quarta-feira, 19 de julho de 2017

Quando você deixa de investigar


Quando você deixa de investigar a realidade, as impressões do corpo se transformam em sua única realidade. 

Quando você está em sua cama dormindo e sonhando, durante o sonho, a mente cria para você um corpo, te coloca em um cenário com outros corpos (pessoas), e você reage a tudo como se tudo aquilo fosse real. Você pode sentir medo, desejo, raiva, tesão... Se naquele sonho ocorre um tiroteio, você corre e busca um lugar seguro aonde você possa se proteger dos tiros, ou seja, você não se lembra da natureza da realidade, não se recorda da cama, do corpo repousando sobre a cama, do cobertor, do lençol, do travesseiro, etc.

Da mesma forma, durante o estado da mente chamado de vigília você parece estar rodeado de pessoas (corpos), neste estado você está em busca de sobrevivência, de reconhecimento, prestígio, você está em busca de prazer e tem medo da dor, medo de um coração que dispara, de um pensamento que surge, de uma doença, de desastres, de um assalto, etc... Mas você é a Consciência, todavia, assim como durante o sonho você não se lembra de que é o mecanismo corpo-mente que está produzindo aquele sonho, e que você se encontra confortavelmente deitado em sua cama e em paz, e que toda aflição, todo medo e desejo no sonho são meras ilusões da mente, e por essa razão, desta mesma forma, você é Consciência pura, plena, sem princípio ou fim, mas acredita (sonha) estar em um corpo, vivendo em mundo, com outras pessoas, e que são tudo impressões mentais, impressões que desaparecem no sono profundo, mas você está reagindo a isso tudo, como se tudo isso fosse real...

Quando você começa a desconfiar da realidade deste sonho chamado vida do David, do Tom, da Maria, do Rafael, do Beto, do Gláriston, da Dilma, quando você descobre com toda sinceridade, de que você não sabe quem é você, isto, provoca uma abertura que permite a Consciência se perceber, e perceber que há só um sonho acontecendo.

Neste instante a Consciência faz surgir neste sonho um novo personagem que é a lembrança de sua própria realidade, esta lembrança aparece, então, na forma do Guru...



A partir daí surge uma bifurcação no caminho diante de ti, você pode ignorar o Guru e permanecer em seu mundo particular, ou seja, permanecer no sonho, preocupado com a vida do personagem, com seus passos, conquistas, que não darão em nada, ou melhor, que irá dar em caixão e velório ou você pode se voltar ao Guru, que é a lembrança de sua real natureza, que é a Consciência, e através dela dar início a um trabalho de meditação, autoinvestigação e entrega do seu mundo, um trabalho que é capaz de te revelar a verdade, a natureza da realidade.

Quando você deixa de investigar, você deixa o Guru (a Consciência, o Ser, sua natureza real) e se volta de todo coração para o sonho, que são as impressões mentais, a imagem que os sentidos, o cérebro, traduz da existência, criando o sentido de um mundo particular, que é o sentido de separação. Você já sabe tudo, já tem certezas, não está disposto a investigar suas certezas. Neste mundo você irá sofrer, lutar, vencer, perder, aprender, crescer, casar, ter ou não filhos, adoecer, ter câncer, taquicardia, piripaques, irá se desesperar, irá gozar, sairá correndo de tiros, passará por assaltos, sem saber, sem desconfiar de quem é você, sem desconfiar que está dormindo e que tudo isso é um sonho, que acabará com a morte do corpo, para recomeçar em um outro corpo...



Aquele que consciente de si, sabe que tudo aquilo que se apresenta para o sentidos separado deste si, é um sonho, não mais se desespera, se preocupa, se aflige, teme, deseja ou se confunde com acontecimentos do sonho, ele assiste o corpo se movimentar neste sonho, mas ele está ciente de que não é o corpo, de que não é a mente, de que o corpo e a mente estão apenas aparecendo nele.

O Guru não está preocupado com sua entrega, não está preocupado se você está em um trabalho de investigação ou não, o Guru é a sua Consciência em plena liberdade, desfrutando do Ser, em liberdade e felicidade... Você não acrescenta nada a ele, não pode tirar nada dele, ele está sempre disponível, àquele que, na bifurcação do caminho sai do caminho do sonho para trilhar o caminho do retorno, o retorno a fonte, a Consciência, o caminho do Despertar...

Para aquele ou aquela que deixa de investigar, ou acredita poder investigar sozinho ou sozinha, a partir do seu mundo particular (mundo que é uma ilusão, uma projeção  da mente, o sonho), e ignora a presença do Guru, para este o sonho se torna muito real, mesmo que ele diga estar vivendo em um sonho, ele irá reagir como qualquer um diante dos acontecimentos do sonho, dando uma dimensão de realidade para aquilo que tem, sim, um lugar na realidade, nas que não é o lugar da realidade.

