segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O que é a realidade objetiva?


A linha divisória entre aquilo que chamamos de interno (pensamentos, emoções, sentimentos, aspirações, etc...), e que chamados de externo (mundo, coisas, pessoas, etc...) é muito tênue e, de fato, não há tal separação, o pensamento, nossos padrões de comportamentos e de crenças se formaram em nós, através de informações que vieram de "fora para dentro", e todo o juízo de valores, julgamentos e crenças com os quais definimos aquilo que é externo surgem de "dentro para fora".

Aquilo que denominamos externo, nos referimos como sendo externo por termos como eixo central o corpo, e esta "realidade" externa é chamada dentro de um senso comum de realidade objetiva, e aquilo que chamamos de interno é aquilo que acreditamos acontecer dentro do corpo, emoções, pensamentos, sentimentos, que aparentemente não é visível aos "outros", e chamamos dentro deste mesmo senso comum, de realidade subjetiva. A primeira é considera coletiva e a segunda particular.

Basta uma investigação quase que superficial para que seja percebido o fato de que não estamos falando de dois fenômenos, mas de um fenômeno só. Não existe nenhuma realidade objetiva, porque toda a idéia que trazemos do que seria esta realidade objetiva é subjetiva, uma é projeção e extensão da outra, uma influencia a outra, e ambas se intercambiam o tempo todo, ministre uma droga em um indivíduo e todo o mundo externo visto por ele se transforma, modifique as condições presentes no chamado mundo externo e, logo, o chamado mundo interno sofre também transformações. Um é reflexo do outro.

Outro fato que também pode ser notado claramente é que todo este chamado mundo externo e mundo interno, surgem e aparecem para "alguém" e, é visto na mente e através da mente, que por meio do pensamento interpreta as impressões advindas dos sentidos, e dentro de sua limitada visão determina aquilo que chamamos de realidade.

O fato é que nunca sabemos realmente o que temos diante de nós ou dentro de nós. Todo saber é apenas uma crença de um saber, é apenas um condicionamento, um adestramento, uma cristalização de uma impressão superficial.

Por exemplo, quando olhamos para um objeto qualquer como um assento, chamamo-o de cadeira, o fato de darmos um nome e concebermos com total clareza a finalidade para o qual existe aquele objeto, dá-nos a impressão de que sabemos com plena convição o que aquilo é, esta clareza foi criada e arquitetada pela mente, determinada pelo engenho humano, que externalizou tal projeto. Mas por de trás da cadeira existe algo não visto, substâncias, história, origem, base de sustenção, extrutura, combinação de elementos, um conjunto de fenômenos ao redor que a permite aparecer e se manter dentro de um determinado período de existência, etc... Se chamamos estes elementos de átomos, novamente só temos um nome diante de nós, uma crença, porque da mesma forma se aplica a questão de que, por de trás do átomo existe algo ainda não visto pela ciência, alguma substância, história, sua origem, sua base de sustentação, combinação de elementos, conjunto de fenômenos, etc... É apenas uma questão de cavar mais à fundo.

O que dá objetividade para o "mundo externo" não é sabermos o que ele é, mas é a determinação prática da funcionalidade das coisas que nos cercam, e o que dá subjetividade ao chamado "mundo interno", é o fato da sua determinação prática ser indefinida, e da dificuldade em precisar, medir, demonstrar fenômenos como as emoções, os sentimentos e ideias, por exemplo.

Se não sabemos de fato o que é uma cadeira ou qualquer outro objeto se o desassociamos a sua função prática, quem dirá dizermos que sabemos o que significa verdadeiramente palavras como amor, medo, paranóia, depressão, alegria, etc... Estamos a todo tempo nos relacionando com crenças (com a interpretação do que chamamos realidade), e não com aquilo que é absolutamente real.

A impressão do saber é que torna estática a realidade a nossa volta, não há nada estático em lugar algum, ou talvez seja ao contrário, acreditamos lidar com uma realidade dinâmica, quando na realidade não exista nenhum movimento, nada acontecendo de fato, nada se modificando, e tudo sendo absolutamente imóvel e, no entanto, as impressões e os registros da percepção humana cria a falsa ideia de movimento.

