segunda-feira, 1 de maio de 2017

Você está em paz? Está em amor?


- Então estou certo? 

- Por que está preocupado com isto, em estar certo ou estar errado? que importância isso tem? 

-Nenhuma. Para mim não faz diferença. 

- Então, solte isto, jogue fora isso, isso não vale de nada, estar certo ou errado não vale nada. Você está em paz? Está em amor? É isso que importa! E quando não está em paz, quando não está em amor, é necessário olhar, ouvir ao Mestre novamente, e outra vez, e de novo, permitir-se ver, descobrir qual equívoco está presente aí, descobrir ao que você se encontra agarrado, em qual crença você se aprisionou, o que esta lhe dando a falsa impressão de ter se distanciado do seu natural estado que é paz, que é amor... 

E para estar em paz e em amor, precisamos apenas de abandonar todas as ilusões a respeito de nós mesmos, a respeito do mundo e a respeito daqueles que parecem estar a nossa volta... Precisamos relaxar, descansar na sombra da Graça, se permitir desaparecer na simplicidade de apenas Ser... É isto! Aí você fica assim, como um sábio, um acordado ou uma criança, com olhos como dois faróis brilhando Paz e Amor, com uma presença de Pura Presença, de Puro Ser, de Puro Espaço Sagrado, de Pura Consciência, aí mesmo, de onde você nunca saiu, você é Deus... 

Foi isso que o meu Mestre me deu, e é isso que eu te dou... Eu te dou aquilo que você É, e reconheço nisso que você É, aquilo que Eu Sou! Tudo isso é apenas a vida, se desdobrando diante da vida e se reconhecendo como vida, como Presença e Consciência sem limites, em Ilimitada Paz e Ilimitado amor. Somente a partir daí, não há mais você e não há mais o outro, não há mais Mestre e não há mais discípulo, só fica AQUILO.


Marcos Gualberto

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Florescer da Sabedoria




Quando falamos da Verdade, estamos tratando de algo muito simples, não estamos falando de algo estranho. É que a mente, por muito tempo, esteve envolvida apenas com seus próprios interesses, com aquilo que mais tem lhe interessado. Todos os seus interesses giram em torno da autoimportância, da arrogante vaidade da autoimportância, e então, fica muito complicado para todos nós. Nosso auto interesse nos afasta da simplicidade da Verdade - dessa Verdade que somos, dessa Verdade que é pura Sabedoria. 

Nesses encontros, não temos qualquer instrução sobre isso, simplesmente, porque não é possível sermos ensinados sobre isso. Essa é a singular beleza de Satsang. Não é um encontro de estudos, não é um encontro onde temos uma palestra tratando de um tema que, depois de ouvirmos, aprendemos e guardamos alguma coisa sobre aquilo. A Verdade não é assim, a Sabedoria não é assim, essa simplicidade de Ser não é assim. E aqui, nós estamos interessados nisso: todo nosso interesse está em Ser e não em aprender alguma coisa. Para aprendermos alguma coisa, precisamos de uma sala de aula, de uma escola, de um professor, alguém que domina uma matéria... E a Sabedoria não é assim! Ninguém pode dizer a você que sabe. Se alguém lhe disser que sabe, este alguém está mentindo para você. 

Isso permanecerá sempre desconhecido. Isso é algo vivo, e tudo aquilo que é vivo, é novo, tem o frescor da mobilidade, não se enquadra em estruturas fixas, não se pode enquadrá-lo. A Sabedoria é essa Verdade que se encontra nessa simplicidade de Ser, portanto não se trata de um conhecimento aprendido. Isso é como a habilidade carregada de uma grande sensibilidade em ouvir uma bela música ou apreciar um belo quadro. Isso precisa estar presente momento a momento, como uma questão de sensibilidade, acuidade, percepção. A Verdade, a Sabedoria, a Vida é algo assim. 

Aqui, estamos interessados nesse despertar da Sabedoria, e a Sabedoria desperta quando o Sábio desperta. O Sábio é essa sensibilidade a Isso que permanece sempre desconhecido, a esse misterioso movimento - o movimento da Vida. Isso, basicamente, é possível quando Deus é possível, quando a Consciência é possível, quando a Verdade é possível. 




