quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que é realmente uma viagem astral?



O sonho lúcido, a projeção astral ou o estado de vigília, todos eles tem algo em comum, algo que não está presente no sono profundo, em todos esses estados, está sempre presente a ideia de que há alguém na experiência, experimentando, avaliando, escolhendo, decidindo e agindo de acordo com uma vontade autônoma e própria, esta impressão cria a projeção de uma autoimagem, ou seja, de um eu, de alguém presente na experiência.

Mas vejamos, ao ler essas palavras, as mesmas já estão presentes em ti mesmo, elas parecem surgir para você, mas na realidade elas já estavam aqui, antes que você tomasse ciência, mas aqui aonde? Aqui na mente, onde as palavras ganham significado. Tal como em um sonho ou em uma viagem astral, você sempre se depara com objetos, que surgem como imagens, que já existiam, na mente, mas como não se havia ciência daquela imagem, acredita-se que ela surgiu agora e para alguém, mas este alguém também é uma imagem dentro desse mesmo cenário, ou seja, o fenômeno e a experiência do fenômeno não pode existir separado da ideia de alguém presente nele, isto é assim, exatamente assim, tanto no sonho, no sonho lúcido, na projeção astral e no estado de vigília, na verdade, todas essas experiências são uma só e única experiência, apenas recebem nomes diferentes para o experimentador que se separa da experiência para explicá-la, e esta separação acontece em qualquer um desses estados.

Sendo assim que diferença há entre o estado de vigília ou o estado onírico se ambos tem a mesma base que é a ideia, a sensação, a crença e a projeção de alguém dentro de um mundo de imagens proporcionando um conjunto de sensações que geram interpretações e que nos dá a falsa ilusão de escolha entre o experimento de um objeto ou outro, quando, na verdade, estamos limitados a uma única experiência onde todos os objetos já estão presentes, queira estejam aparecendo ou não?

O que há de especial, portanto, na projeção astral a não ser a sobreposição ilusória de alguém que acredita poder escolher seus movimentos dentro de um espaço mental?

A projeção astral ou o sonho lúcido torna essa única experiência da aparição de imagens para um observador, em uma experiência aparentemente controlada por alguém, o que acontece nesses estados, como no estado de vigília, é justamente a sobreposição de uma projeção que cria a ilusão de um indivíduo dentro da experiência e separado da experiência, quando na verdade o indivíduo e a experiência é um único fenômeno mental aparecendo na consciência.

No sono profundo, sim, nos deparamos com algo singular, que é a pura consciência sem objetos, sem formas, sem imagens, é a não experiência, portanto no sono profundo não surge a ilusão da ideia de um experimentador, e no entanto, a consciência não deixa de estar presente, mas esta consciência no sono profundo não é alguém, pelo fato de que não há alguém presente nesta pura consciência, só há presença. 

Alguns falam sobre a existência de um quarto estado, um estado que não é de vigília, nem onírico e nem de sono profundo, mas se trata de um estado fora de todos os estados, é que, portanto, não é um estado. Diferente do sono profundo, que parece aparecer e desaparecer para alguém, alguém que diz: "dormi muito bem esta noite", "acordei no meio dessa noite e não consegui voltar logo a dormir", "tive uma noite sem sonhos ou com muitos sonhos", no quarto estado não existe este entrar e sair de estados, não existe este alguém presente na experiência relatando a projeção mental da ideia de alguém presente experimentando, sendo portanto o quarto estado, um estado de pura experiência sem o experimentador, e esta pura experiência é uma única experiência, imutável, e que portanto, está além de toda experiência, sendo assim, ela pode receber qualquer nome, como vazio, não-experiência, não-mente, consciência, presença, plenitude, base, matriz, não-movimento, não espaço, e ainda assim, nenhum nome a descreve, nem um nome a traduz, porque a nomeação estará sempre relacionado a uma imagem, a uma experiência, a um experimentador na experiência, sendo que no quarto estado não há um experimentador, não há uma projeção mental, não há separação, não há o sentido de separatividade, sendo assim, não há conhecimento, não há o conhecer, só há aquilo, que não tem nome, nem forma, nem alguém para explicar, traduzir ou revelar qualquer coisa, simplesmente porque não há alguém, não há estados, mas a completa ausência de estados.