Diante disso tudo como não admitir uma total e completa ignorância? Como não admitir que de fato nos encontramos diante do mistério? Que desconhecemos aquilo que trazemos diante do nariz ou daquilo que consideramos pertencer ao nosso interior. Sim, vivo diante desta completa ignorância, abandonando a cada dia, a ilusão do saber. 

As coisas simplesmente me parecem acontecer de alguma forma, sem na verdade nunca terem acontecido, porque tudo parece surgir e desaparecer diante de mim e, no entanto, aquele que observa o ir e vir de todas as coisas permanece intacto como testemunha silenciosa, para a qual as coisas aparecem e desaparecem, surgem e se transformam continuamente, sem trazer nenhuma transformação para aquele que vê de maneira objetiva a cada momento presente.

Externo? Interno? Onde começa um e onde termina o outro? É possível separar uma coisa da outra? Pode haver qualquer realidade separada àquilo que nós somos?

Respostas? Não, esta postagem não pretende dá-las, mas destruí-las aquelas que pareciam existir.

Não faço a minína idéia se existe tal coisa como realidade objetiva. E diante do completo vazio e da total ausência de respostas, finalizamos esta reflexão.



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A descoberta de que não há nada além do amor!






O amor real é absurdamente incompreensível, não exige nada em troca, apenas pede gentilmente: "Fique aqui e deixa-me olhar para você, volte porque eu quero te ver novamente". E neste pedido o amor apenas diz: Se permita sentir este amor que aqui desta fonte jorra abundantemente, se permita descobrir que só o amor vale a pena, que só o amor revela naquilo que ele é, aquilo que é você e a descoberta de que não há nada além do amor.



 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ensinar é demonstrar (Um Curso Em Milagres)




Um Curso em Milagres como livro, basta por si mesmo. 

Sempre repetirei essas palavras ao falar do curso. É importante entender que o curso é um começo e não um fim. E ele dá início ao que? Como ele pode ser ensinado?

Com relação ao ensino na introdução do Manual dos Professores lemos: Não podes dar, mas só a ti mesmo (...) Isto não se faz apenas com palavras (...) Para isso o conteúdo verbal do seu ensinamento é bastante irrelevante (...).

No entanto, há uma grande confusão quanto ao significado de ensinar e aprender ao nível do curso. A reversão do pensamento não se dá por meio de uma metodologia pedagógica tradicional. Escrever livros e mais livros que pretendem explicar o curso não ajuda em nada, ao contrário, confunde ainda mais os seus estudantes. 

Um professor ensina através da demonstração, ele compartilha daquilo que ele é, estendendo a sua vivência por meio da sua presença, por esta razão o conteúdo verbal do seus ensinamentos é bastante irrelevante como diz o curso, e um livro que pretende ajudar na compreensão do curso nada mais faz do que criar mais e mais conteúdo verbal, quando o que precisamos é caminhar em direção ao silêncio que só o Encontro Santo pode proporcionar.

Só uma entrega de coração pode proporcionar a vivência do curso. 

Só a disponibilidade pode proporcionar esta vivência, abrindo o coração, e permitindo que Espírito Santo faça a sua parte, enquanto nós tratamos de fazer a nossa, e a nossa parte é não fazer nada, nem mesmo o esforço por compreender o curso é necessário. 

Abandone todas essas ideias disseminadas em todos os livros que pretendem ensinar o curso e relaxe neste espaço onde o Espírito Santo habita:

“Eu não preciso fazer nada” é uma afirmação de fidelidade, uma lealdade verdadeiramente sem divisão. Acredita nisso por apenas um instante e realizaras mais do que é dado a um século de contemplação ou de luta contra a tentação" (...)  Fazer nada é descansar e fazer um lugar dentro de ti onde a atividade do corpo deixa de exigir atenção. A esse lugar o Espírito Santo vem e lá habita. (LT Cap. 18, Seção VII - Eu não preciso fazer nada).


