terça-feira, 30 de junho de 2009

Viver o Agora é Um Exercício de Recuperação!




Viver o agora.

Nada deveria ser mais simples do que isto, algo natural, espontâneo, atitude intrínseca e peculiar a existência em sua expressão natural.

Mas algum acidente aconteceu.

Fui em algum momento raptado! Sim! Minha mente subiu ao trono e usurpou o reinado da consciência para lançar-me na obscuridade de seus paradigmas, de seu intricado e confuso sistema de pensamento, baseado na limitação dos sentidos do invólucro que ele próprio criou.

Pertenço a outro plano, totalmente distinto a este que a minha mente me apresenta ante os meus olhos atuais. E, no entanto, minhas crenças são limitadas pelas ilusões que observo como se fossem reais, e esta limitação me faz vivenciar fatos e experiências perturbadoras, angustiantes, nauseantes..., mas toda esta "realidade" inconsistente depende da continuidade deste reinado, o reinado da mente.

Tudo o que eu vejo é passado, até as palavras que agora utilizo, são marcas do passado, velhos signos arbitrários, símbolos que representam símbolos e que estão, portanto duplamente afastada da realidade (como diz O Livro dos Professores de Um Curso em Milagres), e através desta arcaica simbologia eu tento expressar o meu agora...

Amigos nada daquilo que vocês leem aqui é real, é apenas a sombra de uma sombra... Querem encontrar luz? Voltem-se para dentro de si mesmos agora!

Oras, desta forma, o natural tornou-se artificial e agora eu preciso entrar em recuperação, tenho que reaprender a viver no presente e descobrir o que há por de trás das das teias de maya, preciso levantar o véu de Isis, preciso enxergar o que há por de trás dessas espessas camadas de ignorância, sombras, símbolos arcaicos e como fez Sidharta Gautama desvencilhar-me de uma por uma até alcançar o mundo real.

Tenho que utilizar o mantra dos monges budistas para atrair a mente para o presente: Comendo.., andando.., meditando..., como forma de atrair a mente unicamente para a minha atividade presente

Se necessário for terei que utilizar daquele castigo que recebi de uma professora no primário, quando ela exigiu que eu escrevesse no caderno trezentas vezes: Não devo chegar atrasado na sala de aula!Talvez hoje eu precise apenas escrever: Eu estou escrevendo esta frase agora... Para que eu treine a consciência para a percepção clara é obvia e não equivocada que só existe um momento, o agora.

EU SÓ POSSO AJUDAR A MIM MESMO!




As religiões ocidentais como um todo, e grande parte das religiões orientais enaltece acentuadamente a prática do altruísmo.


O Kardecismo expressa está tendência em seu ápice ao afirmar no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo ao dizer que "Fora da caridade não há salvação" a ponto de colocá-la como o único meio de atingirmos nossa realização espiritual.


Tal fato pode ser encarado tal como um dogma. E discutir dogmas é para as pessoas que o aceitam quase uma ofensa, um desrespeito, um insulto.
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No entanto, creio que os espíritas serão os que menos se sentiriam assim com relação a este questionamento, pois o próprio diz construir suas crenças em bases racionais e em observações empíricas enquadradas dentro de uma metodologia, portanto aberta a discussões e a avanços na compreensão de seus objetos de investigações.


Porém, a vivência espiritual nos tem mostrado que a caridade pode tornar-se inclusive um empecilho para o nosso despertar, ao lermos o Poder de Agora ou outras obras de Eckhart Tolle notamos que o caminho para o despertar não depende de rituais externos ou de práticas esotéricas, sejam elas ritualísticas ou altruísticas.
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O despertar dependerá unicamente do contato consciente do individuo com a natureza essencial do Ser, ou seja, do encontro consigo mesmo, o oráculo de Delfos apresentou ao mundo o caminho e Sócrates tornou tal ensinamento de conhecimento universal e patrimônio espiritual da humanidade que afirma antes de qualquer coisa "conheça-te a ti mesmo" Ou seja, o princípio de toda sabedoria consiste no conhecimento de si mesmo.


