segunda-feira, 28 de março de 2011

Quando Osho Me Ensinou a Dançar!




Quando eu o vi pela primeira vez, bailando com um vigor natural, semelhante a tornados que se formam antes das tempestades e gracioso tal como a flor ao desabrochar, eu logo me apaixonei pelo meu professor de dança, Osho.

Eu me aproximei encantado, era uma experiência arrebatadora, me senti erguido aos reinos celestiais e me senti um privilegiado por poder apreciar tamanho acontecimento histórico e sem igual desde os primórdios de quando nós humanos começamos a dançar.

Ao me aproximar o reverenciei com as palmas justapostas em oração e curvando-se lentamente, no qual ele me respondeu com um sorriso puro e franco tal como o sorriso de uma criança.

Minhas primeiras palavras foram – Me ensine a dançar tal como você mestre!

E tal foi a sua resposta:

- Isto é impossível, e mesmo se fosse possível não seria algo belo, verdadeiro, espontâneo, te ensinar a dançar como eu mesmo, seria te oferecer uma espécie de cópia, que valor isto teria? – Percebendo em minha face a surpresa com um misto de decepção ele sorriu e me estendeu a mão dizendo: - Venha comigo, eu não vou te ensinar a dançar, mas eu vou te ajudar a descobrir a tua dança!

E assim foi, neste dia Osho me ensinou a dançar.

E quando eu aprendi a dançar algo mágico aconteceu, me transformei em mim mesmo, eu dançava a liberdade plena do meu ser, no meu ritmo, no meu compasso, na sintonia íntima da minha própria natureza, eu ouvi uma música que vinha de dentro de mim mesmo, era minha própria sinfonia interior, e eu celebrava em êxtase a existência e bailava, bailava, sorria e bailava.

Através da minha dança aprendi a dizer sim para toda a existência.

Através da minha dança o tempo revelou sua eterna presença, toda a ansiedade, todos objetivos, toda ambição, desapareceram.

Através da minha dança todo conflito deixou de existir, eu passei a respeitar cada um em sua própria dança, rodopiando, recuando, retornando, e participando com todos da dança universal, sem choques, sem acidente, mas com gratidão e celebração.

Hoje eu descobri que sou o sannyasin dançarino e mais do que isto, eu descobri que sempre fui um sannyasin dançarino, e mesmo antes que Osho existisse Eu Sou!

Obrigado óh Mestre! Por me ensinar a dançar!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tempo Ansiedade e Tempo Liberdade!




Tempo Ansiedade e Tempo Liberdade!

 Meu coração não nasceu para o relógio,

Minha mente não se reduz ao calendário,

O tempo que rege meu íntimo ser,

Não é o tempo da ansiedade,

Não é o tempo que rege sirenes de fábricas,

Não é o tempo gritante do despertador,

Não é o tempo regente das relações econômicas,

Não é o tempo cru e artificial de ponteiros.

Este tempo ansiedade-artificial

É o assassino do tempo natural

Assassino do tempo liberdade,

Neste tempo ansiedade-artificial

Não se há tempo para amar,

Para celebrar e para viver!

Para gozar, se extasiar e para Renascer!

No tempo liberdade não há ansiedade ou desespero,

Todo o ciclo é regido por um processo incessante,

Onde o agora é naturalmente

O tempo mais importante!

Sim! Precisamos do relógio,

Não lhe peço para jogá-lo no lixo

Pois até para lançá-lo ao lixo

É importante saber as horas

Que o gari passará para recolhe-lo

Precisamos deste tempo para coisas práticas,

Marcar um encontro, chegar no horário,

Organizar um evento, blem... blem... blem..

Mas para vivenciar o teu crescimento,

Para visualizar o seu amadurecimento,

Para cultivar a paz, o amor e a sabedoria

Este tempo do relógio não é de serventia,

É um estorvo, um bloqueio, uma praga,

Que contamina o ser com ansiedade,

Tornando-o um escravo do tempo,

Ao invés de um senhor da eternidade!

