir, possibilitando-o que este encontre o tesouro de sua libertação.

Aquele que desconhece a si mesmo busca desesperadamente formas externas que o possibilitem alcançar o êxito, a felicidade, sua segurança e libertação, quando a sua própria consciência está ilusoriamente identificada com uma forma que este acredita ser ele mesmo, e se perde no seu auto-conceito e na tragédia de que toda a forma se dissolve, se agrega para se desagregar, se une para se separar, e tal como no mito de Sísifo fica rolando uma pedra, por toda a eternidade, sem conseguir lançá-la para fora do seu vulcão que dorme, pois ao chegar no topo, volta a rolar novamente a descer esta íngreme elevação.

Vivemos hoje uma época privilegiada, porque muitos estão aprendendo a discernir a ilusão da verdade, e desta forma, muitas pessoas estão no caminho do despertar.

E certamente todos em algum momento despertarão, porque aquele que busca, não deve cessar de buscar até encontrar, e quando encontrar ficara estupefato, irá gargalhar, pois na verdade ele buscava a si mesmo, em sua essência, em sua completude, em sua consciência plena, buscava o pleno despertar!

Acordará do seu sono como quem tem um longo sonho e se tornará um com a realidade suprema!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O objetivo da espiritualidade é melhorar o mundo?



Diante de uma pergunta tão complexa há apenas uma simples e curta resposta:



- NÃO!



Para entendermos o motivo desta negativa, separemos a espiritualidade genuína da espiritualidade materialista.



A espiritualidade abstrata e genuína diz respeito à criação divina (ou as organizações do Tao) suas leis, seu reino, sua perfeição absoluta, sua imutável essência e que está além da forma, do tempo e do espaço.



Não há nada neste mundo percebido pelos cinco sentidos (mundo da percepção), que seja espiritual, porque o espiritual é regido por leis invioláveis, e tudo o que é regido pelo Supremo é perfeito, imutável, impecável e imortal. E como todas as coisas do chamado universo físico são opostas as criações divinas (ou seja, tudo neste plano é imperfeito, impermanente, falho, perecível e mortal), logo nada aqui foi criado por um ser perfeito e, portanto, não nos permite vivenciar a espiritualidade genuína, que é abstrata por estar além da forma.



A espiritualidade materialista ou pseudo-espiritualidade é um fenômeno cultural e histórico que possivelmente surgiu devido a vaga lembrança da participação humana em um plano superior, perfeito, pleno, que seria semelhante ao mundo das idéias de Platão, desta forma, a restauração do estado original se estabeleceu como objetivo supremo, chamado por diversos nomes nas muitas tradições religiosas, como salvação, iluminação, nirvana, entre outros.



No materialismo espiritual existem diversos níveis de aprendizado, como existem tradições diversas, umas mais antigas, outras recentes, umas que aproximam mais o indivíduo do objetivo supremo e outras que o afastam completamente, umas que são ecumênicas e trabalham no sentido de unificar e outras que separam os indivíduos e, que dão uma margem maior para o fanatismo, o extremismo, dentro de complexas relações do homem com o poder temporal.



Na espiritualidade abstrata e genuína não há níveis porque não há mentes separadas, o saber é completo, o conhecimento é pleno e não há partes de detenham qualidades distintas do todo, por esta razão, não há seres que existam separadamente por classes, castas ou crenças, porque a verdade é uma só e a Grande-Vida é uma só, nada há além da Grande-Vida.



A manifestação da espiritualidade neste mundo não pode ser abstrata, porque vivemos no mundo das formas, e o que é abstrato não pode ser compreendido pela mente humana através da percepção (por meio do raciocínio, da lógica e da simples reflexão), no entanto, a espiritualidade neste mundo pode ser genuína, no sentido em que ao permitir ao homem uma experiência que o conduza através de um ponto de mutação à consciência da sua verdadeira identidade espiritual e com base na sua vivência direta.



Portanto o objetivo da espiritualidade genuína não é melhorar este mundo, que existem para esconder a realidade, tal como o véu de Maya, através da percepção da forma, escondendo assim a essência abstrata e espiritual da realidade sutil.



No entanto, tanto a espiritualidade genuína quanto o materialismo espiritual (creio que a espiritualidade genuína é uma evolução por intermédio da expansão da consciência da pseudo-espiritualidade), pode promover melhoras substanciais no mundo, naquilo que tange as relações humanas, desde que para isto, seus ensinamentos estejam centrados na promoção da paz, da compaixão, do amor, do altruísmo, da ajuda mútua e do humanismo, promovendo a união de todos os povos em prol de um único objetivo, que é o de vivenciar um mundo sem guerras, sem conflitos e sem fronteiras.



Para a pseudo-espiritualidade este pode ser o objetivo final de todos os esforços humanos em sua evolução, para espiritualidade genuína não, uma vez a paz tendo sido alcançada, seja numa escala global ou individual, é estabelecida a condição necessária para que sua(s) mente(s) possa(m) se alinhar com a sua fonte de origem que é abstrata, permitindo, desta forma que o indivíduo alcance a plena-realização através da plena-liberdade, não reconhecendo nenhum limite imposto pelo véu da ilusão deste mundo, fazendo com que quando todos os seres tenham atingido este estado, o universo físico possa retornar ao seu nada original.



Assim sendo o objetivo da espiritualidade genuína não é o de melhorar nada, mas sim de desfazer as ilusões e restaurar à consciência do homem a suprema realidade.

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