Aí o Guru não te diz nada, porque você não pode ouvir, ele deixa você livre e solto, sabendo quem de fato você é, logo, sem nenhuma preocupação com você, porque simplesmente não há você, só há ele que é esta única Presença, esta Consciência única.

O Guru ama você Nele, ele ama você porque ele é você, ele é o seu amor esquecido, que você está tentando encontrar no sonho de coisas, realizações, tesouros, riquezas e pessoas no mundo, mas você não pode encontrar algo onde  este algo não está. É por isso que o amor do Guru é a tua salvação, porque ele está além do mundo, do corpo e da mente, ele é o único barqueiro que lhe pode conduzir para a outra margem, e ao chegar a outra margem você abandona o barco, mas não o barqueiro, porque na outra margem fica muito claro, o fato, de que o barqueiro que te conduziu para o outro lado era você mesmo.


Ao chegar na outra margem você descobre que aquele que começou a viagem de volta, a travessia, nunca existiu, que não há o lado de cá e o lado de lá, que a vida não tem lados, nem em cima ou em baixo, que na verdade, não havia nada acontecendo, e que, de fato, nada aconteceu, e que não há nada para acontecer, e mesmo assim, o sonho continua, mas agora o sonho é uma grande festa, tudo é festa, até o caixão e o velório é festa, nada além...

Jaya Jaya GuruDeva_/\_

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sem a associação com um Satguru é praticamente impossível



O Estado Natural é, por assim dizer, um estado livre de opressão interna, livre de resistências à pressões externas, livre de fixações em imagens, e, por ser livre de imagens: não carrega ambições, medos, desejos, presente, passado ou futuro, não sustenta uma autoimagem importante, especial ou o cultivo de uma personalidade para lidar com outros, pelo simples fato de que, no Estado Natural, não se revela e não aparecem "outros" que sejam reais na vivência direta deste estado.

O Estado Natural revela a solitude, o estar só, como uma realidade intrínseca à natureza deste estado, isto quer dizer que àquele ou àquela que se estabeleceu em seu Estado Natural de Ser, encontra-se completamente desacompanhado, sem nenhum vínculo, sem nenhuma dívida, sem nenhuma obrigação para com nada e para com ninguém, suas ações não nascem oriundas do medo e nem do desejo, ela é natural, uma ação natural não  nasce da busca por resultados, porque, não nasce de um anseio pessoal, apenas flui suavemente ou vigorosamente como a passagem da água pelas margens de um rio.

O Estado Natural é fruto de um trabalho, que tem como base a purificação, que é a liberação de toda e qualquer tensão e opressão que possa ser carregada pela estrutura corpo-mente. Por se tratar de um trabalho, existe por de trás dele um processo, gradativo, contínuo, que requer tempo para que este estado possa se assentar, se estabelecer, nessa estrutura. Assim como o estado psicológico de ansiedade, de medo, desejo, de anseio ou de qualquer outro estado precisa de tempo para se instalar, se estabelecer e se firmar, com uma energia manifesta de forma específica, da mesma maneira, é necessário um trabalho e tempo para que essa energia possa se dissipar e dar lugar ao Estado Natural. O "eu" é uma opressão, quando o "eu" se dissipa completamente o Estado Natural se estabelece.

Como o Estado Natural requer um trabalho, este trabalho não pode ser realizado por um "eu", por "alguém", porque onde há  um "eu"; há uma personalidade, onde há uma personalidade; há alguém, e onde há alguém; há  opressão, e a opressão não pode dissipar a opressão, mas pode fortalecê-la, alimentá-la, e assim, dar continuidade para a aparente vida desta entidade que chamamos de "eu". Sendo assim, como pode, um trabalho autêntico, ser conduzido sem a interferência de um eu?

É aí, neste instante, que por uma ação da Graça, da vida, surge a última relação, a relação Mestre-discípulo, que marca o início de um trabalho que conduzirá o discípulo ao Estado Natural, obviamente, somente aquele que se encontra, completamente estabelecido, em seu Estado Natural, livre de toda e qualquer opressão, de todo e qualquer medo, anseio, e vínculos, livre de toda qualquer dívida ou obrigação, livre das tendências latente da mente, ou seja, livre dos vasanas que formam a base para a contração de um indivíduo como uma entidade separada da vida, livre da ilusão da ignorância, somente este; O SatGuru (que é aquele que se encontra estabelecido no Estado Natural e assim pode desempenhar de forma pura, espontânea e simples o papel de Guru), pode conduzir o discípulo (que é àquele que de maneira singela, pura e voluntariamente se rende, se entrega a guiança de seu Mestre), ao estabelecimento do Estado Natural.