Da eternidade do eterno agora,

Que aqui neste momento esta presente,

Com Toda força e a criatividade subjacente,

Para vivenciarmos a vida plenamente,

E ter no tempo um grande amigo e aliado,

Que nos dá o espaço sempre necessário

Para expandirmos a nossa consciência,

E pairar na paz genuína além da violência,

De um tempo tirânico que parece esmagar.

Ah! Quando a mente está contaminada

A consciência tem a ilusão de que o tempo

Rouba-nos a vida, a alegria e a esperança,

Temos pressa para ser felizes,

Pressa para chegar a algum lugar,

Pressa para realizar atividades mil

Para preencher este espaço vazio

Que simplesmente foi esvaziado

Pelas relações artificiais com o tempo!

Mas há tempo para reaprender,

Para redescobrir a relação com o tempo liberdade!

Com o tempo natural,

Com o tempo que cura,

O tempo que ensina,

Com a vida que rege o tempo,

Com o salto quântico do tempo.

Pois é o tempo que deve servir ao Ser,

E não o Ser que deve servir ao tempo!

Porque o tempo só existe na consciência do Ser,

Nós somos o senhor do tempo!

E não o seu escravo!

Ao colocar tais níveis

Na sua devida ordem!

Tu serás livre!

Toda pressa e ansiedade desaparecerão!

Qual sentido haverá ansiar por chegar

Aonde nós já nos encontramos?

Que é na liberdade plena do Ser!

Simplesmente Seja!

No tempo de liberdade!

No tempo de despertar!

domingo, 20 de março de 2011

Superficialidade e Profundidade




Superficialidade e profundidade na visão deste blogueiro não trata-se de conceitos éticos ou morais. Não são expressões para definir valores e diferenças entre seres humanos, mas são parâmetros que podem nos auxiliar em nosso próprio desenvolvimento.

Imaginemos a superficialidade como a escala mais baixa de uma medida e a profundidade a sua escala mais alta.

Agora imaginemos o oceano, agitado em sua superfície, totalmente susceptível a influências externas como o vento e a influência magnética dos astros e completamente silencioso, pacífico e imóvel em sua profundidade, sendo um rico habitat natural para diversas espécies marinhas.

A superficialidade está ligada aos nossos sentidos, são sensações advindas sem nenhum esforço e decodificadas imediatamente tal como um reflexo condicionado, está relacionado a padrões de crenças profundamente enraizadas, e tais como máquinas programadas, respondemos através de nossos sentidos a estímulos dentro de determinados padrões pré-estabelecidos.

Os desafios impostos pela nossa sociedade atual, não exige que o homem contemporâneo desenvolva habilidades mais complexas, sentidos mais aguçados e percepções mais sutis, muito pelo contrário, é interessante para determinadas organizações que o ser humano permaneça na escala mais baixa de comportamento pois, desta forma, a ênfase colocada por sobre valores baseados no bem de consumo e no capital, transformam-se na espinha dorsal da nossa sociedade, criamos uma espécie de Frankenstein, algo que está acima da vida humana e que para a economia neoliberal mundial é fundamental para o desenvolvimento da sociedade.

Entretanto, enquanto a nossa consciência estiver identificada com a superficialidade e acreditar que o desenvolvimento humano pode ser mensurado por cifras, não deixaremos a parte mais baixa desta escala e desconheceremos a profundidade de nós mesmos, o desenvolvimento, as habilidades e o amadurecimento que poderíamos alcançar, se os nossos valores não estivessem deturpados e as nossas crenças não estivessem no limiar do primitivismo histórico e social.

Quando um indivíduo está totalmente identificado com a superficialidade é como se ele estivesse na superfície do mar, será vulnerável a todo e qualquer acontecimento externo, o ventinho de uma pequena ofensa, de um deslize no trânsito ou de uma notícia não tão boa, será o suficiente para deixá-lo revolto, suas emoções e os seus pensamentos se agitam com facilidade, sua ansiedade é constante e o grau de tensão no seu dia a dia é extenuante.