Marcos Gualberto


Para ler a transcrição completa dessa fala clique aqui  




domingo, 23 de abril de 2017

A base da matrix: A ilusão de ser alguém



O pensamento cria a ilusão do passado, do futuro e deste presente momento, como sendo o real agora, e a vida na mente gira em torno de presente, passado e futuro. A vida na mente gira em torno do pensamento, que cria essa ilusão de uma vida, de uma existência separada. Não há nada, como o passado, o presente ou o futuro, sem o pensamento; não há nada, como uma vida separada, sem o pensamento. A beleza da Realização é a constatação disso. 

Veja que o passado e o futuro são somente pensamentos. Não experimentamos o passado ou o futuro neles mesmos, porque isso não  é uma real experiência. Experimentamos apenas o pensamento presente, pois o passado não é uma real experiência, o futuro não é uma real experiência; são, simplesmente, pensamento. Percebam como é interessante essa questão do pensamento. Em Satsang você está indo além do pensamento, além dessa ilusão. 

O passado e o futuro são uma experiência verdadeira? São uma experiência real? O que é que você tem agora, neste momento, quando fala do passado ou do futuro? Tudo o que você tem presente é, simplesmente, o pensamento. Veja como isso é interessante, como o pensamento nos tem fascinado, hipnotizado, e o quanto nos tem feito acreditar numa existência separada, na existência de "alguém"... A beleza da Realização é o fim do tempo, da ilusão do tempo! Percebem isso? Você deixa de dar importância aos pensamentos.

Então, o tempo é imaginado... A vida é imaginada... A pessoa é imaginada. Este momento é essa Presença, a única Realidade, e Isso está além do pensamento. Tudo o que existe é este sempre presente agora, fora do tempo. A eternidade é fora do tempo. O tempo é só um pensamento, como um véu tentando cobrir a Realidade. Essa eternidade é apenas outro nome para Consciência, Presença, Ser, nossa Real Natureza Divina.



Marcos Gualberto

Para ler a transcrição completa dessa fala click aqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Só há o experimentar, não há o experimentador...


Nossa ênfase, nesses encontros, nessas falas, é lhe apontar a ausência dessa entidade presente. A ilusão é acreditar numa entidade presente nessa experiência. Estamos apontando para a ausência dessa entidade, dessa pessoa que você acredita ser, que parece estar ouvindo, ou olhando para a tela, ou escrevendo alguma coisa agora, ou tendo que aprender alguma coisa... Isso não é verdade, e é aí que está a ilusão. Há somente a experiência acontecendo nesse instante, sempre nesse instante, uma experiência sem autor, sem agente. Não há transmissor ou receptor, não há sujeito ou objeto, não há ouvintes e palestrante, não há discípulos e mestre.

Nós nunca experimentamos, diretamente, qualquer coisa. Tudo o que experimentamos são aparições e desaparições. Experimentamos sensações, pensamentos, sentimentos, os sons que ouvimos, e isso aparece e desaparece. Quando eu digo “ouvimos”, quero dizer que há só o ouvir, e não alguém ouvindo. Então, tudo o que experimentamos, na verdade, nós não experimentamos, pois há somente o experimentar, a pura e direta “experiência do experimentar”.
 Marcos Gualberto



*Transcrição completa dessa fala no blog do Mestre Marcos Gualberto no link:

quarta-feira, 22 de março de 2017

A Arte da Meditação



Meditação é a arte da atenção, a arte da consciência atenta a todo movimento do pensamento, uma atenção sem escolhas diante de tudo aquilo que se passa externamente e internamente, sem escolhas ou tentativas de mudar ou alterar aquilo. Tentativa, essa, que cria a separação entre o observador e a coisa observada. Quando não há separação Deus se apresenta e tudo acontece sem nenhum esforço. 



Escrito por Mestre Gualberto em 16 de Novembro de 2011

 

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