O sono profundo, portanto, é como um repouso temporário, para alguém, para esta projeção, para este experimentador, é como uma pequena morte, que traz a mente para a estaca zero. Já o quarto estado é a estaca zero sem interrupções, além de toda experiência e base para o surgimento de todas as experiências que é na realidade uma única experiência, pura experiência, que se torna um conjunto de experiências para um experimentador, quando surge a projeção mental, este desdobramento astral, literalmente, seja no sonho ou no estado de vigília, quando identificados com a ideia de um mim, de um eu, de uma personalidade, estamos em uma grande viagem de desdobramento mental,  em uma grande viagem astral, uma viagem astral não é nada além disso, um sonho, seja no estado de vigília, no estado onírico ou no sono profundo para alguém, alguém sempre será um sonho, sempre será uma projeção, sempre será uma imagem em ação, uma imaginação. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Só ao Mestre o seu coração é digno de ser entregue


Você está só... não há ninguém aqui além de você, no entanto, isto não te coloca dentro deste sonho de ser alguém, convivendo com outros, numa situação de isolamento, entretanto, no entanto e todavia, qualquer vínculo que aí possa aparecer, será uma expressão egoica de busca por preenchimento. Preenchimento para a continuidade dessa ilusão de ser alguém no corpo, vivendo em um mundo, responsável por uma história, responsável pela vida, por escolhas e decisões. 

Qualquer decisão e escolha aí, é, e sempre será, egoica. Só quem está perdido, confuso, "possui" e "enxerga" alternativas de caminhos e escolhas... O rio não tem escolhas, ele flui em sua determinada direção porque essa é a sua natureza, o pé de maçãs não pode escolher dar limões, não há sentido nisso, o pássaro não necessita de um instrumento para tocar, ele já é ritmo, melodia e harmonia, e nisso não há escolha ou decisão. Mas e você? Você não é aquele que escolhe, não é aquele que se traduz, que se expressa mediante uma autoimagem, que se vincula a "outros" para sustentar esta imagem,  reconhecendo e sendo reconhecido  nesta individualidade, pessoalidade e separação, isto é um sonho acontecendo em você.

Você, na mente, é como um pássaro tentando aprender a tocar piano. É como a macieira se esforçando para dar limões. É como um rio, querendo acompanhar a piracema, invertendo a direção do seu fluir... Tudo isso é ser artificial. É inconsciência. É sono. É sonho. É uma esquizofrenia divina. Não se ocupe e nem se preocupe com o fluir do corpo, no mundo, nas margens desta história, neste encontro com outros rios, com peixes, com poluentes, com nadadores, com salteadores. Nada e ninguém pode mudar, alterar, um milímetro da ausência de medida que é você. 

Seu coração deve se voltar inteiramente para o silêncio, que é fonte da graça e da presença que ele próprio carrega, porque, esses são seus frutos, esta é a real direção do seu fluir e é a sua única canção real.  Se você não cantar sua canção, não fluir em sua naturalidade e não der o seu fruto, você não conhecerá a real felicidade, liberdade e bem-aventurança de ser quem és, de ser o que és.

Só ao Mestre o seu coração é digno de ser entregue, porque Ele é a sua canção, é a única vida em ti, Ele é você mesmo, em sua Graça, em seu rio, em seu fruto, em sua canção. Não há mais nada e nem ninguém além Dele, além da Consciência, além dessa Única Presença. Meu Mestre me revelou isso, na medida em que meu coração se voltava unicamente a Ele.

Tudo o mais, relacionamentos, trabalho, preocupações com o corpo, com casa, com filhos, com família, etc..., é apenas um resto, um esterco. O esterco tem o seu lugar, seu nutriente, seu espaço, porque a vida assim permite,  mas não coloque o seu coração sob o esterco.

O dia em que a Consciência florescer neste corpo e se abrir como uma "flor de mil pétalas" e voar como o "primeiro voo de um pássaro" ao ser lançado no abismo por seu tutor, esta Presença que abrange tudo, de forma muito real poderá amar, porque, a partir daí, você é real, a partir deste instante seu fluir e seu canto carregará o seu próprio aroma, o seu próprio ritmo, sua própria melodia, seu próprio sabor e poderá compartilhar do seu próprio fruto, neste instante você é, e não há mais nada do lado de fora, nada do lado de dentro, somente aquilo, sem nome, sem forma, sem razão ou explicação..., aquilo que está só e que testemunha o universo inteiro aparecer e desaparecer nele mesmo.

Jaya Jaya Gurudeva Mestre Gualberto _/\_

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Perfume da Presença da Graça do Guru



Aqueles que desde muito, muito tempo, suspeitaram ou até mesmo perceberam, notaram, de maneira real, direta, o fato de que todo o universo das relações humanas está baseado no autocentramento da personalidade egoica, que é a teia que trama todo o complexo emaranhado de vínculos entre pessoas, com suas histórias, suas memórias, seus personagens, seus aliados, seu não aliados, seus conflitos, seus parentescos, seu passado, seu nome, seu corpo, mente e o mundo, esses tem a chance de se abrirem para a verdade e de irem além deste mundo concebido pela mente.

Sobre essa ideia que carregamos de nós mesmos se edifica toda a história da humanidade, a história de todos os indivíduos, que é na realidade, este mesmo centramento que está aí, que está aqui, e que não está mais presente naquele que misteriosamente se encontra além da mente, não mais identificado com o corpo, com um nome, com uma história, mas plenamente ciente da realidade, além, daquela concebida pela imaginação pessoal. 

