quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Você não necessita de Entendimento




Você acredita que necessita de entendimento, porque você acredita que necessita de defesas, deixe esta crença de lado e, deixe este medo se dissolver e toda necessidade de compreender qualquer coisa desaparece, porque você não mais necessita de defesas.

Meu Mestre Marcos Gualberto diria: "O único entendimento necessário é de que, nenhum entendimento te é necessário".

O que é necessário é que todo conhecimento emprestado se dissolva, junto desta dissolução o medo, todas as defesas e todas as ambições também se dissolvem, e nessa entrega a sua Real Natureza, neste relaxamento, neste descansar no nada saber, nem se preocupar em saber, neste abismar-se diante do incompreensível, do inominável, do incognoscível, você se encontra diante daquilo que é você, e você é tudo aquilo que você necessita encontrar.

Em Satsang só há você.

O Mestre só esta ali para te ajudar a lembrar disso e apontar para o único encontro possível, este. 

E se só há você, quem é o Mestre? Quem é você?

Não responda, relaxe neste não saber...


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Há alguém para Despertar? Para se Iluminar? Para se Salvar?






Se houvesse "alguém" para despertar isto significaria que a ilusão é real, que o sono é real, e que a vida é capaz de "esquecer-se de si mesma". 


Não há ninguém para despertar, assim como não existem reinos galácticos, celestiais ou infernais, tudo isto está na mente, e a mente é um sonho e todos os projetos que existem num sonho, apenas parecem existir, porque o sonho de fato não existe e não há ninguém à dormir. 


Buscar o despertar, a iluminação ou a salvação é presunção, ambição, pura ilusão, porque afinal quem é este que busca? 


O real não busca, porque o real é. 


O ilusório busca e jamais encontrará, justamente porque não há nada a ser encontrado e porque a própria busca é uma fraude, uma estorinha dentro do sonho, é o espaço buscando o preenchimento no objeto que o habita.

Enquanto houver busca, ambição, desejo, projetos, objetivos, lhe arrancando do simples estado, deste presente instante inexplicável, insondável e indescritível, sempre presente como pano de fundo para todas as histórias, haverá este sustentáculo da ilusão, que é o milagre dos milagres, o paradoxo dos paradoxos que é a presença de um sonhador, onde de fato só há o sonho acontecendo e ninguém o sonhando.

Desista de existir e apenas exista.



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O Fim de Todos os Relacionamentos





A relação mestre-discípulo é a última relação que você pode viver, se você se entrega verdadeiramente a esta relação. A partir daí todas as relações desaparecem...

A relação é uma mentira profundamente sutil, o vínculo é de fato uma prisão, não importa de qual nível seja, e é nessa última relação que a verdade surge, de forma avassaladora e mortal. 


E quando a verdade surge, não há mais relações, não há mais vínculos, só há o fluir da própria vida consigo mesma, não há mais ninguém para se relacionar com alguém.

Fica somente aquilo e nada mais.




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quem é Marcos Gualberto? Como o Encontrei? E Qual é a proposta do seu trabalho em Satsang?


Para responder essas três perguntas, procurarei ser breve e direto, resumindo da forma que me for possível. Ao responder a primeira questão, não há nenhuma preocupação quanto a questões de ordem biográfica, isto todos podem se informar através do blog do Marcos Gualberto - www.marcosgualberto.blogspot.com.br - sua primeira vivência com a meditação profunda aos cinco anos de idade, sua criação dentro de uma família evangélica, sua busca incansável por Deus na juventude, sua formação em teologia, sua vida como pastor evangélico, seu encontro com Ramana Maharshi em 1986 através de uma foto em um livro e, a partir daquele instante, a presença da Graça de Sri Bhagavan Ramana Maharshi. A dissolução da ideia de um "eu presente" em 2007, vinte e um anos depois deste encontro. Ou seja, falarei a partir daquilo que vejo, que sinto e que pude vivenciar nesses dois anos e três meses participando assiduamente de um trabalho chamado Satsang.