Não confies nas tuas boas intenções. Elas não são suficientes. Mas confies implicitamente na tua disponibilidade, não importa o que mais possa entrar nisso. Concentra-te apenas nela e não te perturbes pelas sombras que a cercam. É por isso que vieste. Se pudesses vir sem elas, não terias necessidade do instante santo. Vêm a ele, não em arrogância, presumindo que tens que conse­guir o estado que ele traz com sua vinda. O milagre do encontro santo está na tua disponibilidade para permitir que ele seja o que é. E na tua disponibilidade para isso está também a tua aceitação de ti mesmo tal como foste criado. (LT Cap. 18, Seção IV - Um pouco de boa vontade).


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Valor das Opiniões



A vida não se importa com suas opiniões.

Ela criou você e todo o universo que aparece através de você, por meio de uma extensão de si mesma, sem te pedir uma única sugestão.

Por que você então deveria dar tanta importância a elas?

Você acredita mesmo que a sua opinião pode mudar aquilo que é?

Opiniões são formações mentais que nascem de um senso comum.

São falas sem nenhum fundamento, são palavras ocas.

Muito própria daqueles que não conseguem olhar para si mesmos, desconhecem a auto-investigação e possuem um senso de auto-importância muito apurados.

E isto aqui não é uma opinião sobre as opiniões, mas sim uma constatação.

Quem tem ouvidos para ouvir que permita que o percebimento possa surgir ao abrir espaço neste aterro sanitário de opiniões não recicláveis.

Jaya Guru Deva!



Fotografia National Geographic

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Única Liberdade




A verdadeira e única liberdade é livre de escolhas, de planejamentos, de desejos e de sonhos. 

Todas as escolhas, todos os planos, desejos e sonhos nada mais são do que uma tentativa insana de mudar aquilo que é, de alterar a ordem da existência, o movimento natural da vida, e isto é impossível, é como querer alterar a órbita do planeta.

A verdadeira liberdade reside em desaparecer como indivíduo, e ser aquilo que se é, realmente.

Uma realidade, vivenciando uma só e única experiência, que está além de todas as experiências, que é simplesmente ser.

E para ser, basta não ser.

Não ser nada, não existir, não saber, nada conhecer, não se identificar com a ilusão das escolhas, dos planos, dos desejos, dos sonhos. Não se identificar com a mente e o seu conjunto de pensamentos, ideias e crenças que cristalizaram a ilusória crença raiz de um eu. É só isto.

E isto, sem um trabalho sendo realizado, sem a presença de um "MESTRE" é praticamente impossível.

Sozinho você não tem referência, você está sendo "bombardeado" por fenômenos, ideias, memórias, pensamentos, sensações, impressões e você não sabe quem é você.

Você não tem um espelho, um norte, você não consegue olhar para dentro, porque não sabe o que é dentro, usa o corpo como referência para dizer dentro ou fora, ou seja, é como estar num labirinto sem saída, porque aquele que a construiu caiu numa amnésia proposital, e agora está no meio desta prisão, emaranhado e confundido com suas grades imaginárias, quanto mais se move, mais aprisionado fica, se não surgir uma intervenção da graça, uma mão do lado de fora que conheça a natureza real desta prisão, para te puxar para fora desta imaginação "intensamente real", não há saída.

O fato é que você precisa se permitir, permitir um olhar inocente, através deste olhar você perceberá ou ao menos suspeitará que houveram e que há àqueles que não estão dentro desta prisão imaginária, que já não estão mais aprisionados à mente, e diante disso, se há algo sensato a ser feito é se aproximar humildemente deles, ver, permanecer o máximo de tempo possível, exposto a esta companhia, para olhar o que aconteceu ali e se o que aconteceu ali, também pode acontecer aí...

Como coloquei, só um "não-alguém" que está fora deste labirinto pode ajudar, ou só um "milagre miraculoso da existência" através da inexplicável graça possa fazer cair um raio divino na tua cabeça, coisa que acontece todo dia e em todo lugar do mundo, você mesmo já deve ter visto cair muitos no seu bairro e que despertaram muitos dos seus vizinhos...

