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Mostrando postagens com o rótulo Revolução Interna Para a Promoção da Paz

Domar a Serpente

Há uma opressão própria e intrínseca à existência humana, que Sidharta Gautama chamou em sua primeira nobre verdade de a verdade da existência do sofrimento, o que o fez concluir em uma outra das quatro nobres verdades,  existir também uma causa e origem para a existência do sofrimento. A opressão é uma dessas causas, tudo aquilo que nos impõe limitações  como indivíduos pode ser considerada uma opressão, o próprio corpo é uma dos primeiros elementos restritivos da consciência humana, pois nos impede devido a limitação dos seus sentidos, de enxergarmos uma realidade mais ampla, tomar consciência de fenômenos mais sutis, de observar com precisão cada causa e efeito decorrente de todas as suas atividades e dos movimentos do mundo a sua volta, assim como exige de nós, esforços para sua manutenção, cuidado, etc. Decorrente desta opressão, das dificuldades do nosso cotidiano, da luta pela sub existência, do medo constante de diversos ris...

Realizar nossos desejos é nos fazer livres?

Houve um tempo em que a realização dos meus desejos, era visto por mim, como a realização da minha liberdade. No entanto, eu não podia perceber (ou procurava ignorar), qual era a fonte dos meus desejos, ou seja, de onde vinha o impulso para o desejo em si. Quando observo de maneira despreendida, posso admitir que grande parte dos meus desejos funcionam tal como um programa pré-estabelecido de maneira inconsciente e que só é percebido quando emergem na consciência, e quando o impulso para a sua realização é observado nos reflexos das minhas ações. Imaginem que todos os desejos de um indivíduo tenham como origem o seu meio, ou seja, todos os seus impulsos e todas as suas ações estejam direcionadas a imagens representativas de valores pré-estabelecidos, por exemplo, o "homoeconomicus" é o ideal humano mais presente na sociedade global hoje, é o tipo de individuo que concebe a sua realização por meio das suas conquistas financeiras, ele considera que...

Superficialidade e Profundidade

Superficialidade e profundidade na visão deste blogueiro não trata-se de conceitos éticos ou morais. Não são expressões para definir valores e diferenças entre seres humanos, mas são parâmetros que podem nos auxiliar em nosso próprio desenvolvimento. Imaginemos a superficialidade como a escala mais baixa de uma medida e a profundidade a sua escala mais alta. Agora imaginemos o oceano, agitado em sua superfície, totalmente susceptível a influências externas como o vento e a influência magnética dos astros e completamente silencioso, pacífico e imóvel em sua profundidade, sendo um rico habitat natural para diversas espécies marinhas. A superficialidade está ligada aos nossos sentidos, são sensações advindas sem nenhum esforço e decodificadas imediatamente tal como um reflexo condicionado, está relacionado a padrões de crenças profundamente enraizadas, e tais como máquinas programadas, respondemos através de nossos sentidos a estímulos dentro de determinados padrões pré-est...

O que está interferindo com a minha paz interior?

A paz é o estado natural do ser. Estando integrado com a sua natureza, em sintonia com a sua própria essência e alinhado com todas as linhas gerais que compõe as leis que regem a vida é impossível para o individuo, não vivenciar continuamente o estado de paz. A paz é sinônimo de alegria. Porque só a paz nos permite viver com intensidade cada instante, cada minuto, cada segundo que a vida nos proporciona. Se não estamos em paz sofremos por conta de diversos estados que demonstram claramente que a nossa integração, sintonia e alinhamento com a nossa natureza sofreu algum desajuste de nível e, por esta razão, estamos experimentando um efeito colateral que pode ser manifesto através da inquietude, da angústia, do medo, da preocupação, da ansiedade, ou seja, através de alguma espécie de sensação que nos perturbe e que faça-nos perder a consciência da nossa essência, a referência primordial do nosso centro. Quando perdemos a referência do nosso centro, ou se...

Contornando Obstáculos no Processo de Mudança

Quando olhamos para trás e lançamos um olhar crítico sobre a nossa história pessoal e o seu desenvolvimento, notamos muitas das vezes, não sem dor ou uma pontada de culpa, que há muitos anos convivemos com “defeitos” e “imperfeições” que a muito tempo identificamos e que, no entanto, ainda não conseguimos superá-los de forma satisfatória, como gostaríamos. Porque isto acontece? Entender como funciona nossas mentes e observá-las através de nossas próprias experiências é fundamental para entendermos todo este processo vivenciado no passado e conhecer os meios para a realização de uma mudança efetiva no presente. Há um mecanismo na matriz de nossas mentes, que guarda uma forte defesa contra mudanças, isto acontece porque em experiências anteriormente vivenciadas, a mudança veio acompanhada de traumas de perda, de angústia e de medo. Por este motivo, mesmo vivenciando situações intensamente desconfortáveis, por conta de nossos próprios hábitos e atitudes ou devido a qual julgam...

"Para Aqueles que Decidiram pela Mudança de Si Mesmos" 2ª Parte

A sabedoria sempre está acompanhada da simplicidade. Mas a modernidade com todos os seus avanços tecnológicos, a informação massificada despejada sobre nós todos os dias pelos meios de comunicação e o comportamento consumista que faz do ato de comprar coisas um meio para a realização humana, nos distanciaram quase que completamente da simplicidade do Ser. O desejo por sensações e mais sensações tem destruído a sensibilidade humana, pois quanto mais experimentamos novas sensações, maior é a necessidade pela busca de sensações mais intensas. O ser humano é um fenômeno muito rico e abrangente, possui capacidades únicas na natureza, nasceu para buscar a sua plena integridade e a sua completa auto-realização, no entanto, a sociedade não provê por meio de sua educação, meios que possam dar suporte para o crescimento e o amadurecimento dos indivíduos, muito pelo contrário, a sociedade é opressiva, a família é opressiva, o medo impõe sobre as pessoas limites desnecessários, o preconceito ...