Quem é Marcos Gualberto?

Em última instância Marcos Gualberto é a Presença da Graça na forma, é a Presença do Amor na forma, é a Presença da Alegria na forma, é a Presença da Liberdade na forma, é a Presença de Deus na forma, é a Presença, é a Consciência em forma humana e, é aquilo que não possui forma e está além do conhecido, além do tempo e do espaço. 

Isto o torna especial? 

Não necessariamente, porque Eu Sou Isto também, você que lê essas linhas também é a Realidade Suprema, princípio e fim de todas as coisas, Espaço Sagrado e Ilimitado onde tudo aparece e desaparece, permanecendo intacto, imutável, indescritível, incognoscível, Deus.

No entanto, dentro deste assim chamado plano fenomênico, dentro desta ideia superficial de um "eu vivendo a vida no mundo", quantos de nós vivemos em consonância com aquilo que somos verdadeiramente em nossa real natureza? 

Quantos de nós vivemos em "tempo integral" completamente livres de preocupações, de medo, de ansiedade, transtornos, de tristeza, de aborrecimentos, ressentimentos, mágoas ou frustrações? 

Quantos de nós vivemos completamente integrados ao Todo, em alegria plena e ininterrupta, em liberdade plena e ilimitada, em amor total e incondicional por tudo e todos, em leveza, em graça, em sabedoria? 

Muitos raramente um dia irão se deparar com "alguém" que viva nesse estado pleno de Graça, primeiro porque é impossível haver "alguém" vivendo desta forma, segundo porque ao encontrar "alguém" vivendo nesse estado, além de todos os estados, e puder assim permanecer ao seu lado, junto deste "alguém" perceberá algo surpreendente: "O você que você acredita ser não existe, e o você que é você é o todo, é Deus, é este pleno estado de Graça."

E eu vós digo, Marcos Gualberto é este "alguém" que não é um "alguém". Que não conhece mais ansiedade, ciúmes, inveja, possessividade, sofrimento, e todas as mazelas mentais, emocionais conhecidas, que não sofre nenhum abalo, diante de qualquer acontecimento, fato, situação que a vida possa lhe apresentar momento a momento. 

No seu dia a dia esta presente simplesmente a vida comum, vivendo como cada um de nós, mas na completa ausência de sofrimento, ele faz compras, vai ao mercado, joga videogame, gosta de peixe, de achocolatado, de sorvete, é muito amável e ama profundamente estar em Satsang compartilhando desta alegria, deste amor, desta vivência direta.

Encontrá-lo e permitir-se vivenciar um trabalho junto do Marcos é uma Graça Divina, um presente incalculável e imensurável da existência, da vida, dando-se, doando-se, derramando-se sobre si mesma.

Como eu o encontrei?

Desde criança estive profundamente ligado a esta auto-observação de si mesmo, desde a mais tenra infância vivi experiências que me apontavam para um estado além de todos os estados, que me apontavam para um vida plena, real, além de tudo aquilo que me era apresentado por meus pais, por todos a minha volta, no entanto, nenhuma experiência extraordinária.

Com o passar dos anos e o distanciar-se da primeira infância, pareci me afastar desta naturalidade presente e "como todos" passei a me identificar completamente com o corpo, com o nome, com uma história pessoal, vivendo esta aparente vida separada da própria vida, sofrendo enormes dificuldades para atender aquilo que o mundo parecia exigir de mim, uma constante luta por adaptar-se a um sistema tal como me foi apresentado. Eu estava cheio de sonhos, desejos e ambições. 