Por essa razão, a relação Guru-discípulo é a última relação para o discípulo (para o SatGuru já  não há mais nehuma relação, porque não há mais separação, não há mais um "eu" para se relacionar).

E para finalizar, aqui, faço um convite, venham ao Satsang com o Mestre Gualberto, pois através deste encontro é possível o início de um trabalho autêntico, uma vivência direta e real deste Estado Natural. Neste espaço, neste Satsang não é compartilhado ideias, crenças, doutrinas, conhecimento advaita ou espiritualista, não é dado suporte para a continuidade dessa opressão chamada "eu", ao contrário, é aqui que o "eu" e seus condicionamentos, seus padrões egoicos e repetitivos, que são suas bases, seus vasanas, desmontam. É o início de uma vida real, livre da opressão e do medo.

Acesse a nossa agenda e participe:

Encontros Presenciais:

http://mestregualberto.com/agenda/agenda-satsang

Encontros online:

http://mestregualberto.com/agenda/encontros-online

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A metáfora do aparecimento e do desaparecimento daquilo que nunca existiu


Vamos dizer que você é espaço vazio e pleno, e sobre ele, de repente, surgiu a água, que em grande volume é chamado de oceano, e agora você se vê como este oceano, se torna como o oceano. E como oceano você é a mesma água presente em todos os rios, presente em todos os lagos, fontes, riachos e mananciais, por de trás de todos os reservatórios, de baixo de todo solo freático, você é a água, a água presente nas nuvens do céu, na umidade do ar, nas geleiras dos pólos, você é a mesma água vinda do espaço, presente no corpo de cada organismo na terra ou em qualquer outra parte... 

Porém, seus olhos se fixaram na superfície do oceano, seus olhos são agora o mar, que é a mesma água em todo e qualquer lugar e sua atenção, de uma maneira desavisada, se fixou em seus olhos, na superfície do mar, a partir deste instante, tudo que parece acontecer sob a superfície começa a se tornar muito relevante, parece que está acontecendo a você espaço, que agora parece não ser mais o espaço, aparece e parece como água, que se parece oceano que agora se vê como o mar... 

A agitação do mar só pode ter uma explicação para você, sua inquietude, seus medos, você sente que pode ser atingido por algo vindo de fora, algo como o vento, como a gravidade, como o lixo vindo da superfície da terra... É como se algo pudesse alterar sua natureza. 

Você, tão fixado sob a superfície, esquece de que você não é o mar, de que antes de ser mar você é o oceano, de que antes de ser oceano você é água, a mesma água presente em muitas partes do mesmo espaço imutável, e como água, viajando em esferas, porém única, ordinária aparição aquática, como qualquer outra aparição surgida no espaço.

Mas, agora, você só tem olhos para esses olhos ordinários da superfície, localizada num determinado espaço e tempo, você se particularizou, consequentemente, sua imensidão desapareceu, aquela paz e tranquilidade de sua profundidade oceânica parecem que desapareceram.

Algo de muito errado parece ter lhe acontecido para você espaço-água, agora oceano, perdido no mar superficial de preocupações, e além de suas preocupações começa a lhe chegar, em ondas, o rumor de que outros mares, de outras praias, que também confiam em suas impressões superficiais, impressões que não são mais irrelevantes para ti, ao contrário, são o alimento necessário para todas as suas preocupações, e você acredita que já não é mais a água, você agora é alguém, você não é mais a vida se expressando em sua fluidez, você agora carrega uma imagem de si mesmo, você é o mar, se esqueceu da água, se esqueceu do oceano, e acredita qye há muitos mares como você, se esqueceu do espaço que é na verdade a sua realidade, se fixou em pobres olhos, se fixou em impressões, em sensações, em ideias sobre essas impressões, você agora vive em um mundo particular de uma ego-identidade.

Uma grande inquietude parece surgir com essa ego-identidade. Você começa a sonhar que em algum lugar, deva existir um Deus mais imenso que o oceano, e que ele seja a fonte e a origem de toda as águas. E na sua angústia, ao meio de seus muitos medos e desejos, você começa a orar, a pedir por uma intervenção divina das águas sagradas... e um movimento vindo das profundezas do mar, lhe traz a sensação de que uma resposta de Deus está chegando para ti, você se emociona, chora, e banha de sal a água, e salga a água do mar... 

Qual é a realidade de tuas angústias? Qual é a realidade de você como alguém? Como é que você, que é na realidade este espaço infinito onde todas as águas aparecem, pode ter se reduzido ao mar da praia de Bertioga, de Ubatuba, e agora pertence a algum lugar no espaço, a um pais, a uma cultura? A uma multidão? Como?