Aquele que vive na superfície precisa despender uma enorme força e sacrifício para obter poucos resultados.

Já o indivíduo que descobriu-se, que aprofundou-se em sua realidade interna, que por meio da sua experiência entrou em contato com a força da Grande Vida, a força que está em tudo e em todos, que está dentro e fora de nós, que mergulhou profundamente em seus questionamentos e descobriu no âmago de si mesmo as raízes, bases e essência de sua própria existência, este conheceu o que é a profundidade, e a partir desta escala desenvolve sua sabedoria, seu crescimento e seu amadurecimento.

E quando o ser está identificado com a profundidade é como se ele estivesse nas profundezas do mar, suas emoções não são arrastadas devido a influências externas, está centrado em si mesmo, conhece a paz e a alegria da harmonia interior, mesmo diante das situações mas conturbadas, permanece sereno e é capaz de decidir com assertividade, com o equilíbrio da razão e da emoção, pondera, observa, sente, avalia, e só depois de tudo isto dá uma resposta, ou seja, ele dá uma resposta a cada situação, não reage automaticamente a cada situação como se fosse um robô.

Aquele que vive identificado a partir da perspectiva de sua profundeza, precisa desperder um pequeno esforço, para alcançar grandes resultados, suas ações convergem com a força da sua natureza em harmonia com a Grande Vida e, portanto, flui espontaneamente e ultrapassa obstáculos contornando-os sem qualquer dificuldades.

Quem vive na superfície é reativo, quem vive a partir da profundeza é pró-ativo. Na superfície há sofrimento e incompreensão, na profundeza há alegria e pleno entendimento.

Mas para encontrar a profundeza de si mesmo, é necessário estar disposto a percorrer uma longa caminhada, a vivenciar um processo de aprendizado e autoconhecimento, é necessário ser um cientista de si mesmo, observar-se, conhecer-se, descobrir o que há por de trás de cada emoção, sentimento, hábito, pensamento, crenças, limitações, etc. E desta forma iniciar um processo de profunda mudança interior.

Percorrer este caminho que conduz da superficialidade até a profundidade, é percorrer o caminho do encontro consigo mesmo. 

É descobrir o teu grande desconhecido que vive dentro de ti. 

É transformar-se naquilo que já se é. 

É vivenciar com amplitude toda a multiplicidade de formas, pensamentos, sentimentos, emoções, inteligências, habilidades, percepções, conhecimentos, como se cada uma dessas funções fossem um instrumento, que é regido por um só maestro e que executa de maneira sincrônica uma sinfonia dinâmica, bela, profunda e harmoniosa.

Já o contrário, estar na superfície é como ter cada uma desses instrumentos como armas de combate, que se digladiam e disputam entre si o comando do ser, trazendo toda uma gama de desarmonia, julgamentos, culpas, obsessões, estresse, tensões, ansiedade, medo, advindas de cada uma dessas partes dentro de si, que estão divididas, fragmentadas, isoladas e, assim, enfraquecidas.

Viver na superficialidade é viver enfraquecido, divido, fragmentado, enquanto que viver na profundeza é viver íntegro, inteiro, completo e fortalecido.

Diante de tudo isto, aonde você decidirá construir tua morada? Na tua superfície ou nas profundezas de ti mesmo?

terça-feira, 15 de março de 2011

Ansiedade e Tempos Modernos!



O que é afinal a ansiedade?

A ansiedade é para mim uma inquietude, e como tal, é responsável por perturbar a paz de bilhões de indivíduos em todo o planeta.

É sem dúvida alguma um fenômeno coletivo global, aparentemente inofensivo e que, no entanto, é sem dúvida alguma uma das maiores causas para a mente distraída, dispersa e vulnerável diante das emoções e das situações do dia-a-dia.

Confesso que senti uma certa ansiedade por escrever esta nova postagem, fazia alguns dias que eu não escrevia.