Vivendo em conflitos contínuos, diagnosticado com transtorno bipolar, na época chamada de "psicose maníaco depressiva". Sofrendo e na busca por "solução", por respostas, por explicações, pareci me tornar um "buscador espiritual". Foi quando o sofrimento pareceu aumentar ainda mais, porque se antes, era só e simplesmente um sofrimento, uma dificuldade, passou a ser um sofrimento filosófico, cármico, algo real que precisava ser superado, destruído, ou seja, aumentaram-se os conflitos, as divisões e contradições internas, a tensão entre aquilo que eu parecia ser num determinado momento e a presença de um ideal do que eu deveria me tornar, através de uma reforma íntima, de práticas, e assim me tornar realmente um "homem bom" para agradar a mim mesmo e aos outros, para me tornar especial e assim poder "ajudar aos demais". No fundo apenas preocupado em se afirmar como "alguém".

Esta tensão não poderia ser suportada por muito tempo, diversas válvulas de escapes estavam presentes como forma de tentar aliviar o acúmulo dessas tensões, entre elas: busca por um conjugue ideal, busca por romance, desejo desenfreado por sexo, uso de bebida alcoólica em excesso, comida em excesso, dormir em excesso, e tentativas de fugas mais sutis, como leitura, espiritualidade, idealismo político e social, etc... 

Sem dar-se conta que, desde os mais sutis recursos, até os mais rudes, todos sem excessões, eram meios de fuga, era uma forma de não olhar verdadeiramente "para dentro", encarar o vazio e investigar destemidamente o que eu sou de fato.

Intuitivamente e sentido a Presença do Mestre desde criança, num determinado momento a fuga começou a se mostrar, os excessos começaram a diminuir, os conflitos se tornaram mais amenos, e naturalmente comecei a se voltar mais para si, sentia a necessidade de deixar de ler, de deixar de buscar qualquer coisa de forma desenfreada e desesperada, de abandonar todas as teorias, todas as práticas espirituais, era claro, nítido na presença do sofrimento que nada dessas práticas, dessas teorias, dessas ideias realmente funcionavam, "eu" precisava de um outro jeito.

Foi quando me deparei com um livro que tornou-se o último livro que eu viria a ler e a me dedicar ao seu estudo, este livro se chama "Um Curso em Milagres". 

Basicamente o ponto central desta obra é conduzir o seu estudante a uma abertura tal em si mesmo, capaz de lhe permitir viver o encontro santo, que seria um momento em que dois indivíduos vindo a encontrarem-se em completa ausência de defesas e julgamentos (nem que por um instante), recebem a graça da Presença que revela por meio de um milagre (o milagre em Um Curso em Milagres não é um acontecimento mirabolante, mas o desfazer de uma ilusão, de um bloqueio que impeça a percepção da presença do amor, e da ilusão central que é a crença na existência numa entidade separada do todo), e através deste encontro surge o percebimento de que ambos não existem separados, mas são uma só "mente", um só Ser, uma só realidade presente. 

Para isto entreguei "meus esforços" na busca por este encontro santo. Alguns anos depois lendo, estudando e me dedicando a um Curso em Milagres, percebi que algo ainda estava faltando, não estava sendo suficiente a "minha" entrega a tudo e a todos que surgiam a "minha" volta, algum elemento ainda estava ausente ali. Apesar de não ter crescido dentro de uma família que me trouxe uma formação religiosa, no que concerne a "religião e a espiritualidade", "meus" pais me deixaram completamente livres deste condicionamento, usei o recurso que, quando todos os recursos parecem se esgotar, muitos de nós procuramos: a oração.

O Curso em Milagres dizia que orar pedindo aquilo que já é a vontade de Deus, é uma das mais poderosas ferramentas para acessar a realidade, e que a vontade de Deus não espera no tempo para se concretizar. Pois bem, eu orei, me voltei a Deus como Pai, como a Divina Mãe, e lhe disse: 

Sinto que a minha busca é sincera, e que é de coração, deixei "vida profissional", "busca amorosa", deixei tudo para me voltar a esta busca, tenho me entregue a tudo e a todos e sinto que de alguma forma estou no caminho, no entanto, sinto que está faltando algo, não tenho vivido este "encontro santo". E em seguida eu pedi: "Quem dera eu pudesse estar com "alguém" que já houvesse encontrado isto que busco, que já tenha realizado Deus em si, que já não mais viva no emaranhado de ilusões, de sofrimentos, de dificuldades, que já tenha se libertado completamente das amarras do "ego". E conclui dizendo o motivo para o qual eu pedia por aquele encontro: "Quem dera através deste encontro eu possa vivenciar o instante santo?".

