segunda-feira, 20 de julho de 2015

Como Descobrir o Amor Real?


O Amor real não é humano, mas o ser humano nasce da mesma fonte que o amor real. Como "humanos" descobrimos o real amor, quando, desaparecemos, no amor real.

E o amor real, se revela para a pureza de coração do devoto através da Presença e da Graça de um Guru.

O Guru é o AMOR REAL na forma, por isso, só Ele pode nos conduzir na direção de nós mesmos, na direção da fonte, na direção da Suprema Realidade.

Nenhum conhecimento revela isso. Porque não há alguém para conhecer coisa alguma, só há a Presença, só há a Graça. Tudo o mais, são ilusórias construções mentais, que não existem, mas que persistem em existir para esta estrutura mental cristalizada nessa crença de ser alguém.

E o AMOR REAL não pode ser aprendido, não pode ser explicado, as palavras que explicam nada explicam, mas o silêncio da Presença do Amor Real transforma o devoto, consumindo suas ilusões, destruindo suas crenças, desfazendo o seu sentido de ser um indivíduo separado, para lhe revelar a verdade sempre presente, que é a verdade do Ser.

Se você é um devoto - e aqui eu descrevo o devoto como aquele que, de coração puro e sincero, busca de fato a verdade, mesmo que a verdade, possa contrariar tudo aquilo que, ele como buscador, acredita ser real - então, venha ao Satsang com o meu Guru. Se dê a oportunidade de estar diante dessa Presença e Graça divina na forma. Ele não existe separado de você, mas você acredita existir separado dele, e nesse sentido de separação, está todo o equívoco, como o Mestre Gualberto nos aponta.

Você não é responsável por este equívoco, como, também não pode ser responsável pelo fim dele. Portanto, só uma Inteligência Suprema, manifesta na forma, pode conduzir o devoto, até a dissolução de todas as suas ilusões, nesta comunhão de coração do amor real entre o Mestre e discípulo.

Quando esta dissolução se dá, só o Amor Real se faz presente como a única e suprema realidade, manifesta como paz, como silêncio, como liberdade e como felicidade.

A Suprema Inteligência manifesta como discípulo, confundida por uma ilusão de uma limitação mental - confundida e limitada pela ilusão da separação - "precisa" de ajuda, para alcançar a Fonte que é ele mesmo, mas, que não consegue se ver, como esta Suprema Inteligência, porque se vê, a partir deste equivoco de uma autoimagem, de um eu, manifesto como uma inteligência limitada, condicionada, dividida, fragmentada, conflitiva, competitiva, arrogante e beligerante, que é chamada de mim, de eu. Assim, esta Inteligência Suprema aparece para aquele discípulo que está pronto, o discípulo que está pronto é aquele, cuja inteligência de coração, desconfia, de que a verdade, só pode estar além da mente, para esses, o Guru amorosamente se faz presente.

Somente esses que se encontram maduros para o Guru é que podem ver e reconhecer o Guru. Aqueles que não o podem reconhecer, simplesmente não podem, e tudo continua da mesma forma, para esses que permanecem identificados com imagens mentais, em formas de ideias, de crenças, de pensamentos, de sentimentos, de emoções, de registros de memória, crendo com convicção ser "alguém".

Portanto, se você sente este chamado em seu coração, não se deixe cegar pelo medo, e nem se ensurdecer pela desconfiança, venha estar com o Mestre, venha estar consigo mesmo, nessa atmosfera de meditação, de autoinvestigação, de devoção e entrega a verdade, que só é possível, com essa intensidade, diante do campo de Presença do Bem-aventurado, e constate por si mesmo. 

Todo aquele que, agraciado pelo sagrado, abençoado por Deus, consumido pelo vazio, ou seja, aquele que despertou para a verdade, é o Bem-aventurado. E só o Bem-aventurado pode transmitir a Bem-aventurança do Ser. Isto não é para a mente, é para o coração.