A ansiedade está tão impregnada em nossa mente hoje, que é difícil imaginar como seria o nosso comportamento com a ausência deste desta sensação. Muitos não se recordam mais, quando e como um dia vivenciaram um estado de ausência plena de ansiedade.

Outros acreditarão que é ansiedade é uma emoção importante, que impulsiona e incentiva as nossas ações, discordo completamente, pois uma mente poderia se direcionar sem ansiedade com menas dificuldade, mais assertividade, maior precisão e sem estresse.

Há diversos níveis de ansiedade, desde o pequeno desejo de se encontrar com alguém, do horário que irá começar o seu programa favorito na tv ou daquela data que você está ansiosamente esperando, como o início de suas férias ou o dia em que o seu produto comprado pela internet será entregue em sua casa. 

Assim como há níveis que levam a depressão, a síndrome do pânico e ao estresse emocional intenso.

Se a ansiedade pode progredir a ponto de causar um sintoma de um transtorno ainda maior, como podemos considerar a ansiedade algo normal, benéfico ou positivo?

O fato de todos estarem contagiados com um comportamento nocivo, isto faz deste um comportamento sadio?

A questão principal é; somos muito condescendentes e tolerantes com este comportamento, assim como com outros comportamentos nocivos, vamos nos permitindo vivenciar nossos pequenos desconfortos diários sem tomar uma atitude que possa removê-los, e quando mal percebemos, há um grande problema, um sofrimento intenso, um desequilíbrio maior, não pedindo a nossa atenção, mas implorando, gritando, exigindo a nossa atenção imediata e que a partir deste instante é impossível ignorar.

A ansiedade é um alerta, um alerta psíquico para o qual poucos dão atenção, enquanto ela não se transformar num "grito interior" continuará a ser observada como uma característica normal do nosso comportamento.

Desejas viver em paz? Então a ansiedade precisa ser removida.

A ansiedade rouba-nos o presente, nos lança-nos ao futuro, nos distrai, torna a nossa mente dispersa, e uma mente dispersa perde a sua força, sua criatividade, sua capacidade de realizar com vigor suas ações presentes e faz com que percamos a sensibilidade de desfrutar o aqui e agora.

Uma mente ansiosa se torna fragmentada, perde a sua integridade e se transforma numa mente vacilante.

É possível viver sem ansiedade, é possível sim, remover a presença da ansiedade de nossas mentes.

E ao vivenciar um estado de ausência de ansiedade, experimentará uma paz genuína, uma alegria sutil, verás a vida sobre um prisma diferente, estará em paz e em sintonia contigo mesmo e terás a possibilidade de utilizar toda a capacidade criativa e a força da sua mente e de seus pensamentos, obtendo resultados com muito menos esforços.

E como superar a ansiedade? Como removê-la?

Através da compreensão profunda de todos os seus sentimentos e emoções, através da aceitação de suas limitações atuais, através do entendimento dos fluxos e ciclos naturais por meio do seu alinhamento com o tempo da natureza e não simplesmente e tão somente com o relógio e o calendário, com técnicas de relaxamento e meditação incorporadas nas suas práticas cotidianas e com a sua decisão de deixar de fazer parte da geração delivery, que acredita que tudo na existência está na distância de um clique no mouse ou do telefone, para que aquilo que você queira seja realizado com um passe de mágica.

Este assunto é tão importante e abrangente para se abordar, que não me estenderei muito neste post, porque a ansiedade é uma mal que precisa ser tratado e compreendido através de dose homeopáticas.

Fica aqui para todos os leitores um exercício para sua reflexão, pergunte-se a si mesmo:

Qual é a a causa da minha ansiedade? Quais são suas origens? Quais são suas razões?

Ao retornamos neste assunto, refletiremos mais sobre as raízes deste comportamento.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que está interferindo com a minha paz interior?







A paz é o estado natural do ser.