Feito o pedido em oração, se passaram cerca de duas horas, como o original do livro Um Curso em Milagres é em língua inglesa, na época eu estava me dedicando a este idioma e usava um programa na internet chamado Paltalk Senses, uma plataforma de chat on-line com salas temáticas que permitem transmitir texto, voz e imagem, para interagir com outros estudantes deste idioma em diversos países, assim como participar de uma sala de estudantes do Curso em Milagres nos Estados Unidos, país de origem desta obra. Neste dia no entanto, intuitivamente senti que eu deveria acessar o menu correspondente as salas registradas no Brasil, e não havia motivo para aquilo porque eu já conhecia as salas existentes ali e nenhuma delas era do "meu" interesse. 

No entanto, eu ali estava, e observando o título das salas me deparei com "satsang marcos gualberto", na época "eu possuía" uma ideia muito vaga do que viria a ser um Satsang, nunca havia participado de algum, não conhecia nem um mestre advaita, nunca havia estudado sobre o advaita-vedanta, apenas havia tido contato a cerca de dois anos anteriores do encontro com o Marcos, com uma foto de Ramana Maharshi, aquela foto me chamou a atenção, senti ali a Presença de Ramana e senti intuitivamente que ele me dizia: "Me espere, não se preocupe, eu irei até você." Diante daquilo não busquei estudar e nem obter informações para saber quem era aquele "senhor" naquela foto. 

Pois bem, eu entrei naquela sala, comecei a ouvir o Marcos e a sua fala, logo de cara foi um grande impacto, sentia que aquelas palavras ditas ali naquele instante, não eram palavras externas, que surgissem de uma fonte separada de mim mesmo, intuitivamente ouvia uma voz me dizer: É Ele! É Ele! É Ele que você pediu em oração para encontrar

Sim, duas horas após orar pedindo por aquele encontro, o pedido estava atendido e ali consumado, e ao mesmo tempo o instante santo aconteceu, e o percebimento de que o instante santo de fato estava acontecendo já há muito, já havia acontecido muitas outras vezes, e mais, era um "instante contínuo", mas a mente não havia permitido até então esta clareza. 

Foi assim que eu encontrei ao Marcos Gualberto, foi assim que a busca terminou e foi assim que o Eu Sou puro e simplesmente assumiu o lugar que nunca deixou de ser Dele, neste que eu acreditava existir como criatura separada, única e especial, "tornando-me" simplesmente aquilo que sou e nunca deixei de ser, no entanto, sem nada saber a respeito do "eu sou" ou sobre qualquer outra coisa e sem a necessidade de saber, apenas sou, nem isto e nem aquilo, apenas ser de forma simples e direta, sem "alguém" no controle, sem "alguém" na direção, "alguém" este que definitivamente nunca existiu.


Qual é a proposta do trabalho do Mestre Gualberto

É fácil observar que o Marcos não vê este trabalho como um trabalho seu, ele sempre nos disse que este é um trabalho da Graça, um trabalho desta Presença que tudo faz, desta Única Vontade, e para onde ela apontar e nos conduzir, é para onde iremos, sem nenhuma expectativa, sem nenhuma ideia de alguém no controle realizando este trabalho, sem se apoiar na ideia de motivos, de razões místicas, divinas, ou de propósitos mirabolantes, sem a crença de que este trabalho está aqui para salvar a humanidade. É a mesma compreensão que Cristo nos evangelhos compartilha: "As obras que faço, não seu eu quem as faz, mas o Pai que está em mim é quem realiza a obra".

A proposta do Satsang com Marcos Gualberto é: "Fiquem Perto". 