Somente um homem desperto pode realizar a caridade, porque ele o faz de maneira iluminada, e ele a prática vivenciando o aqui e agora, não visando um benefício futuro próprio ou redimir-se de erros que cometera no passado.
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O individuo que não entende que toda situação se dá devido a uma série de causas e efeitos, não compreende os motivos que levaram ao seu semelhante a viver um estado de infortúnio e miséria material, física ou espiritual, assim não compreende também o seu papel diante daquela situação e muito menos de que cada homem é responsável por seu atual estágio de vida e que, portanto somente ele mesmo pode fazer algo por si.
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É claro que está compreensão não justifica a ausência de compaixão, os hindus compreendem tal fato e não valorizam e nem reconhecem o altruísmo dentro de sua prática espiritual e a caridade como uma virtude e é obvio que uma cristã como Madre Tereza de Calcutá transformar-se-ia numa figura santificada no ponto de vista católico ocidental, vivendo neste meio, pois através de sua compaixão ela sempre se predispôs a ajudar e a amenizar a dor de todo e qualquer semelhante, portanto é necessário olhar para tais acontecimentos e buscar neles o caminho do meio.
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Antes mesmo de alcançarmos o despertar podemos entender que não existe caridade no sentido que tal ato é atualmente compreendido pelas religiões.
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As religiões acreditam que devemos nos esquecer de nós mesmo e vivermos para o nosso semelhante como forma de crescermos espiritualmente, o que não é verdade, se ao praticarmos um ato altruísta e com ele nos sentirmos bem, teremos a tendência inata de querer repetir aquele fato para que possamos sentir novamente aquele prazer, aquela leveza, ou seja, fazemos por nós mesmos, pelo bem que tal ato nos proporciona e isto em si já não é maravilhoso?
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Podemos compreender que em última instância quando ajudamos alguém estamos no fundo ajudando a nós mesmos a nos sentirmos melhor e ter a oportunidade de apreender com o próximo e seu histórico de dificuldades nesta vida.
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Numa outra esfera de compreensão que só pode ser plenamente realizada através da experiência direta com a verdade e não através do meio lógico e intelectual, ou seja, só pode ser vivenciada através da iluminação, mas que podemos ter uma vaga idéia através da linguagem, compreende-se o seguinte:
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Como você se sentira ao saber que o mendigo que se encontra jogado na calçada, o doente em sua cama, o moribundo no seu leito de morte ou a mãe que passa fome junto com o seu filho não são separados de ti? E que tais pessoas são você mesmo? Desta forma quem você ajudaria ao socorrê-las? O outro ou a ti mesmo?
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Ao atingirmos o despertar espiritual através da iluminação pela prática do poder do agora ou do poder do silêncio ou através de qualquer outro caminho espiritual genuíno, estaremos contribuindo até mesmo com o individuo que se encontra na esfera mais longínqua do nosso planeta, uma mente que se ilumina torna a mente humana mais iluminada, a luz da iluminação espiritual ajuda a todos os nossos ancestrais assim como todos aqueles que ainda não nasceram neste plano, você consegue crer haver ato mais altruísta que este?
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Ao atingir a paz profunda através do seu bem estar interior você vibra numa sintonia que auxilia a todas as pessoas a sua volta que esteja em qualquer lugar do tempo ou do espaço.
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O Poder do Agora mostra-nos um caminho para o despertar que não depende da prática altruísta da forma tal como compreendida pela religião, a religião muitas vezes é um empecilho para compreender as leis espirituais.
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Da prática de caridade nasce muito orgulho, sentimento de poder, destaque individual, realização pessoal, bens esses que interessam somente ao ego humano.
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O que seria do filantropo sem o seu reconhecimento pessoal e coletivo de que existem pessoas miseráveis que necessitam de sua ajuda?
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A caridade depende da miséria para existir e a miséria depende da falta de consciência, portanto a caridade muitas vezes é um meio de lidar com os efeitos e não com as causas e raízes do problema.
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Eu só posso ajudar a mim mesmo, mas devo lembrar-se que ajudar ao próximo é também ajudar a mim e que, portanto o auxilio a quem pede ajuda é um ato que me ajuda atingir a minha própria auto-realização, assim como pedir ajuda, porque é eficaz para desinflar o ego, o grande empecilho do nosso “crescimento” espiritual.
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Por esta o ego não esperava, ser desmascarado até mesmo no seu ato dogmático que ele ilustra e declara-o como virtude moral e meio para a salvação.

