sexta-feira, 11 de março de 2011

O que está interferindo com a minha paz interior?







A paz é o estado natural do ser.

Estando integrado com a sua natureza, em sintonia com a sua própria essência e alinhado com todas as linhas gerais que compõe as leis que regem a vida é impossível para o individuo, não vivenciar continuamente o estado de paz.

A paz é sinônimo de alegria. Porque só a paz nos permite viver com intensidade cada instante, cada minuto, cada segundo que a vida nos proporciona.

Se não estamos em paz sofremos por conta de diversos estados que demonstram claramente que a nossa integração, sintonia e alinhamento com a nossa natureza sofreu algum desajuste de nível e, por esta razão, estamos experimentando um efeito colateral que pode ser manifesto através da inquietude, da angústia, do medo, da preocupação, da ansiedade, ou seja, através de alguma espécie de sensação que nos perturbe e que faça-nos perder a consciência da nossa essência, a referência primordial do nosso centro.

Quando perdemos a referência do nosso centro, ou seja, nosso estado de paz, deixamos de viver verdadeiramente, porque todas as nossas experiências cotidianas passa a dividir sua atenção e energia com nossas preocupações, nossas mentes se fragmentam, nosso foco se dispersa e, desta forma, vamos perdendo a conexão com o momento presente que nos circunda continuamente.

Por exemplo, digamos que após chegarmos em casa, depois de ter cumprido com nossos compromissos, tenhamos a oportunidade de tirar a roupa e tomar um banho, este banho pode ser extremamente relaxante, se ele for vivenciado com espírito de presença, se nos permitirmos por meio da nossa sensibilidade experimentar cada sensação decorrente daquele ato, como sentir a água cair sobre o corpo, sua temperatura, o som tranquilo da água que cai, sentir o vapor, sentir o ar mais oxigenado devido ao contato com a água, se deliciar com a sensação de frescor, ou seja, relacionar-se naquele momento com to este clima, lembra-nos de sentir gratidão pela facilidade com que a modernidade nos proporciona em nossos lares o acesso tão fácil a este elemento tão importante da natureza, e simplesmente banhar-se.

Mas quantas pessoas realmente conseguem tomar este banho?

Raros indivíduos privilegiados.

Se durante o banho perdermos a conexão com o presente, nossa mente nos conduzirá as preocupações cotidianas, como contas a pagar, a educação dos filhos, os problema scom o conjuge, a mente relembrará cada pormenor  no decorrer do seu dia, da sua semana, mês, ano, da sua vida, projetará suas ações do que necessita fazer, tão logo termine o seu banho, e divide, desta forma, aquele momento com a ansiedade, com problemas, ambições, desejos, e desta maneira, o hábito de tomar banho é cumprido de forma mecânica, automática, roboticamente, sem se relacionar com o corpo, com a água, com os seus produtos de limpeza e higiene pessoal. E Perdeu-se uma oportunidade para verdadeiramente relaxar e ser grato.

Este é apenas um exemplo do resultado da perca da paz interior, quando se perde a paz interior se perde a sensibilidade, o estado de presença, a atenção plena, e principalmente se perde a vida, porque cada segundo é nos oferecido a dádiva da vida, e por acaso a estamos desenvolvendo gratidão e celebrando a existência?

A vida se torna uma celebração quando estamos em paz.

Cada momento, cada instante é pleno de significado pelo simples fato de que estamos presentes para interagir, testemunhar e relacionar-se com a vida que vibra em nós e que vibra abundantemente a nossa volta.

O ato de comer torna-se uma celebração, o ato de caminhar, o ato de se vestir, de dormir, de beber um suco, um copo de água, de descascar e saborear uma fruta, de encontrar um amigo, de cumprimentar um vizinho, de olhar para a natureza e apreciar as belezas naturais do nascer e por do sol, da luminosidade da lua, dos desenhos que as nuvens formam no ar, de poder gozar da presença de todos aqueles que amamos, como nossos pais, filhos, maridos, esposas, avós, assim passamos a celebrar a existência, não perdemos a dádiva do presente, o presente é tão pleno em si mesmo, que a cada dia, basta o seu próprio dia.

A paz nos conduz a simplicidade e a simplicidade a descomplicação.

Uma vida cuja existência está enraizada na paz interior é uma vida rica em alegria, celebração, entrega, significado, propósito e amor.

Quando falamos de pacifismo estamos falando muito mais do que em acordos de paz, em campanhas mundiais pelo desarmamento, estamos falando também de realizarmos um acordo de paz com nós mesmos, que nos permita viver a vida a cada instante com alegria, porque aquele que vive a vida com alegria e paz interior, só será capaz de espalhar alegria e paz interior para todos aqueles que estiverem ao seu redor, e assim, estará contribuindo para construirmos uma cultura de paz, formada por seres humanos mais gentis, mais atenciosos, mais amigos e mais presentes.

Se você neste momento, sente-se incapaz de estar em paz, pare! Simplesmente pare, respire lenta e profundamente, sinta o teu próprio corpo e a energia presente ao teu redor. E depois olhe para dentro de si, e se pergunte, o que está interferindo com a minha paz?

A descobrir quais sãos as causas que interferem com o teu estado de paz, simplesmente trabalhe no sentido de desfazer toda a barreira que naquele momento está impedindo de você sentir-se conectado consigo mesmo. Ao desfazer esta barreira você se sentirá em paz.

Vida em abundância é vida com paz e alegria, porque só assim, seremos sensíveis o suficiente para gozar de todas as dádivas presentes em nossas vidas, aqui e agora.

Aonde quer que você esteja e o que quer que você possua, a paz e alegria só dependerá da sua sensibilidade e da  integração com a sua natureza, ou seja, com aquilo que você já é.

Paz profunda a todos!

2 comentários:

Adriana Martins disse...

Gostei muitissimo do que li aqui,pena eu morar no RJ e vc estar em SP

google disse...

lendo essas palavras tenho certeza que nao estou em paz,mas sei que vou encontra-la,obrigado.embora eu ache que a paz profunda nunca sera encontrada nesse mundo perdido,mas eu quero ao menos um pouco.

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