A fala, os encontros, os retiros, os intensivos, os encontros pela internet, são todos meios para que possamos permanecer próximos, estar próximo daquele que não mais se encontra identificado com a "limitação da mente e da aparente estrutura humana" ajuda-nos a ver por nós mesmos, que estamos além de todo sofrimento, de toda ilusão, o trabalho acontece na Presença do Marcos, um trabalho de profunda investigação de todos os truques da mente egóica, que através de uma cortina encobre nossa natureza essencial, um trabalho de meditação, meditação não como técnica, mas como encontro com nossa real natureza, com o nosso estado natural.

Hoje, aqui neste organismo que aparentemente vós escreve essas linhas, esta meditação está presente a todo o tempo, que é a presença deste silêncio, desta paz, emanada não de algum ponto fora de mim mesmo, mas do próprio ser, como diz o Marcos: "Meditação é o seu estado natural", e dentro do trabalho de Satsang isto é visto e vivido, não compreendido intelectualmente. 

Trata-se de um trabalho de entrega a sua real natureza, não é entrega a um mestre, a uma pessoa, a alguém, não é a entrega a uma instituição, a uma crença ou a algum ideal, é uma entrega a si mesmo, no abandonar-se toda a busca "fora" e olhar para si, e perceber que tudo aquilo que nos é necessário já se encontra aqui e agora, nisso que somos, em nós mesmos, a chave é você, o trabalho com o Marcos é uma facilitação, não para aprender qualquer coisa, no Satsang não há ensino, e o Marcos não tem nada para te ensinar, o que esta presente é apenas esta facilitação, que permite ver, sentir, de forma direta e por si mesmo.

Há uma presença profundamente amorosa no Marcos, esta atmosfera de amor profundo e sem acepções é altamente sufocante para a mente egóica, alguns permanecem e vivem a Graça desta Presença, outros se afastam com medo de que este amor possa-os matar. 

Este escrito, este relato é um testemunho sobre este trabalho, sobre este encontro, e é um convite, a todos os estudantes de Um Curso em Milagres (já que o curso é apenas um meio de recordar-se de que somos e estar diante daquele que recordou-se, é um estar diante da mesma fonte que originou o curso), é um convite a todos aqueles que buscam a "Deus" e sentem que não o tem encontrado em igrejas, seitas e religiões... É um convite para aqueles que sentem por intuição que a chave e a resposta está em si mesmo, mas por algum motivo não conseguem acessar isto... É um convite para todos aqueles que percebem o quanto a mente é uma auto-sabotagem sutil e constante, que impede-nos de ser, quem nós verdadeiramente somos, além de todos os condicionamentos, todo o adestramento social, todo o medo presente, este chamado é para vocês. Conheçam o trabalho, conheçam o Satsang. Venham estar juntos, será uma alegria tê-los conosco!



Tom de Aquino

terça-feira, 9 de julho de 2013

Satsang - Um Encontro Singular




Existe um estado comum a todos nós que é o Estado Natural, nele não há conflitos, não há medo, não há insatisfação, não há sofrimento, ou seja, um estado onde a vida se apresenta com toda sua plenitude e a verdade é uma contínua e única experiência de liberdade, de amor, de bem-aventurança e de felicidade.

A verdadeira realização, a real felicidade, não pode estar ancorada em nada daquilo que se encontra "fora de nós mesmos", da mesma forma, não pode estar ancorada em sentimentos, emoções, pensamentos e desejos, porque esses também são estados que vem e que vão. 

Tudo está em constante transformação, portanto tudo aquilo que pode nos ser dado, pode nos ser tirado, tudo aquilo que pode ser conquistado, pode e deverá num determinado momento se perder, porque são fenômenos transitórios, são os tesouros da terra onde "ladrões podem roubar e a ferrugem pode comer...". 