Espiritualidade ou Religião?




A espiritualidade não depende da religião.
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A religião para ser genuína e para alcançar o objetivo do qual se propõe necessita da espiritualidade, a religião sem espiritualidade fracassa, porque a espiritualidade é a qualidade transcendente da religião, e o seu coração, o seu cerne.

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No entanto a espiritualidade encontra o seu êxito através da realização íntima da potencialidade divina que cada humano trás dentro de si não dependendo da religião para alcançar este êxito.
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Eckhart Tolle, mestre espiritual e autor do livro "O Poder do Agora" através de sua experiência com a iluminação, tornou-se prova viva e histórica deste fato que afirmo nesta reflexão, o seu encontro com o Ser não deu-se através de uma longa caminhada religiosa em busca de uma redenção, da iluminação ou do nirvana, deu-se num momento agudo de crise do pânico, no meio do desespero e da idéia trágica de suicídio, quando então a espiritualidade, fenômeno inerente e intrínseco a toda manifestação de vida surgiu através de um pensamento súbito naquele instante que rompeu com o paradigma que Tolle trazia dentro de si e em seguida ele alcançou a iluminação.
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Um dos motivos de haverem tantos seres humanos sem fé, e que se apóiam através de sua razão tão somente na ciência, ciência que quando praticada sem consciência leva a destruição é decorrente ao fato da religião, também praticada sem consciência e que conduz a fenômenos profundamente ambíguos e contraditórios como o fanatismo, o terrorismo, a violência explicita, o preconceito e a disputa pelo monopólio da verdade.
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Entretanto a ciência tem uma vantagem com relação à religião, o ser humano em seu estado grosseiro não necessita de nenhum esforço para se beneficiar do avanço da ciência, o fato de eu ter a oportunidade de escrever este texto neste blog no momento e disponibilizá-lo em minutos para toda a web e todo o planeta é uma conquista do avanço científico e tecnológico, no entanto, como pode alguém se convencer tão facilmente com relação aos benefícios da espiritualidade ou da religião?
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A religião é sem dúvida alguma umas das maiores barreiras existentes para o despertar espiritual do ser humano, este despertar espiritual depende tão somente de um despertar da consciência para o seu estado natural e não de ritos religiosos, a meditação é uma caminho maravilhoso para a transformação interior, para o despertar da consciência, a oração é também um caminho mas o sermão é na maioria das vezes uma técnica de ataque, de persuasão tendenciosa dirigida para interesses de determinadas facções e para o fortalecimento de instituições religiosas que convencem através do discurso os fiéis a pagarem o dízimo, a contribuírem com o seu dinheiro para que tenham a possibilidade de alcançarem um estado de graça, sempre dependente de um intermediário, de um interprete de um líder, um pastor ou de uma igreja.
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Desta forma, algumas religiões mais do que outras, se aproximamaram da qualidade espiritual através de ensinamentos milenares que reconhecem na disciplina pessoal, na prática da meditação e no encontro de si mesmo, meios que possam conduzir o seu adepto ao êxito em seu objetivo, o despertar espiritual.
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Diríamos que a religião é como uma semente; a meditação, o amor e a prática do altruísmo desapegado de seus resultados são as flores e a espiritualidade são os frutos que quando verdes tem um efeito catártico e quando maduros conduz a iluminação.
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A espiritualidade tem a capacidade de unir os seres humanos e a religião é uma das maiores causas de separação, crimes, diferenciação, julgamento, condenção, culpa discussão e cismas.
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A espiritualidade não só é a qualidade transcendente da religião, como é também a sua essência, se utilizarmos uma alegoria vedanta diriamos que a religião é o ego o pequeno e ilusório eu, enquanto a espiritualidade é o Atmam ou seja a grade alma o Eu Superior capaz trazer todo entendimento necessário para a iluminação e para a auto-realização humana.
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Sou espiritualista mas não sou religioso, precisamos de mais espiritualidade e não de mais religião, precisamos de amor e não de mais disputas pela verdade, todos precisamos da verdade, portanto não precisamos disputá-la.
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Quero deixar registrado aqui, meu agradecimento a todas as religiões que reconhecem a necessidade de uma conversação e união ecumênica, todos nós temos os mesmos problemas e dificuldades pela frente e todos nós precisamos de uma mesma solução que nos forneça paz, amor, entendimento e a confraternização universal para que o paraíso possa se concretizar na terra através da ascensão espiritual humana.
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Se tiveres que escolher entre espiritualidade e religião, escolha a espiritualidade, vá direto à fonte! Não aceita uma verdade de segunda mão!
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Permita a ti mesmo experenciar a verdade, permita a ti mesmo encontrar o ponto de mutação para a sua transformações e para o seu despertar!