Estando integrado com a sua natureza, em sintonia com a sua própria essência e alinhado com todas as linhas gerais que compõe as leis que regem a vida é impossível para o individuo, não vivenciar continuamente o estado de paz.

A paz é sinônimo de alegria. Porque só a paz nos permite viver com intensidade cada instante, cada minuto, cada segundo que a vida nos proporciona.

Se não estamos em paz sofremos por conta de diversos estados que demonstram claramente que a nossa integração, sintonia e alinhamento com a nossa natureza sofreu algum desajuste de nível e, por esta razão, estamos experimentando um efeito colateral que pode ser manifesto através da inquietude, da angústia, do medo, da preocupação, da ansiedade, ou seja, através de alguma espécie de sensação que nos perturbe e que faça-nos perder a consciência da nossa essência, a referência primordial do nosso centro.

Quando perdemos a referência do nosso centro, ou seja, nosso estado de paz, deixamos de viver verdadeiramente, porque todas as nossas experiências cotidianas passa a dividir sua atenção e energia com nossas preocupações, nossas mentes se fragmentam, nosso foco se dispersa e, desta forma, vamos perdendo a conexão com o momento presente que nos circunda continuamente.

Por exemplo, digamos que após chegarmos em casa, depois de ter cumprido com nossos compromissos, tenhamos a oportunidade de tirar a roupa e tomar um banho, este banho pode ser extremamente relaxante, se ele for vivenciado com espírito de presença, se nos permitirmos por meio da nossa sensibilidade experimentar cada sensação decorrente daquele ato, como sentir a água cair sobre o corpo, sua temperatura, o som tranquilo da água que cai, sentir o vapor, sentir o ar mais oxigenado devido ao contato com a água, se deliciar com a sensação de frescor, ou seja, relacionar-se naquele momento com to este clima, lembra-nos de sentir gratidão pela facilidade com que a modernidade nos proporciona em nossos lares o acesso tão fácil a este elemento tão importante da natureza, e simplesmente banhar-se.

Mas quantas pessoas realmente conseguem tomar este banho?

Raros indivíduos privilegiados.

Se durante o banho perdermos a conexão com o presente, nossa mente nos conduzirá as preocupações cotidianas, como contas a pagar, a educação dos filhos, os problema scom o conjuge, a mente relembrará cada pormenor  no decorrer do seu dia, da sua semana, mês, ano, da sua vida, projetará suas ações do que necessita fazer, tão logo termine o seu banho, e divide, desta forma, aquele momento com a ansiedade, com problemas, ambições, desejos, e desta maneira, o hábito de tomar banho é cumprido de forma mecânica, automática, roboticamente, sem se relacionar com o corpo, com a água, com os seus produtos de limpeza e higiene pessoal. E Perdeu-se uma oportunidade para verdadeiramente relaxar e ser grato.

Este é apenas um exemplo do resultado da perca da paz interior, quando se perde a paz interior se perde a sensibilidade, o estado de presença, a atenção plena, e principalmente se perde a vida, porque cada segundo é nos oferecido a dádiva da vida, e por acaso a estamos desenvolvendo gratidão e celebrando a existência?

A vida se torna uma celebração quando estamos em paz.

Cada momento, cada instante é pleno de significado pelo simples fato de que estamos presentes para interagir, testemunhar e relacionar-se com a vida que vibra em nós e que vibra abundantemente a nossa volta.

O ato de comer torna-se uma celebração, o ato de caminhar, o ato de se vestir, de dormir, de beber um suco, um copo de água, de descascar e saborear uma fruta, de encontrar um amigo, de cumprimentar um vizinho, de olhar para a natureza e apreciar as belezas naturais do nascer e por do sol, da luminosidade da lua, dos desenhos que as nuvens formam no ar, de poder gozar da presença de todos aqueles que amamos, como nossos pais, filhos, maridos, esposas, avós, assim passamos a celebrar a existência, não perdemos a dádiva do presente, o presente é tão pleno em si mesmo, que a cada dia, basta o seu próprio dia.