A verdadeira e única realização se encontra na direta constatação daquilo que verdadeiramente somos, em nosso estado real, em nossa Estado Natural, recordar-se disso é felicidade, e isto não é uma construção, não é um caminho, não é uma técnica, é uma imersão no Ser, é um encontro com o "Reino de Deus" que já se encontra em nós mesmos, mas que devido a presença desta ilusão do "eu" (esta ilusão mental), deixamos de perceber através de uma percepção direta a real e verdadeira natureza da vida.


Satsang é um encontro com a verdade, é um encontro com o Ser, onde nós somos lançados em direção a nós mesmos, você é o princípio e o fim de todas as coisas, o alpha e o ômega, e a verdade única que não pode ser expressa em palavras, mas reconhecida no silêncio, que é meditação e que é entrega.

Conheça-te a ti mesmo, porque nisso que é você se encontra o todo, nenhum Deus, nenhum mundo, nenhum ser separado daquilo que é você. 

A graça se revelando a todo instante, a todo momento, presente aqui e agora, apenas aguardando este olhar inocente, este olhar sem pretensões, sem desejos, sem planos, sem ambições, para se mostrar, para se revelar, para lhe fazer recordar de quem você é.

***

Acesse a agenda do Marcos e se programe para estar em Satsang conosco em nossos próximos encontros:


Para maiores informações acessem: http://marcosgualberto.blogspot.com

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Para Todos Aqueles que Nasceram para a Liberdade





Um asco espontâneo nasce naquele que, tendo nascido para a liberdade se depara com autoridades, cuja tirania se apresenta desde a mais tenra infância e muitas vezes na figura daqueles que lhe são mais próximos, como os pais.

Aquele que nasceu para a liberdade, cresce se sentindo humilhado, por falsos adultos a sua volta, que se fazem valer do tamanho e da força, para tentar colocar rédeas na criança que é liberdade.

Aquele que nasceu para a liberdade, desconfia de todo e qualquer ensinamento, sente o faro da tentativa do adestramento, da manipulação, daqueles que não sendo livres, buscam escravizar aos que lhe rodeiam, cortando asas, construindo muros, impedindo em sua covardia a liberdade alheia.

A liberdade nasceu em meu peito, em meu coração. Mas a rebeldia, o isolamento, o não-conformismo, o ódio e a revolução sufocada em mim mesmo, criaram prisões, e aquele que nasceu para a liberdade se viu aprisionado por suas próprias ilusões.

Foi aí que o Mestre apareceu, e só aquele que nasceu para a liberdade é capaz de entregar seu coração, com coragem e verdade, rendendo confiança plena, ao reconhecer naquele que também nasceu para liberdade, a liberação plena.

O mais profundo ensinamento do meu Mestre foi: - "Você não precisa de nenhum ensinamento, você já é tudo aquilo que busca, tudo aquilo que procura, relaxe neste não saber, relaxe no coração, e se renda a existência, pois seu destino é Ser aquilo que é você."

Se você nasceu para a liberdade, sentirá essas palavras também arderem em seu peito, se libertará das falsas amarras que parecem te aprisionar, e também reconhecerá nele um Mestre.

Se há esta coragem em ti venha, venha a um Satsang, venha a este encontro consigo mesmo. O Mestre é este espelho límpido, que irá revelar-te que você já nasceu Mestre, e que o Mestre já está em ti.

É preciso coragem para se abandonar na correnteza sagrada da existência, para calar-se e ficar quieto, para desistir de toda busca, de toda procura, de toda inquietação, de toda ambição, e reconhecer que não há saber, nem ensinamento, práticas ou meditação que possam te conduzir a ser aquilo que é você.

Isto meu Mestre me apontou. As ilusão caíram. E eu desapareci na imensidão da liberdade.

Só quem tem a coragem de abrir mão de si mesmo pode descobrir o ilimitado espaço da Liberdade.

Venha ao Satsang com Marcos Gualberto.