UM SÓCRATES MODERNO

Os três textos que irei postar a seguir tratá-se de uma reflexão sobre o trabalho do mestre espiritual alemão Ekckhart Tolle autor do livro O Poder do Agora, estes textos além da obra de Tolle versam sobre a diferença entre espiritualidade e religião, o verdadeiro significado do altruísmo e o exercicio de se viver o agora.

domingo, 21 de junho de 2009

EU E SÓCRATES



Poderia parecer megalomania "das bravas" semelhante àqueles acessos furiosos de mania de grandeza da minha adolescência, escrever um texto cujo título é "Eu e Sócrates", mas não, na idade adulta não o é.

Entretanto um traço adolescente que precisa ser deixado para trás está explicito no inicio desta reflexão, é esta tendência de utilizar justificativas, como alguém que, de tão habituado que está de atacar e ser atacado, já levanta suas defesas esperando o "inevitável ataque".

Rodeios à parte, posso francamente dizer para mim mesmo neste momento: Não sei ao certo onde estou, não sei ao certo o que estou a fazer neste instante, não compreendo com exatidão este momento, não sei bem ao certo quem eu sou, portanto, de que maneira não admitir como Sócrates neste exato estágio cíclico da minha aparente existência terrena que "tudo quanto sei é que nada sei"?

Aos poucos aqueles significados fixos e atômicos vão perdendo a sua consistência de outrora e aquilo que parecia ser indivisível é descoberto passível de divisão, aquilo que parecia separado torna-se ponto de união e interdependência.
Os meio e métodos inquestionáveis para a formação de juízos de valores que determinavam de maneira cartesiana a realidade a nossa volta até então, tornaram-se duvidosos, dúbios, tudo devido a um "princípio de incerteza".

Ao reconhecer as nossas limitações e a ausência de sentido na investigação que isola um objeto do grande todo, afim de analisá-lo com precisão, descobrimos que por intermédio do raciocínio lógico de bases empiristas e positivistas não somos capazes de determinar o que é e o que não é real, pois não possuímos por meio dessas escolas modernas um método adequado para que por meio da formulação de teorias, fórmulas, gráficos e modelos simbólicos representativos de uma realidade direta, onde sejamos capazes de descrever a verdade arbitrariamente.

Nos acostumamos ao fato de que a ciência nos permitiu manipular (aparentemente) uma “ampla realidade” e de que, portanto esta abordagem de avaliação de mundo e existência humana é inquestionavelmente o meio mais confiável, racional e preciso que possuímos para estabelecer aquilo que denominamos realidade, quando no entanto, ao observamo-nos como seres dotados da qualidade chamada emoção, nos vemos preso a mesma cadeia de acontecimentos deterministas do ciclo da existência de encontros, desejos, expectativas, medos, inseguranças, união, separação, desencontros, angústias, incertezas, nascimento, crescimento, envelhecimento, doença e morte, fatos estes presente no tempo de Sócrates e em nossos tempos de maneira indelével, inquestionável e aparentemente imutável.

E da mesma forma que naquela época; hoje temos aqueles homens que levantam a suas vozes para apregoar a verdade, a vangloriar-se de seus métodos, crentes da capacidade humana de explicar objetivamente a realidade que compõe o mundo a nossa volta, crentes na razão como meio e forma de alcançar o conhecimento pleno dos objetos que aparentemente nos rodeiam.

