quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ensinar é demonstrar (Um Curso Em Milagres)




Um Curso em Milagres como livro, basta por si mesmo. 

Sempre repetirei essas palavras ao falar do curso. É importante entender que o curso é um começo e não um fim. E ele dá início ao que? Como ele pode ser ensinado?

Com relação ao ensino na introdução do Manual dos Professores lemos: Não podes dar, mas só a ti mesmo (...) Isto não se faz apenas com palavras (...) Para isso o conteúdo verbal do seu ensinamento é bastante irrelevante (...).

No entanto, há uma grande confusão quanto ao significado de ensinar e aprender ao nível do curso. A reversão do pensamento não se dá por meio de uma metodologia pedagógica tradicional. Escrever livros e mais livros que pretendem explicar o curso não ajuda em nada, ao contrário, confunde ainda mais os seus estudantes. 

Um professor ensina através da demonstração, ele compartilha daquilo que ele é, estendendo a sua vivência por meio da sua presença, por esta razão o conteúdo verbal do seus ensinamentos é bastante irrelevante como diz o curso, e um livro que pretende ajudar na compreensão do curso nada mais faz do que criar mais e mais conteúdo verbal, quando o que precisamos é caminhar em direção ao silêncio que só o Encontro Santo pode proporcionar.

Só uma entrega de coração pode proporcionar a vivência do curso. 

Só a disponibilidade pode proporcionar esta vivência, abrindo o coração, e permitindo que Espírito Santo faça a sua parte, enquanto nós tratamos de fazer a nossa, e a nossa parte é não fazer nada, nem mesmo o esforço por compreender o curso é necessário. 

Abandone todas essas ideias disseminadas em todos os livros que pretendem ensinar o curso e relaxe neste espaço onde o Espírito Santo habita:

“Eu não preciso fazer nada” é uma afirmação de fidelidade, uma lealdade verdadeiramente sem divisão. Acredita nisso por apenas um instante e realizaras mais do que é dado a um século de contemplação ou de luta contra a tentação" (...)  Fazer nada é descansar e fazer um lugar dentro de ti onde a atividade do corpo deixa de exigir atenção. A esse lugar o Espírito Santo vem e lá habita. (LT Cap. 18, Seção VII - Eu não preciso fazer nada).


Não confies nas tuas boas intenções. Elas não são suficientes. Mas confies implicitamente na tua disponibilidade, não importa o que mais possa entrar nisso. Concentra-te apenas nela e não te perturbes pelas sombras que a cercam. É por isso que vieste. Se pudesses vir sem elas, não terias necessidade do instante santo. Vêm a ele, não em arrogância, presumindo que tens que conse­guir o estado que ele traz com sua vinda. O milagre do encontro santo está na tua disponibilidade para permitir que ele seja o que é. E na tua disponibilidade para isso está também a tua aceitação de ti mesmo tal como foste criado. (LT Cap. 18, Seção IV - Um pouco de boa vontade).


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