segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Única Solução é a Dissolução do Buscador





A natureza do buscador é a insatisfação, é a negação do presente momento. 

Não importa o que o buscador encontre em sua busca, a insatisfação permanecerá, não importa o quanto ele acumule, sua miséria continuará. 

A única solução é a dissolução do buscador. 

O buscador desaparece e em seu lugar fica aquilo que É. 

E aquilo que É, é pleno, completo, íntegro, total e inteiro, jamais deixa espaço ou lacunas que necessite de algum preenchimento ou da presença de algum imaginário buscador...

O buscador precisa ser visto, todos estão em busca de algo, não me refiro somente ao assim chamado buscador espiritual, todos aqueles que de alguma forma ou outra buscam por felicidade, por prazer, por completeza, toda identidade por de trás da busca, seja esta qual for, nessa identidade está a ilusão. 

Olhar com profundidade para este buscador, permitir que ele seja desmascarado, permitir que todas as artimanhas sejam vistas num silencioso testemunhar, revela a farsa, o sonho, por de trás desta colossal ilusão. 

Sejamos como aquela bonequinha de sal na água, que vai aos poucos se dissolvendo, na medida que permanecemos expostos a "corrente de presença" em Satsang. 

E em Satsang tudo acontece sem a nossa participação, não fazemos ou realizamos coisa alguma, este é um trabalho da Graça, que é esta Presença, que é o Guru e que é tudo aquilo que pode nos fazer recordar, "vivenciar" essa Presença. 

A única coisa a ser feita, e que não é um fazer, é estarmos expostos a esta Presença, e a distância da sangha, quando espontaneamente surge a lembrança desta Presença, estar exposto a esta lembrança.

Não há mais nada que que possa ser feito, e isto para o ego que é um fazedor, é a morte, esta identidade egóica para ter sua continuidade, precisa sempre fazer, realizar alguma coisa, e tudo o que podemos fazer, fora de Satsang, é reafirmar esta identidade. 

Estar em Satsang não significa necessariamente, estar diante de um Guru em forma humana. Estar em Satsang é estar diante de sua Real Natureza, aqui foi necessário a presença deste límpido espelho (O Guru), para que a Consciência pudesse voltar-se para si mesma. E neste trabalho, nunca esteve presente um fazedor, um buscador, diante de sua Real Natureza toda busca desaparece, e um trabalho de reconhecimento tem início. 

Este trabalho é concluído na morte completa e plena da identidade de um buscador, que é a morte de uma ideia, de uma crença, de fato, não há nada acontecendo, seja naquilo que chamamos estar dormindo, seja naquilo que chamamos estar desperto.  Só há a consciência completa e plena em si mesma, e nada além....



"Gratidão Eterna o meu Mestre Marcos Gualberto"



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