quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ser Nada É Ser Tudo...



Ser nada é ser tudo...

Nada pode ocupar o lugar daquilo que É.

Fique em silêncio e deixe o mundo em paz, deixe cada coisa no seu lugar, não interfira. Faça isso com o mundo e o mundo nunca mais lhe perturbará.

Mundo? Onde está o mundo?

Olhe pra mim, não vejo nada assim... E nem sinto falta de ver as coisas por este modo.

Sabe o que é felicidade?

Felicidade é não querer nada de nada e de ninguém; e é assim que o mundo desaparece. Só ficamos com aquilo que esta presente e isso é suficiente; não há mais desejos, medos, buscas e procuras.

SER... É não ser nada.

Tudo é amor aqui, tudo é Vida aqui e tudo é Deus aqui!

Chamo isso de Entrega. Renda-se ao que é! E ao amar o que é e ao não lutar contra nada essa entrega revela o poder de Ser, de Ser nada, sim, pois ser nada é ser tudo.
Quem está presente Nisso?

O sentido do "eu" tem sua vida neste pensamento: Sou e quero algo diferente do que tenho aqui. E isso é sofrimento e ilusão.

Ser nada é ser tudo...




Fonte:
Escrito por Marcos Gualberto entre um diálogo seu e Andrea Zafra e com pequenas adaptações neste blog.
orginal no endereço eletrônico:

"Não me envergonho em ser tal como uma criança"



Não me envergonho em ser tal como uma criança e não me importo com a aprovação ou reprovação daqueles que veem nessa atitude algo infantil, pois eu sou infantil.

Tal como uma criança eu não tenho futuro, não o planejo e se quer penso a respeito de algo que possa acontecer amanhã.

Tal como uma criança eu esqueço do ontem, não ando pela vida carregando o peso da memória inútil cheia de ressentimentos, medos, traumas e desconfianças, daquilo tudo que já não está presente no agora.

Tal como uma criança abraço todos aqueles que surgem em meu caminho e me entrego em espírito de profunda amizade e confiança.

E tal como uma criança eu nada possuo e não tenho ambição alguma.

Este é o momento que eu vivo hoje, não é uma imagem a qual me agarro, pois todas as imagens que eu fazia de mim mesmo foram destruídas por um furacão amoroso chamado Satsang!


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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Wu-Wei Write (A escrita através da não-escrita)


Ao caminhar não deixo rastros,
Estou sempre leve porque nada acumúlo,
Não olho para o futuro e morro para o passado,
Meu presente é isto: Tudo!

Minha riqueza está na minha ausência de posses,
Minha liberdade abrange todas as minhas limitações,
Nada quero e nada busco e, no entanto, tudo surge,
Surge da Grande Vida e me trás tudo o que necessito.

Não sou contra nada e por nada luto,
Porque simplesmente não sou ninguém.
E por ser ninguém eu sou o todo,
O caminho e o caminhar, a busca e o buscador.

Não veja isto escrito como algo, como meu rastro,
Como minhas palavras, como meus adereços e ídolos,
Nem eu sei o que é isto, porque eu nada escrevo,
Apenas permito que palavras se manifestem através de mim.

Eu apenas vivo. É só isto.
O que há de mais para se fazer se viver já é tudo?
Não sou e não conheço nada além da vida!
E a vida está em mim e além de mim mesmo!


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