E como pode o espaço se esquecer de si, se ele não necessita de nenhuma lembrança ou imagem para se recordar daquilo que é. E como pode a água se particularizar e se transformar em outra coisa além de água?Este é o sonho, a ilusão do sonho, a ilusão do sonhador.

Mas tudo isso são águas passadas, e águas passadas não movem moinhos, não altera o espaço, é irrelevante, mesmo que ainda apareça estar lá... Não move mais uma ego identidade.

Desapareceu aquilo que nunca apareceu, desapareceu aquilo que nunca existiu.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Você está em paz? Está em amor?


- Então estou certo? 

- Por que está preocupado com isto, em estar certo ou estar errado? que importância isso tem? 

-Nenhuma. Para mim não faz diferença. 

- Então, solte isto, jogue fora isso, isso não vale de nada, estar certo ou errado não vale nada. Você está em paz? Está em amor? É isso que importa! E quando não está em paz, quando não está em amor, é necessário olhar, ouvir ao Mestre novamente, e outra vez, e de novo, permitir-se ver, descobrir qual equívoco está presente aí, descobrir ao que você se encontra agarrado, em qual crença você se aprisionou, o que esta lhe dando a falsa impressão de ter se distanciado do seu natural estado que é paz, que é amor... 

E para estar em paz e em amor, precisamos apenas de abandonar todas as ilusões a respeito de nós mesmos, a respeito do mundo e a respeito daqueles que parecem estar a nossa volta... Precisamos relaxar, descansar na sombra da Graça, se permitir desaparecer na simplicidade de apenas Ser... É isto! Aí você fica assim, como um sábio, um acordado ou uma criança, com olhos como dois faróis brilhando Paz e Amor, com uma presença de Pura Presença, de Puro Ser, de Puro Espaço Sagrado, de Pura Consciência, aí mesmo, de onde você nunca saiu, você é Deus... 

Foi isso que o meu Mestre me deu, e é isso que eu te dou... Eu te dou aquilo que você É, e reconheço nisso que você É, aquilo que Eu Sou! Tudo isso é apenas a vida, se desdobrando diante da vida e se reconhecendo como vida, como Presença e Consciência sem limites, em Ilimitada Paz e Ilimitado amor. Somente a partir daí, não há mais você e não há mais o outro, não há mais Mestre e não há mais discípulo, só fica AQUILO.


Marcos Gualberto

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Florescer da Sabedoria




Quando falamos da Verdade, estamos tratando de algo muito simples, não estamos falando de algo estranho. É que a mente, por muito tempo, esteve envolvida apenas com seus próprios interesses, com aquilo que mais tem lhe interessado. Todos os seus interesses giram em torno da autoimportância, da arrogante vaidade da autoimportância, e então, fica muito complicado para todos nós. Nosso auto interesse nos afasta da simplicidade da Verdade - dessa Verdade que somos, dessa Verdade que é pura Sabedoria. 

Nesses encontros, não temos qualquer instrução sobre isso, simplesmente, porque não é possível sermos ensinados sobre isso. Essa é a singular beleza de Satsang. Não é um encontro de estudos, não é um encontro onde temos uma palestra tratando de um tema que, depois de ouvirmos, aprendemos e guardamos alguma coisa sobre aquilo. A Verdade não é assim, a Sabedoria não é assim, essa simplicidade de Ser não é assim. E aqui, nós estamos interessados nisso: todo nosso interesse está em Ser e não em aprender alguma coisa. Para aprendermos alguma coisa, precisamos de uma sala de aula, de uma escola, de um professor, alguém que domina uma matéria... E a Sabedoria não é assim! Ninguém pode dizer a você que sabe. Se alguém lhe disser que sabe, este alguém está mentindo para você. 

Isso permanecerá sempre desconhecido. Isso é algo vivo, e tudo aquilo que é vivo, é novo, tem o frescor da mobilidade, não se enquadra em estruturas fixas, não se pode enquadrá-lo. A Sabedoria é essa Verdade que se encontra nessa simplicidade de Ser, portanto não se trata de um conhecimento aprendido. Isso é como a habilidade carregada de uma grande sensibilidade em ouvir uma bela música ou apreciar um belo quadro. Isso precisa estar presente momento a momento, como uma questão de sensibilidade, acuidade, percepção. A Verdade, a Sabedoria, a Vida é algo assim. 

Aqui, estamos interessados nesse despertar da Sabedoria, e a Sabedoria desperta quando o Sábio desperta. O Sábio é essa sensibilidade a Isso que permanece sempre desconhecido, a esse misterioso movimento - o movimento da Vida. Isso, basicamente, é possível quando Deus é possível, quando a Consciência é possível, quando a Verdade é possível. 




Marcos Gualberto


Para ler a transcrição completa dessa fala clique aqui  




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