quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Australopithecus Informatizadus"





O homem moderno possui uma visão pouco madura e realista sobre si mesmo, tende a considerar-se pertencente a civilização mais avançada existente na história, diminuindo desta forma outras culturas, olhando através do desprezo para outros povos e outros modelos de organização social existentes, que já existiram ou que são idealizados.

Qual seria a nossa dificuldade em admitir que somos uma "civilização primitiva" e atrasada? Sobre onde paira a dúvida deste fato inquestionável?

O desenvolvimento em uma única direção é um desastre, este é  responsável pela visão diminuta do ser humano moderno, que não consegue observar com clareza a primitividade humana no nosso desenvolvimento intelectual que, embora tenha nos permitido o avanço do método, a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico, não nos permitiu erradicar a fome, a miséria e a desigualdade brutal entre nós seres humanos.

Chamamos o desenvolvimento tecnológico de desenvolvimento humano, eis um dos grandes erros concetuais presentes na cultura atual, não podemos equiparar uma coisa a outra, se o desenvolvimento tecnológico é um desenvolvimento unilateral, ele nós dá prova da ausência do desenvolvimento humano, e não o contrário.

Se milhões de indivíduos ao utilizar uma nova tecnologia, desconhece completamente como ela funciona ou não a utiliza como um meio de proporcionar a si, e aos outros um contato mais humano, pacifico e dignificante, isto não nos torna diferentes do homens da era do paleolítico que usavam suas ferramentas feitas de pedra lascada.
Observar o comportamento dos indivíduos em sociedade é um meio de notar se vivemos ou não numa sociedade desenvolvida.

Quanto mais distantes, violentos, conflitantes, excludentes  e competitivos são os indivíduos uns com os outros, mais primitiva é a sociedade, pois isto demonstra a ausência da capacidade racional de identificar o fato de que todos nós seres humanos dentro da nossa pirâmide de necessidades, precisamos satisfazer as mesmas lacunas, e que portanto, deveríamos ter como base de nossas instituições e empreendimentos o método colaborativo de ajuda e respeito mútuos e não o de exclusão e competição.

Muitos irão argumentar que a "livre concorrência" foi a mola propulsora do desenvolvimento econômico, industrial e tecnológico, e eu pergunto-lhes, que desenvolvimento?

Aquele que explora todos os recursos naturais a ponto de provocar um colapso na natureza? O desenvolvimento desenfreado que depende da exploração do homem pelo homem, e que destrói e condena a vida de milhões de individuos de um país em detrimento a outros?

Entretanto, é importante compreender que, diante de um  curto período de  história humana na terra (se comparada a vastidão da história natural do plano terrestre), somos uma sociedade ainda primitiva por que ainda estamos entre a infância e a adolescência do processo evolutivo, o homem adulto ainda não nasceu.

E para que o homem adulto possa nascer se faz necessário reunir condições favoráveis ao seu sugimento.

Para isto, precisamos realizar um período de transição no processo de transformação da cultura humana que salte do sistema competitivo para o sistema colaborativo.

Precisamos consolidar uma educação holística como método pedagógico fundamental que proporcione uma visão mais ampla e global do homem sobre si mesmo e sobre natureza, tornando consciente o fato de que cada pessoa encontra sua identidade, significado, sentido, propósito e razão para a sua existência em sua conexão com o todo, com a natureza, com a sociedade e com espiritualidade no sentido de estabelecer uma relação humana baseada na fraternidade, na colaboração, na compaixão, no afeto, no respeito e na consideração pelo seu próximo.

Necessitamos colocar o homem como valor central da humanidade, que nada esteja acima do homem e nenhum homem acima do outro.

E este salto evolutivo se dará quando consolidarmos e concretizarmos sobre a terra uma cultura de paz, de compreensão mútua, de união e de fraternidade humana.

à este propósito procuro dedicar o meu trabalho e através dele encontro a razão para a minha existência.

Como é colocado pelo movimento do novo humanismo, precisamos trabalhar e agir constantemente para humanizar a terra e, desta forma contribuir, para o amadurecimento da raça humana.

4 comentários:

Kaio disse...

Seu texto me faz lembrar que não estou só em minhas convicções. Se pudar indicar algum material extra sobre o assunto ficarei agradecido.

Anônimo disse...

Muito Bom o texto, Pesquise Falun Gong / Falun Da Fa, creio que irá gostar.

Anônimo disse...

Muito bom, gostei!
Uma pena que pra haver uma evolução como está em relação a raça humana, levam-se gerações(ou não, talvez nunca).
Salve os poucos e bons *homens*.

Anônimo disse...

Simplesmente PERFEITO! Parabens

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