A paz nos conduz a simplicidade e a simplicidade a descomplicação.

Uma vida cuja existência está enraizada na paz interior é uma vida rica em alegria, celebração, entrega, significado, propósito e amor.

Quando falamos de pacifismo estamos falando muito mais do que em acordos de paz, em campanhas mundiais pelo desarmamento, estamos falando também de realizarmos um acordo de paz com nós mesmos, que nos permita viver a vida a cada instante com alegria, porque aquele que vive a vida com alegria e paz interior, só será capaz de espalhar alegria e paz interior para todos aqueles que estiverem ao seu redor, e assim, estará contribuindo para construirmos uma cultura de paz, formada por seres humanos mais gentis, mais atenciosos, mais amigos e mais presentes.

Se você neste momento, sente-se incapaz de estar em paz, pare! Simplesmente pare, respire lenta e profundamente, sinta o teu próprio corpo e a energia presente ao teu redor. E depois olhe para dentro de si, e se pergunte, o que está interferindo com a minha paz?

A descobrir quais sãos as causas que interferem com o teu estado de paz, simplesmente trabalhe no sentido de desfazer toda a barreira que naquele momento está impedindo de você sentir-se conectado consigo mesmo. Ao desfazer esta barreira você se sentirá em paz.

Vida em abundância é vida com paz e alegria, porque só assim, seremos sensíveis o suficiente para gozar de todas as dádivas presentes em nossas vidas, aqui e agora.

Aonde quer que você esteja e o que quer que você possua, a paz e alegria só dependerá da sua sensibilidade e da  integração com a sua natureza, ou seja, com aquilo que você já é.

Paz profunda a todos!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Porque Julgamos?



O julgamento não cabe a nós, no entanto, todos os dias com a maior facilidade, nos tornamos juízes de situações e pessoas das quais costumamos condenar de maneira implacável.

Porque agimos dessa maneira?

Simples. Porque nós somos condicionados a agir dessa maneira, não julgamos porque escolhemos através do nosso livre arbítrio julgar, mas porque estamos programados como verdadeiros robôs, para agir, executar e “rodar” este aplicativo do julgamento, todas as vezes que este botão é acionado por meio dos nossos sentidos.

Lembro até hoje dos meus tempos de criança, e principalmente na escola quando eu estava no primário, nós crianças éramos arrastados pelo hábito de discriminar, através de sarro, brincadeiras, ofensas, toda e qualquer criança que tivesse algum pequena diferença física ou comportamental, fosse por sua roupa, por seu jeito de falar, era um hábito implacável.

E o medo gigantesco que eu tinha de ser a próxima vítima, a tática então era atacar primeiro para não ser atacada, e algumas vezes eu fui esta vítima, pelos motivos mais toscos imagináveis.

No entanto não culpados, havia responsáveis e eu hoje, observo que nenhum de nós, pequenos infantes, éramos os responsáveis (pelo fenômeno que hoje em dia é chamado de buling), mas a cultura a qual estávamos inseridos e a qual nos era transmitida por intermédio da criação de nossos pais e adultos a nossa volta é que eram os responsáveis pela proliferação desses comportamentos, a criança simplesmente reage conforme o seu meio, tal como um espelho, reproduz aquilo que sente, aquilo que vê e aquilo que ouve.

E vivemos numa sociedade hostil.

Como diz um verso do melancólico poeta Augusto dos Anjos: “O homem miserável que nesta terra vive entre feras, sente a inevitável necessidade de também ser fera”. Ou seja, cria-se um padrão de comportamento que eu denomino de ciclo do julgamento-defesa-julgamento-ataque, o medo nos deforma em nossas habilidades naturais de compreensão e compaixão, não nos aproximamos do outro realmente porque criamos uma desconfiança contínua de que o outro torna-se uma ameaça, vivemos constantemente armados e o peso dessas armas nos torna tensos, ansiosos, agressivos e uma fonte de opressão contra nós mesmos.

