domingo, 22 de abril de 2018

O florescer da real inteligência


É lindo ver a vida se abrir como uma flor de mil pétalas que se desdobram em outras mil, que fenecem e em seu lugar se desdobram em outras milhares de pétalas... A vida é abundante em todos os seus aspectos, a natureza é sempre muito generosa em sua manifestação. 

No corpo a bilhões e bilhões de células que estão constantemente se reproduzindo, se alimentando, se renovando... Milhares e milhares de processos físico-químicos construindo uma biologia fascinante e grandiosa. 

Na natureza há milhares e milhares de espécies de flores, de plantas diversas, de árvores,  de vegetações e cada uma dessas espécie possui dezenas de variações... O mesmo acontece entre insetos,  animais, micro-organismos e espécies marinhas. 

As galáxias se manifestam aos milhares, quem sabe aos bilhares, que por sua vez possui, quiçá, trilhões de estrelas que multiplicam em no mínimo dez vezes mais a quantidade de planetas que giram em elipses ao redor de suas estrelas...

Os sentidos captam milhares de cheiros, milhares de cores, de texturas, de sabores, que a mente, desnorteada, é incapaz de nomear e classificar todas as experiências que se manifestam a partir da sensibilidade dos sentidos. 

Só a ilusão do olhar de um diminuto "eu" ilusório, fruto de padrões, condicionamentos e repetições, que por sua vez, é fruto de uma inteligência nascida do medo, cujo alicerce está baseado em táticas e ações de ataque e defesa, em conflito ou fuga, pode criar em torno de si a ideia de um mundo marcado pela escassez, pela carência e pela falta... Como isso é possível? Como a natureza da realidade que nasce deste infinito mistério que é a vida pode representar escassez, carência e falta? Como pode estar faltando algo na existência? 

Esta limitada inteligência nascida do medo, que tem sua raiz no instinto de sobrevivência, de continuidade, é apenas um estágio dentro do comportamento nascido do sentimento, de identificação da consciência com o corpo, o que os cientistas chamam de inteligência corporal-cinestésica, ela é a raiz da identidade ilusória de uma entidade presente no corpo... 

Descobrir que você não é essa identidade, ir além desta ilusória entidade separada, é o caminho para a real liberdade, é a quebra radical com um passado "milenar", cujo alicerce é essa inteligência nascida do medo, que projeta uma realidade a sua volta marcada pela ideia de escassez, carência e falta...

Se você não for além disso, se não for levado para além disso, você jamais conhecerá o amor, a liberdade, a paz e a felicidade de ser aquilo que você é em sua natureza essencial. 

Você não é quem você acredita ser... E o que você é, é inimaginável, impossível de ser capturado, explicado e classificado pela mente... E incapaz de viver uma vida miserável de medo, de carência  de falta, de escassez, porque você é a riqueza das riquezas, a fonte de toda inteligência, aquilo que está além de todas as imagens, de toda ideia que a mente possa conceber, imaginar, sonhar...

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