sexta-feira, 26 de junho de 2015

Medos e Desejos




Nós não tratamos de conhecimento em Satsang. Nós tratamos em Satsang de autoinvestigação. A autoinvestigação trabalha o fim do medo. O fim do medo é o fim do desejo. Nós carregamos o peso do desejo em razão do medo presente, esse medo que nasce dessa inconsciência.


Então, nós temos essa inconsciência acerca da Verdade sobre nós mesmos, e isso é medo. Isso se traduz como medo em nosso viver, em nosso dia a dia, se expressando através do desejo, e esses desejos são agora essas tendências internas, algo latente, algo que é parte da mente. Na yoga eles chamam de vasanas, aquilo que se acumula aí, nesse mecanismo, nesse organismo, como uma contração. 


O sentido de uma identidade separada que vive dessa inconsciência, que é essa insciência dessa Verdade sobre nossa Verdadeira Natureza é medo, e medo se traduz no nosso viver, no nosso dia a dia como desejos, e esses desejos são essas vasanas.


Esse sentido de uma identidade separada não se dá conta do que é a real Liberdade. Esse sentido é a própria ilusão de alguém que um dia realizará isso, e por isso busca essa liberdade do lado de fora. 

O “eu” não pode ver a si próprio, o ego não trata com ele mesmo. Apenas uma intervenção dessa Presença, dessa Graça, Daquilo que está além desse sentido de separatividade, pode expressar, revelar esta real Liberação, que é o fim dessa identidade separada – isso significa o fim do medo, o fim do padrão de todas essas tendências presentes, o fim dessa inconsciência, o fim dessas vasanas. Então, estamos diante do Estado Natural, do estado livre do ego, livre do sofrimento, livre do sentido de um autor, de um realizador, de um fazedor.



Mestre Gualberto


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