Nesta mesma poesia intitulada “Versos Íntimos” Augusto dos anjos continua: “o beijo amigo é a véspera do escarro e a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Transmitindo desta forma um extremo pessimismo convertido na desconfiança generalizada, tornando nenhum homem digno de sua confiança.
O medo é a primeira motivação do julgamento.

A necessidade infantil de reduzir ao outro para que possamos nos sentir melhores e diferente é uma outra causa para o julgamento.

E o julgamento é sempre parcial, portanto impreciso, mesmo por parte daqueles cujo ofício é julgar (como juízes, advogados, magistrados, etc), isto se deve ao fato de cada ato humano ser resultado de uma soma de fatores, combinações e sincronismos tão fragmentados, ou seja, há sempre dezenas, centenas de fontes causativas por de trás de uma única ação, que é impossível para nós conhecer toda a razões, causas e circunstâncias que nos levaram ou levaram outros a cometer um determinado ato. (Não há dúvidas de que a maior parte do fenômeno psíquico humano é inconsciente e de que, portanto, raramente compreendemos a nós mesmos e todas as nossas motivações).

E de que forma o julgamento tem nos ajudado? Como ele tem contribuído para melhor o mundo e a vida em sociedade? Basta olharmos para o resultado de tudo aquilo que vivenciamos hoje, numa sociedade pré-histórica em termos de comportamento e avançadíssima em desenvolvimento tecnológico o que denuncia um desenvolvimento unilateral e, portanto, me parece anormal.

O julgamento apenas aumenta conflitos, alimenta a opressão, produz guerras, desentendimento e divide aos indivíduos.

A mente condicionada por esses muitos fatores, funciona como uma espada de dois gumes, que a todo tempo está ferindo tudo aquilo que vê através do julgamento e ferindo a si mesma.

Esses são os principais motivos pelos quais julgamos, é importante que a cada vez que escolhemos julgar ao invés de compreender, estamos abrindo mão da nossa própria paz de Espírito.

Contornando Obstáculos no Processo de Mudança


Quando olhamos para trás e lançamos um olhar crítico sobre a nossa história pessoal e o seu desenvolvimento, notamos muitas das vezes, não sem dor ou uma pontada de culpa, que há muitos anos convivemos com “defeitos” e “imperfeições” que a muito tempo identificamos e que, no entanto, ainda não conseguimos superá-los de forma satisfatória, como gostaríamos.

Porque isto acontece?

Entender como funciona nossas mentes e observá-las através de nossas próprias experiências é fundamental para entendermos todo este processo vivenciado no passado e conhecer os meios para a realização de uma mudança efetiva no presente.
Há um mecanismo na matriz de nossas mentes, que guarda uma forte defesa contra mudanças, isto acontece porque em experiências anteriormente vivenciadas, a mudança veio acompanhada de traumas de perda, de angústia e de medo.

Por este motivo, mesmo vivenciando situações intensamente desconfortáveis, por conta de nossos próprios hábitos e atitudes ou devido a qual julgamos responsáveis, as pessoas com quem convivemos no trabalho ou em nosso circulo social mais amplo, preferimos muitas vezes permanecer na nossa zona de conforto, mesmo que está seja desconfortável, pois ao menos conhecemos os espinhos e o sabor amargo que agora experimentamos e aprendemos a conviver com tais infortúnios, mesmo que isto custe a nossa alegria de viver.

Outro motivo que se caracteriza um forte obstáculo no processo de mudança é a incapacidade de estabelecer prioridades, ou quando conseguimos estabelecer prioridades, esquecemos das pequenas coisas essências do dia a dia, principalmente o carinho, a gentileza e o bom trato para com todos aqueles que nos estão próximos.

Nos diria o ditado; são as pequenas pedras que nos fazem cair, porque essas nós temos dificuldades em enxergar, ao contrário das pedras maiores que é fácil identificá-las e contorná-las.