Liberdade é desaparecer naquilo que é você. E só  a "morte" originada deste raio milagroso ou a ajuda de quem desapareceu naquilo que É pode lhe indicar o que é esta real liberdade. Dizer, vou esperar a existência e não fazer nada é esperar a queda deste raio. Se há uma real inclinação dentro de ti para olhar para isto, vá em direção a este encontro, venha ao Satsang!

Maiores informações no blog: http://marcosgualberto.blogspot.com.br

domingo, 21 de outubro de 2012

O Intraduzível e o Incognoscível Você




 
Nenhum pensamento tem a capacidade de te traduzir ou de te revelar. 

Você é intraduzível e incognoscível. 

Isto não pode ser aprendido e nem ensinado.

Desista de tentar aprender aquilo que está além de todos os ensinamentos.

Buscar isto é perder isto...


sábado, 20 de outubro de 2012

O Amor é a Verdade Suprema





Nenhuma verdade que seja diferente do amor me interessa.

Antes a ignorância suprema do que um conhecimento que me traga apenas conceitos, ideias, isto ou aquilo.

Sinto que o amor é a verdade suprema, portanto a isto entrego o coração e para isto não preciso de nenhum saber, só é necessário a confiança e a entrega e nada mais.



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Encontro Santo e a Reversão do Pensamento (UCEM)



É a partir do encontro santo que o processo de reversão do pensamento tem início realmente, por isso o curso em si é apenas um começo.

Sua base teórica só é necessária para tornar o estudante disponível, aberto e vulnerável para este encontro e não para uma compreensão minuciosa e intelectual de como funciona todo o processo, caso contrário o estudante se sentiria paralisado pelo medo ao perceber ameaçada toda a extrutura do pensamento do ego ao sentir a presença do sagrado revelado através do instante santo.

O instante santo se dá quando duas ou mais "pessoas" deixam de perceberem a si mesmas como entidades físicas separadas e através da percepção direta descobrem que na verdade são uma única presença, uma única consciência em uma só expressão da unicidade.

Quando a ideia de um eu separado (que é somente uma crença profundamente arraigada na base de pensamento do ego), é suspensa através da vivência do instante santo, o medo e a culpa também são suspensos, e a partir disso as ações baseadas em ataque e defesa dão lugar para ações que nascem através do amor, que é a essência daquilo que somos.

Quando as ações deixam de ter como base o sistema de pensamento do ego (ou seja, no medo, na culpa e na dicotomia ataque-defesa), e passam a ter como base o sistema de pensamento do Espírito Santo (no amor e no perdão completo que é a expiação), então ocorre o processo de reversão do pensamento.

Esta entrega de coração permite vivenciarmos o encontro santo e a partir dessa vivência o curso se torna muito simples, não se faz necessário escrever livros e mais livros para "explicar o curso".

"A razão pela qual esse curso é simples é que a verdade é simples. A complexidade é do ego e não é mais do que a tentativa do ego de obscurecer o óbvio".  (Livro Texto Cap. 13 - O  mundo sem culpa, Seção XI -  A paz do céu - Páragrafo 6).

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Casa Vazia



 Há uma sensibilidade presente
Que de tão evidente
Chega a latejar...

E não há como se traduzir
Nem necessidade de se explicar
É intenso e parece que irá derramar,

E de tão efervecente esta ebulição
Descubro que só fica este sentir
E ninguém por de trás das sensações,

Porque nenhum eu suportaria
Descubrir-se em uma casa vazia
Sem poder lhe fazer assombrações


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um Curso em Milagres Através de Uma Abordagem do Coração






Observo com certa estranheza a aparente unanimidade com que os estudantes do UCEM apreciam o trabalho de "explicar o curso" de Kenneth Wapnick.

Sem dúvidas ele teve um importante papel, ao auxiliar Hellen no trabalho de revisão e organização do UCEM em sua estética estrutural. Realmente merece toda nossa gratidão por isto. Apesar de que mesmo este trabalho não foi feito por ele e por sua própria boa vontade, mas pela única vontade que há que é a vontade de Deus.

