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Quem sou Eu?

Eu não acredito que palavras sejam o meio mais preciso para se descrever quem se é, a comunicação por escrita ou falada são um dos muitos recursos humanos de comunicação, desta forma, não é possível através deste único recurso traduzir com plenitude e fidelidade a natureza do Ser.

Falar de si mesmo é também uma tarefa muito difícil, quais parâmetros devemos utilizar ao fazê-lo? E o que prova tudo isto não passar de uma falácia? E qualquer parâmetro que seja utilizado, não será este a utilização de um ponto de vista unilateral e, portanto sempre impreciso?

A mente exige rótulos, a mente sente-se desnorteada diante da ausência de rótulos e considera simplista demais uma definição que traduza o Ser como simplesmente Ser, até porque não há consenso ou consciência que compreenda com plenitude, o significado desta simples expressão.

Estamos habituados a traduzir o homem tão somente com base em suas experiências e fatalidades, como; sua nacionalidade, data de seu nascimento, seus pais, a cor da sua pele, sua altura e sua constituição física, onde se formou e no que se formou, quais são suas habilidades inatas, sua classe social, quais são suas convicções, a que doutrinas se sente ligado, as quais partidos políticos, correntes de pensamento, tradições este diz pertencer? E através destes inúmeros recortes, tentamos organizar conceitos através de uma escala de valores, para assim dizermos: 'Este é um grande homem', 'este é um homem admirável' ou 'este é um homem sem escrúpulos, político e desprezível.'

Todo homem é um grandioso fenômeno, e é resultado de uma soma desconhecida de múltiplos fatores, está ligado ao tempo e ao mesmo tempo é transcendente a ele, é muito mais do que apenas um resultado histórico ou mero reflexo do seu meio, nenhum homem é uma ilha, isto significa que nós nos assemelhamos, muito mais ao oceano do que as terras separadas pelas águas, pois tal como o oceano, possuímos diversas camadas de profundidade, cada uma com suas particularidades, sempre relacionadas e integradas entre si e, no entanto, formando um todo inseparável.

Sou isto. Sou o todo. Pertencente ao todo. Cuja individualidade é tal como uma onda do mar, que ora se levanta parecendo existir separadamente e individualmente e, ora se une ao todo, de uma forma tão plena, onde já não se pode mais delimitar onde termina o eu e onde começa o todo.

Como numa brincadeira de criança que tece em torno de si fantasias, e que revela a complexidade e simplicidade do seu universo interior, mas sem deixar der ser tudo uma brincadeira, eis-me aqui.

Este blog é uma dessas fotografias, que só revelam o negativo, tiradas daquilo que parece ser eu mesmo, tiradas do mundo, um mero reflexo das verdades eternas e universais, inserida no todo, participante do todo e uma continuidade do todo.

Existe para compartilhar.

Quem sou Eu?

Descrubra quem tu eres e descrubras que eu sou você.

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