Todas as relações humanas baseadas no próprio interesse, na posse, no desejo de busca por prazer, na inveja, no ciúme, toda relação humana conflitante, marcada por competições, resistências e traumas, coloridas pelo medo ou pela raiva, com o ritmo da inquietude, por de trás de todas as imagens que formam na mente, fotografias dessas relações  mostra muito claramente que por de trás de todas essas relações está a mentira, o engano, o equívoco, o mal entendido, o medo, o desejo de posse, de controle, de resultados e toda forma de estresse que causa impacto sobre o corpo e a mente, criando este peso que chamamos de uma personalidade presente no corpo. 

Tendo percebido esta mentira, percebemos que suas raízes se encontram arraigadas sobre todas as nossas memórias, sendo a base, de todo o sentido, de toda crença, de todas convicção que temos, a respeito daquilo que acreditamos ser. E neste sentido, deixamos de ser confiáveis, nessa busca pela verdade. Mas quando está busca pela verdade é sincera, de coração, no momento em que essa honestidade, essa verdade, atinge seu ápice, nos abrimos para uma real possibilidade, que é encontrarmos com aquele, que de alguma maneira que desconhecemos, se encontra fora desta mentira, fora dessas relações de imagens, baseadas neste centramento egoico, nessas relações de vínculos aprendidas de forma coercitiva, imposta e violenta.

E quando esta abertura ocorre em nós, é como se um portal se abrisse, e nele aparecesse o Bem-aventurado, aquele que é a própria essência da verdade, da felicidade e da liberdade de Ser.  E através deste encontro, desta associação com o Sábio, com a Graça do Guru, que é a Consciência, que é própria Presença que somos em nós mesmos, aparece ali, diante de nós, livre de todo emaranhado, e pronto para puxar o fio do novelo de todas as nossas confusões, de todos nossos medos, de nossos receios, de toda nossa história, de todas as nossas crenças, de todas as nossas mentiras, desfazendo a ilusão da ignorância que com seus fios coloridos e aromáticos, tecem uma imensa aparição em retalhos chamada de mente, de corpo e de mundo.

A verdade compreendida por meio de pensamentos, palavras, explicações é muito superficial, tem a realidade da foto de uma rosa, não é como a rosa que exala seu perfume, que exibe sua beleza, sua força, sua fragilidade, sua cor, seus espinhos, sua completude, e que através do seu silêncio, do seu perfume, transmite o seu ser, sua verdade, sua realidade que revela a suprema realidade.

O encontro com o Guru é uma promessa para o discípulo, uma promessa para a vida, para o florescimento naquele corpo, onde a Consciência se experimenta diretamente no perfume dessa rosa de presença, de consciência, de divindade, de não-separatividade. 

Um Guru é uma verdadeira bênção para aquele que de coração busca a verdade e está disposto a se render, a deixar para trás toda ilusão, todo investimento na loucura, todo autoengano,  toda imagem que carregue de si mesmo, do mundo ou dos outros, toda imagem que carrega da realidade e, que desta forma, faz conceber a existência de uma realidade particular, realidade particular que é um sonho, o sonho de ser alguém.

Jaya GuruDeva Mestre Gualberto!

segunda-feira, 21 de março de 2016

A Terra é Azul?



A terra é azul. Disse Yuri Gagarin, primeiro homem que acreditou sair da terra, fotografá-la e observá-la do lado de fora. (lado de fora para quem? Para quem acreditava estar do lado de dentro? O que é fora e o que é dentro? Quem demarca os limites? O olhar? A sensação tátil? A sensação de centro, distância e profundidade? A interpretação da situação que parece se apresentar de fora ou de dentro?)

Será que Yuri, esta criança brincando de explorar o mundo com suas percepções, desejos e medos, sabia que o azul é um fenômeno peculiar a retina e ao cérebro? Ou seja, o azul não está no objeto visto, mas no tamanho do comprimento da onda de luz que está provocando o contraste sobre a sombra. 

Talvez Yuri a terra seja 30% pertencente a escala de cinza. Talvez Yuri, a terra, assim como o azul, seja também apenas uma impressão sobre a retina que se confirma no tato, na audição, no paladar, no cheiro, mas... todos os sentidos captam a mesma e única realidade, captando como impulsos elétricos para o cérebro, distinguindo amperagens, voltagem, watts, utilizando-se de alternadores, de  multiplicadores, motores, e realizando a leitura de imagens em luzes e sombras, que também é calor e frio, para receptores fotossensíveis.

É, talvez Yuri Gagarin, seja somente uma lembrança, de uma sensação sobre o corpo de muitos desejos, que hoje conta uma história, que só é memória, que só é um registro de uma imagem em ação (imaginação) de um cérebro, de uma percepção, na superfície da Consciência, que interpretou todos os sinais e formou uma imagem na mente.