Nosso amigo Ken dá muita ênfase a compreensão intelectual do curso, como se a compreensão fosse de fundamental importância para "salvação" o que não é verdade, primeiro porque o que há de mais importante para ser apreendido não pode ser ensinado que é o amor, como diz o UCEM em sua introdução.

É justamente o amor que cura a única falta que precisa ser curada que é a crença na ideia da existência de uma brecha que nos separa de Deus.

Esse desbloqueio que nos permite sentir este amor de Deus que faz findar esta ideia de separação é realizado por meio do milagre e da expiação, e tanto o milagre quanto expiação é realizada pela "Graça Divina".

No capítulo 18 A passagem do Sonho, Seção IV Um pouco de Boa vontade, no sétimo parágrafo há um trecho que diz:

"Ainda estás convencido de que a tua compreensão é uma contribuição poderosa para a verdade e faz dela o que ela é. Entretanto, nós já enfatizamos que nada precisas compreender. A salvação é fácil exatamente porque nada pede que não possas dar agora mesmo"

Este trecho torna todo o trabalho de "explicar" o curso através de dezenas de livros do nosso amigo Ken um trabalho sem sentido e desnecessário.

O Curso basta por si mesmo, seu calhamaço já trás todas as chaves necessárias para o mínimo de compreensão que se faz necessário, para que através desta pouca boa vontade o estudante possa tornar-se disponível a cura e a purificação, que é realizada pela graça e não por nossa compreensão de como este processo ocorre.

Quando vamos ao médico raramente compreendemos a terapêutica aplicada assim como os princípios ativos dos medicamentos ministrados durante o tratamento e, no entanto, confiamos e seguimos as recomendações médicas na esperança de que aconteça a cura.

Se entregue ao curso como este tratamento de desbloqueio, cura e purificação sem preocupar-se em entendê-lo, O Cristo que é você que é o filho de Deus, não só compreende o curso como está muito além do próprio curso que nada mais é do que um amontoado de palavras e símbolos que estão duplamente afastados da realidade.

Esta entrega de coração, esta disponibilidade em permitir que o Espírito Santo realize a cura são as únicas coisas necessárias para o milagre e a expiação, esqueça o trabalho do Ken se ele não foi capaz de te ajudar a abrir o coração e  a lhe tornar disponível para isto, lembre-se que a tua compreensão neste nível intelectual é desnecessária.

Espero que os estudantes compreendam que ao expor esta visão não estou realizando um "ataque" ao trabalho do Ken. Compreendo que o seu trabalho pode ter ajudado alguns estudantes, porque como ensina o curso "para cada professor de Deus já estão destinados os seus alunos", portanto, com certeza, havia um grupo de estudantes que precisavam e que precisam desta abordagem intelectual de explicação do curso como o de Ken. 

Mas sinto de coração que a grande maioria dos estudantes, principalmente os estudantes brasileiros, necessitam de uma abordagem que coloque o coração em primeiro lugar e não o intelecto para permitir que o curso realize o seu propósito através deles.

Me prontifico a compartilhar desta visão que aponta na direção da simplicidade e que fala diretamente ao coração. E espero que os estudantes tenham a mente aberta (um dos requisitos fundamentais aos Professores de Deus conforme o Manual dos Professores), para entender que este ponto de vista que é o extremo oposto da abordagem de Kenneth Wapnick não é um ataque e sim um compartilhar amoroso de um professor de Deus que é apenas uma criança entregue ao seu divino amor.

Divino amor este que para mim surgiu manifesto através de um encontro santo com a presença do meu mestre que primeiro manifestou-se para mim através de uma voz interna, tendo eu vivenciado desde a infância a mesma experiência de Hellen Schucman com relação a voz que lhe ditou o curso, e que depois manifestou-se na forma através do trabalho em Satsang realizado pelo meu mestre Marcos Gualberto (que é para mim alguém que lembrou-se, que recordou-se plenamente de sua real natureza divina), e que através do encontro santo me mostrou que eu e ele somos um só em Cristo, Um só em Deus, Um só em Sri Bhagavan Ramana Maharshi, Um só Ser neste único Ser que há e que é esta única Presença que tudo faz, tudo realiza e tudo é.



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