Por esses motivos, aqueles pequenos defeitos que nos incomodam, mas aos quais consideremos pequenas pedras, são os nossos maiores opositores que irão conspirar contra nós mesmos.

Nossos verdadeiros inimigos se encontram dentro de nós mesmos.

A baixa alto-estima é muito mais comum do que se imagina, é um mal coletivo, fruto da cultura na qual estamos inseridos de uma sociedade que exclui, que oprime, que julga e condena, que vigia, que controla e toma conta da vida de cada um e a baixa alto-estima é um dos maiores obstáculos no processo de mudança.

Alguém que não esteja bem consigo mesmo não cuidará carinhosamente de si, não se esforçará e nem se dedicará a realizar mudanças e reformas íntimas, mas sofrerá calada ou queixosamente, dia após dia sem, no entanto, sem nada mudar em sua conduta ou em sua situação que a ajude superar seus sofrimentos e suas mazelas.

Respeitar a nós mesmos em primeiro lugar é uma das questões mais fundamentais da existência, ninguém respeitará o outro, enquanto não respeitar profundamente a si mesmo, em suas necessidades, em seus limites, em suas particularidades, defeitos e qualidades.

Sem amor próprio ninguém superará seus paradigmas.

Creio que todos nós conhecemos pessoas assim, que vivem a lamentar a situação em que vivem e que, no entanto, não movem uma palha para sair de onde se encontram.

Elas parecem dizer:

- Realmente, tudo isto me incomoda e me faz sofrer, já não aguento mais está situação, fulano está passando dos limites, ou meu trabalho é insuportável; não consigo abandonar meus vícios; estou sempre doente; não consigo encontrar o que busco; luto, luto e não saio do lugar.

Mas nas entrelinhas elas querem dizer o seguinte:

NO ENTANTO, PREFIRO PERMANECER ONDE ESTOU, PORQUE TENHO MEDO DA MUDANÇA E MAIS AINDA, ACREDITO QUE MUDAR ME CAUSARÁ UM TRABALHO AINDA MAIOR DO QUE CONTINUAR SUPORTANDO A SITUAÇÃO EM QUE VIVO HOJE, PORTANTO, PREFIRO CONTINUAR ASSIM MESMO, SÓ QUERO QUE VOCÊ ESCUTE O MEU DESABAFO, PORQUE A ÚNICA COISA QUE TENHO PARA COMPARTILHAR É ESTE LIXO.

E quantas vezes nós mesmos não vivenciamos está situação? Por quanto tempo, eu mesmo não lamentei as minhas dificuldades em adaptar-se a trabalhos, situações, relacionamentos, a sociedade, ou seja, a vida como um todo? Posso confessar que foram muitas vezes.

Entretanto, chega um dia que nem nós mesmos suportamos mais as nossas desculpas, justificativas e os nossos auto-enganos.

Neste dia decidimos que é hora de mudar.

E aí começamos uma grande caminhada, porque a mudança é um longo processo, é uma ponte que nos conduz a um outro patamar e que nos liberta de tudo aquilo que nos oprime, nos limita, nos angustia e nos faz sofrer.

Movimente-se! Supere o orgulho que é outro obstáculo para a mudança e busque ajuda quando necessário! Faça algo por ti mesmo! Eu tenho certeza que você que você pode fazer isto e que você merece fazê-lo.

Conte com este blog e este blogueiro sempre que precisarem!

Paz Profunda!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Encontrando-se com a Essência de Si Mesmo!


A paz de Deus está dentro de ti.

A paz é a essência do teu próprio Ser!

Feche os olhos e volte-se para  si.

Aí encontrará o Reino dos Céus como nos ensinou o Mestre!

Pois como já nos diziam os sábios:

Quem olha para fora dorme e sonha uma grande fantasia que lhe parece real;

Enquanto quem olha para dentro, descobre a matriz de todas as coisas e desperta!

Olhar para dentro de si é o meio para conhecer-te a ti mesmo!

Conhecer-se a si mesmo é o caminho para o pleno Despertar!

Assim Seja!

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