Caso os nossos homens de ciência de hoje se deparassem com Sócrates iriam experimentar o mesmo constrangimento dos sábios atenienses de outrora que ao se predisporem a ensinar e esclarecer ao sábio-ignorante filósofo sua metodologia e descobertas científicas, recebiam uma enxurrada de questionamentos plausíveis e palpáveis a ponto de no rodeio de suas dissertações encontrarem-se tão "precisamente embaraçados" que teriam apenas uma saída para este cheque-mate, confessar tal como Sócrates a sua plena ignorância. Ter seu orgulho ferido, por ter que confessar ignorância diante da matéria que antes fazia do individuo um "Phd" é realmente constrangedor.

O orgulho desses egos furiosos mataram Sócrates.

Mas agora eu encontro um contra-ponto entre eu e Sócrates, sinceramente não quero levar nenhum homem ao ridículo e nem mexer com o orgulho alheio, não para evitar a cicuta ou aborrecimentos, mas, para não perder o foco de minha busca.

E é com muita alegria que vejo que hoje existem muitos Sócrates modernos semelhantes a mim, que questionam o mundo em si mesmos, percebem muitas brechas, trincas e rachaduras sobre as paredes da "pseudo-razão" e suas ramificações científicas, filosóficas, políticas, econômicas e sociais.

Há algo por de trás deste véu de maia, há algo por de trás do aparente modelo simbólico que utilizamos em nosso dia-a-dia.

A tendência de interpretar o presente por intermédio da limitação de nossas experiências passadas está ultrapassada, encobrimos os nossos olhos quando assim o fazemos, acreditar que nossos planos para o futuro apoiados nesta antiga metodologia que é o empirismo, modificará a nossa realidade de amanhã, é algo por demais ingênuo para mim hoje.

Acreditar que existe um outro jeito, ou seja, fazer uso de um dos pilares presentes do caminho da fé que é o de acreditar antes mesmo de ver e manter a mente aberta é o primeiro passo para ultrapassarmos o paradigma diante do qual nos deparamos.

Mas para começar seja talvez necessário um enunciando, um postulado, minha mente ocidental é obcecada pela precisão e profundamente temerosa de deparar-se com o desconhecido e com o inexplicável, vamos então utilizar uma ponte, um corrimão, até que nos sintamos seguros para nos lançar ao método que nos propõe este novo jeito.

Primeiro enunciado: A verdade é.

Sendo, a verdade é inerente ao Ser.

Como seres estamos inseridos dentro da realidade, embora a possamos interpretá-la erroneamente e criar em nossas mentes um modelo totalmente distinto daquilo que seria real por intermédio de um mundo simbólico e representativo que nos impediria a experiência direta da realidade, tudo isto devido a teorias imprecisas que conduzem a crenças errôneas.

Se a verdade é, só há um meio de conhecê-la que é sendo, experimentando-a, vivenciando-a, encontrando a verdade em nós mesmos, conhecendo-nos, pois o efeito não pode preceder a causa e a o fruto não pode ser diferente da sua semente e a luz somente pode se estender através de uma Fonte e uma gota do oceano sintetiza todo o Oceano.

Portanto, a verdade não pode ser descrita ou explicada por intermédio de nossos signos, fórmulas, teorias, gráficos, geometrias e números, descobrimos a verdade, sendo a verdade e ao nos depararmos com a realidade de quem somos realmente.

Neste sentido não há nada que possamos observar por intermédio dos sentidos que contenha "mais realidade" do que nós mesmos. O princípio daquilo que é real e daquilo que não é real é inerente ao homem, não está fora dele, mas dentro dele.

O que afinal pode existir fora de nossas consciências?

A Ciência do Ser é o caminho e voltar-se para dentro de si mesmo é o nosso método de agora em diante.

Você tem interesse de conhecer um pouco mais deste outro jeito?

Siga a voz da sua consciência, de continuidade ou não a esta literatura, você é livre para fazer esta escolha, eu e Sócrates apenas estamos lhe convidando a caminhar conosco apenas por algumas horas, tenha certeza de uma coisa, estás em boa companhia.


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