Entrem na nossa agenda e confiram a data dos nossos presenciais.

http://bit.ly/AgendaMestreGualberto


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Só há a Dança


Muitos sons podem ser percebidos, mas o ouvir é sempre um só. Muitas coisas podem ser vistas, mas o ver é sempre o mesmo. Você pode sentir muitas sensações, mas nunca deixa de ser um sentir acontecendo para o corpo. Muitos pensamentos podem desfilar sob a tela da mente, mas são só pensamentos, só imaginações. Na absoluta simplicidade de fluir com a vida, nesse ouvir, nesse falar, nesse ver, nesse sentir, não há mais você, só há esta única experiência acontecendo, mas, de fato, nada está acontecendo para o Ser, que permanece imutável, por detrás da aparente miríade de experiências, que não passam de impressões e registros, dando a falsa percepção de uma realidade múltipla acontecendo para muitos, quando na prática, não há ninguém por detrás de nenhuma experiência.

Só há uma única experiência acontecendo o tempo todo, podemos aqui chamar esta única experiência de “o grande baile de aparições” aparecendo dentro do “espaço infinito e uno da Consciência”. O baile é somente um espetáculo natural, não importa o que aconteça nesse baile, nada toca a Consciência, tudo o que pode acontecer, só parece acontecer quando a ideia de alguém presente dentro da experiência se apresenta, fazendo surgir, neste momento, a crença em um experimentador. O experimentador é o acúmulo de experiências cristalizadas na memória, dando a impressão, da presença de alguém, nesse fundo de registros e impressões no "corpo-mente", e nisso, está a base de toda a ilusão, a ilusão de alguém vivendo a vida, enquanto que só há o ver, o ouvir, o sentir, o falar, o caminhar, manifestando-se como impressões no corpo. Sem nenhum sentido, lógica, razão ou bom senso, há apenas o bailar da existência, e a Consciência é o palco vazio, nunca preenchido, imutável, sem nenhuma necessidade de atender qualquer objetivo ou propósito.

Nesse vazio está a plena liberdade do Ser, sua plena felicidade, sua paz inabalável, seu amor imutável que também pode ser chamado de “o nada”. Só o vazio acolhe o todo sem nenhum conflito, e só no vazio, o todo, tem a liberdade de bailar,  porque é o palco que nunca acontece.

Para aquilo que é você em sua em Sua Real Natureza, nada aconteceu, para isto que é você, não há nada para acontecer. Só há esta única experiência que é o grande baile de Shiva, que é o sonho do aparecer e desaparecer, do surgir e do emergir, é apenas como o passo de uma dança. 

Não viva. Viver é uma miséria, porque é a ilusão do nascimento de alguém que está condenado a morrer. Não viva, apenas contemple a dança, apenas aprecie este grande espetáculo, seja um só como palco, como dança e como espectador. Célebre o grande espetáculo do Ser, sendo este nada, para o qual tudo acontece.

Tudo o que temos aqui são somente palavras, que estão aparecendo nesse palco, bailando para ninguém, portanto, não há nada importante aqui. Ver isto, é viver isto, que é realizar isso, mas não fica alguém para compreender isso, ensinar isso ou demonstrar isso, e isto é tão simples, tão direto, tão presente aqui e agora, mas que não é visto pela pessoa, porque a pessoa é a confusão de um dançarino ao meio de toda essa dança, e neste sentido, ver tudo como um grande baile orquestrado pela Divina Graça, nessa leveza, nessa paz, nessa felicidade de ser dança, música, movimento e o palco imutável, só é possível, a partir de uma obra da própria Graça, ou seja, a partir do encontro com o Amado, com o Guru, que é na forma, aquilo que somos neste vazio, nessa dança natural, sem a crença em um dançarino que pode ser julgado por seus méritos ou deméritos, porque só há o espetáculo, sem ninguém nele. Quando, não há alguém, muitos sons podem ser percebidos, mas o ouvir é sempre um só, não há escolhas, não há desejos, não há busca, mas há a dança, que pinta e borda em sua coreografia o que ela quer, como quer, e com quem quer, porque só há o espetáculo, só há a dança.

Jaya Gurudeva Mestre Gualberto!

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