Quem é mesmo Yuri Gagarin? De que terra dizem que ele falou? O que é mesmo azul? Quem agora lê todas essas abobrinhas? O quê?


domingo, 20 de dezembro de 2015

Em você que é um espelho, o Universo aparece!




Você é um espelho, um espelho louco, porque acredita existir como alguém, e por isso sofre, a vida limitada, individualizada, ser mais que um espelho vazio é sofrimento.

Como um espelho você reflete todos os sons que surgem a sua volta, todas as imagens, todas as sensações, todas as impressões, todos os pensamentos que são imagens gravadas sobre o espelho embaçado...

Você não está separado do som quando ele surge, nem daquilo que se apresenta diante deste espelho que é você, momento a momento, tudo está passando diante de você, e nada pode ser agarrado por ti, porque você é apenas um espelho que não pode agarrar nada, que não pode prender nada eternamente junto a ti.

Mas você é um espelho louco, um espelho quebrado, que começa a se apegar, a se apaixonar por algumas imagens que aparecem frequentemente diante de você, você considera essas imagens como entes queridos, enquanto outras imagens que passam, são totalmente desconsideradas, ou seja, você é um espelho que quer ter escolhas com relação aos seus reflexos, preferências e até desejos. Há momentos que surge em você o desejo de uma certa imagem, de uma certa emoção, assim como há momentos de resistência, onde você não quer refletir aquilo que se apresenta diante de ti, você quer expulsar aquela imagem, aquela sensação, porque você é um espelho que acredita possuir a liberdade de escolhas...

Todo o seu sofrimento, toda a sua confusão, todo o seu desespero, todo o seu medo, sua angustia, sua insatisfação e incompletude acontecem porque você é um espelho maluco, que acredita ser algo além de um espelho, e por isso, você se separa da vida, e quer fazer parte da vida como alguém separado do todo e que pode decidir e determinar os caminhos do todo, que loucura...

Você precisa estar diante de um espelho completamente vazio, de um espelho que não carrega nenhum conteúdo, que é um com a vida, e que conhece a plena liberdade da não-escolha, do não-desejo, da não-resistência, este espelho plenamente vazio que apenas reflete o universo inteiro em si mesmo, é o Guru. Ele pode te libertar desta loucura que você se encontra acometido, esta loucura que faz você acreditar ser alguém, ser uma pessoa, ser um ser humano.

O Guru o tempo todo lhe aponta para este vazio essencial em você, para este espaço que é você, dentro deste espaço tudo tem o direito de surgir, de se manifestar, mas nada daquilo que se manifesta no espaço tem a condição de ameaçar o espaço, de agitar ou danificar o espaço, todas as aparições são como brincadeiras para o espaço imutável e vazio, e quando você, assume este espelho, este simples e ordinário espelho que é você, toda a vida, com todos os seus eventos aparecem diante de você, sem mais poder lhe tocar, lhe atingir, você como um espelho, como uma testemunha silenciosa, apenas reflete tudo aquilo que se apresenta, sem interpretar, desejar, repudiar, sem escolher, sem se envolver, afinal, você é apenas um ordinário espelho, que não tem nenhuma necessidade de agarrar qualquer coisa que surja diante de ti, não há nenhuma necessidade de entender ou explicar a natureza de nenhum fenômeno que apenas surge misteriosamente como um reflexo neste espelho. Você é sempre pleno em seu vazio, portanto, nada deseja agarrar, não está nem aí para explicações, permanece tranquilo neste não-saber e, não mais se confunde com vontades e escolhas, porque vontades e escolhas são apenas reflexos do pensamento, passando como qualquer outra imagem diante do espelho.

O Guru lhe faz descobrir o seu lugar, e ao descobrir o seu lugar você descobre que não há outro lugar além deste, assim, o desejo de chegar a qualquer outro lugar cessa, o desejo de ser importante e de obter reconhecimento cessa, o desejo de continuar vivendo como alguém cessa, tudo cessa, e fica somente a vida, em ti, como um espelho, refletindo o mistério da existência, o milagre da vida, o bailar das aparições neste espaço imutável, onde aparições mutáveis bailam...

Sem um Guru você permanecerá como um espelho quebrado, refletindo o passado, projetando o futuro, sonhando com imagens, tentando controlar os reflexos da vida, vivendo um grande combate, uma grande luta, sem poder ser o palco deste grande baile, desta grande brincadeira inexplicável, vasta e divina que é a existência... Separado da vida você é alguém condenado a morrer, a desaparecer, condenado ao sofrimento, desista disso.

Entregue sua vida a este espelho vazio e pleno que é o Guru, e então você descobrirá, diante deste espelho, quem é você...

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