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Para maiores informações acessem: http://marcosgualberto.blogspot.com

domingo, 24 de março de 2013

Um Golpe Sutil da Inteligência



Zé era um espiritualista do século XXI, que além de espiritualista era muito engajado em política e suas extensões como; corrupção, meio ambiente, defesa dos animais, dando seus pitacos, assinando petições, participando de protestos, tudo isto na frente da tela do seu computador, na doce zona de conforto do seu próprio lar.

Zé se considerava um homem bastante inteligente, capaz de conversar sobre muitos assuntos diferentes, além da espiritualidade, meditação, arte, a já mencionada política, história, literatura, etc...

Sempre presente em sua personalidade o orgulho por ser alguém diferenciado, e para dar alto relevo a esta sua perspicácia, costumava realizar críticas constantes àqueles que curtem televisão e programas como reality shows, novelas, futebol ou que apreciavam aquilo que ele denominava como ruídos sonoros, como funk, sertanejo universitário, além de criticar veentemente aqueles que para ele eram verdadeiros analfabetos políticos, despreocupados de questões fundamentais para a sociedade, para o seu país. 

Mas sua especialidade mesmo era a espiritualidade, leitor de muitos livros, conhecedor de muitas tradições, sabia explicar tudo tim tim por tim tim.

Zé simplesmente havia se agarrado a algumas ideias e esteriótipos, admirava muitos mestres mortos (afinal, que ameaça pode representar um mestre morto para a hábil extrutura da mente egóica?),  criticava todos aqueles que ao ser ver não se enquadravam dentro dos seus rígidos parâmetros para qualificar um sujeito como iluminado ou não. 

E Zé era incapaz de levar a fundo uma verdadeira auto-investigação, mesmo entre os mestres mortos não poderia permanecer somente com um mestre (o que já é muito), quem dirá com um mestre vivo, para poder ali cavar fundo e chegar ao lugar de onde nunca saiu, para amadurecer verdadeiramente diante daquele Guru.

Sempre preocupado com a ideia do Guru verdadeiro, nunca percebe claramente que o fundamental é o surgimento do verdadeiro discípulo, que com certeza não é este promíscuo, que vive em busca da confirmação de suas ideias e crenças, bebendo de muitas fontes e nunca saciando a sua sede, e nunca compreendendo o significado de palavras como entrega e confiança. O verdadeiro discípulo é aquele que redescobre a inocência, e cuja busca nasce da pureza do seu coração e não da ambição da sua mente.

Zé era como todo e qualquer outro ser humano a sua volta, no fundo não tinha nada de especial, mas acreditava ter. Como todos possuiam suas contradições internas, suas mágoas, ressentimenos, suas alterações de humor, sofrendo os percauços da existência, suas percas, vivenciando suas crises, como qualquer outro que nunca nada leu sobre espiritualidade, mostrando que de fato, ler sobre busca espiritual é inútil.

Zé de fato, não tinha nenhum contato com o real, com o sagrado, não conhecia o silêncio. Por isto não percebia que o sagrado não reconhece territórios, nacionalidade, grau de intrução, e que desta forma, sua graça poderia manifestar-se para qualquer um, bastando apenas uma misteriosa ação de sua parte.

O sagrado não está nunca preocupado com política, filosofia, ciência, não percebe nenhuma natureza sendo destruída, corrompida, alterada, não reconhece discussões e contendas entre àqueles que acreditam saber alguma coisa, e que procuram provar uns aos outros a sua verdade, desconhece toda esta estupidez, esta pseudo-inteligência de muitos e muitos zés, como não reconhece nenhum trecho desta baboseira toda que estou a escrever aqui.

O Zé é de fato apenas uma ideia cristalizada, um ego-espiritual, o Zé definitivamente não existe... É apenas uma espécie de bolor na superfície, quando na realidade, o que está presente por de trás deste sonho é a existência, a sagrada existência presente, intacta, virgem e imaculada, apenas sendo aquilo que é.

Diminua e desapareça Zé!

Acorda Zé alguém, você não é ninguém!

Acorda Zé!



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