segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sociedade Primitiva Contemporânea (SPC)


Os bares, prostíbulos, penitenciárias, casas de lei e as universidades estão abarrotadas de pessoas tais como eu mesmo, pessoas que sonharam e que se desiludiram, pessoas que ousaram sonhar outra vez e pessoas para quem o sonho já não tem significado algum!

Pessoas que buscam alívios para suas feridas e que continuam a viver em ambientes hostis, permanecendo com suas feridas abertas e pulsantes!

Indivíduos que para os quais  o remédio vindo de fora já não representa uma esperança para a cura, mas a mera possibilidade de um alívio momentâneo!

Eu, no entanto, já decidi por expor minhas dificuldades e fraquezas, não preciso mais fingir forças como outrora, assim como não preciso mais me lançar sobre o pescoço do meu semelhante com a ilusão de que ele é o algoz do meu sofrimento, muito pelo contrário, tenho hoje a infinita compaixão dos bodhisattvas, pois estou ao menos consciente de que ele, o meu semelhante esta muita das vezes tão doente, perturbado e oprimido tal como eu mesmo, e ainda esconde suas fraquezas e dúvidas por de trás das frágeis muralhas dos seus impulsos padronizados e condicionados por valores decadentes, que nos conduzem ao colapso!

Irônica e trágica situação! Encerrados numa misteriosa esfera suspendida no espaço sem possuir a clareza de propósito e significado para nossas existências, sofrendo dramas coletivos, possuindo as mesmas necessidade de sub existir, se alimentar, habitar e vestir-se, assim como os mesmos sonhos por felicidade, realização, paz e segurança e, no entanto, isolados uns dos outros tais como estranhos e potenciais salteadores, representantes de uma ameaça constante, vivendo sobre tensões diárias, com medo, desconfiança, pânico, estresse, síndromes e transtornos ou sombras que se acumulam no interior da psique!

Não é fácil habitar entre seres primitivos e ter que se conciliar com um leão por dia para que não sejamos prematuramente devorados, ter que abrir concessões ao adversário que habita no interior de nós mesmos, este selvagem que é capaz de matar para defender suas ilusões vazias através daquilo que chamamos de legítima defesa, sem nos darmos conta de que a defesa é uma de ataque brutalmente condicionada pelo medo irracional de um instinto de sobrevivência!

Até quando nós crianças que fingimos uma idade adulta que tem por parâmetro o número de elipses do planeta em torno do sol, acordaremos resolutos para amadurecermos verdadeiramente para assim humanizarmos a terra?

Enquanto isto em laboratórios farmacêuticos credenciados pelo imprimatur dogmático da ciência oficial, onde conglomerados ambicionam o acúmulo de capital, sem pouco importarem com a eficácia ou efeitos colaterais de muitas das suas drogas, quando na realizadade o que precisamos é da cura da alma, da dignidade, da violência e da opressão.

Quem dera possamos encontrar no próprio veneno humano o remédio da nossa salvação? Pois onde esta o problema haverá de estar também a solução!

Assim esperamos!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

De Onde Surge o Caos?



É maravilhoso poder sentir as sutilezas das vibrações e as nuances dos pensamentos, e das emoções.

Apreciar a mente, como quem aprecia uma calma e tranquila tarde de verão a partir do mar, e observa o sol se por, num espetáculo de cores e formas que se desenham lentamente no céu.

Uma mente em repouso se torna muito mais dinâmica e capaz de atenção, concentração, compreensão e disciplina,  pois a sua força concentrada não é dispersa pela agitação, pré-ocupação, ansiedade, devaneios, expectativas, ruminâncias, etc.

Quando uma mente desconhece a disciplina, a paz interna e a simplicidade, ela deixa de ser um instrumento para se transformar  num ditador, tornado-nos escravos de seus caprichos. Somos conduzidos tais como uma folha no meio de um tornado, na direção que, assim determina o vento, perdemos nossa autonomia, somos arrastados por  emoções, por compulsões, por desejos, pela ansiedade, pela agitação, desconhecemos a estabilidade, perdemos a sensibilidade e nos tornamos marionetes presas a mente pelas correntes de pensamentos.

Uma mente sem disciplina e profundidade se assemelha a cavalos selvagens ou a máquinas que meramente reproduz suas respostas através de comandos específicos, exercendo assim uma função cega e repetitiva, tornando a vida monótona e entediante.

O caos, as desorganizações e as burocracias  no mundo são reflexos do caos da mente dos indivíduos, que antes de aprender a lidar consigo mesmos se lançam a administração das esferas públicas, seja na política, nas empresas, nas instituições de ensino entre outras facções da sociedade.

Você quer encontrar paz, segurança, harmonia e alicerce?

Volte-se para dentro de ti mesmo!

Porque só a tua mente e o teu ser em sua totalidade podem determinar como você se sentirá de uma forma ou de outra, independente de acontecimentos externos que estão em constante mutação.

E para isto faça da tua mente o teu instrumento ao invés de ser você um mero fantoche de tua mente!


terça-feira, 24 de maio de 2011

>>>>>>>>>>>>>>>Haikai Dois




Tão natural como o nascer de uma fonte
Que brota da terra  e  descende dos ceús
É vida de quem olhou além do horizonte


sexta-feira, 20 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desconstruindo o Eu-Autocentrado (Genealogia 1ª Parte)


O eu-autocentrado é um padrão de condicionamento psicológico de origem psicossocial que se forma a partir do processo de pré-humanização do indivíduo através da cultura em que este se encontra inserido.

Para que possamos trabalhar na sua desconstrução precisaremos primeiro entender a sua formação e, principalmente compreender, porque há esta necessidade que ele seja desconstruído.

Em sociedades tribais, o eu-autocentrado é um fenômeno inexistente, os papéis sociais são fixos e a compreensão humana a respeito do ciclo de vida de cada indivíduo são simples, a cooperação se sobrepõe a competição e, desta forma, toda a evolução se dá de maneira coletiva e, desta forma, um ser humano não sobrepuja ao outro.

Vamos trabalhar algumas hipóteses, para entender de que maneira possa ter ocorrido uma mudança na dinâmica psicossocial entre os povos antigos.

A competição surge no cenário humano através da necessidade de defesa contra inúmeras ameaças, o homem passa a competir pela necessidade da sobrevivência, a princípio esta competição é contra ameaças naturais como animais e riscos inerentes à natureza selvagem.

Até num determinado momento histórico, conforme a expansão tribal ou migrações de nômades, ocorreram os primeiros encontros entre tribos, que naturalmente pode ter causado um grande espanto e inclusive ter despertado o medo de ambos os lados, e tenha surgido, por conta desta ameaça concebida, a primeira guerra da história.

A partir do instante em que as ameaças começaram a tornarem-se ainda mais tangíveis e se fazerem mais presentes, fora preciso devido a uma necessidade de adaptação e sobrevivência, desenvolver mais e mais as habilidades de defesa, tanto no sentido de criar instrumentos que pudessem os auxiliar, assim como fortalecer o corpo e aperfeiçoar a habilidade motriz para o combate.

E diante de derrotas começaram a surgir divergências de pensamento quanto a estratégia de guerra, assim como a se fazer notório o desenvolvimento e a habilidade superior de alguns membros em comparação a outros, surgindo a partir daquele instante papéis de liderança dentro de um grupo e, consequentemente, subordinação.

A partir da existência da liderança iniciou-se a formação do comportamento que aqui chamo de 'eu-autocentrando', ou seja, neste instante a idéia de ser, deixa de centralizar-se no coletivo e passa a estar centrada no comportamento isolado no indivíduo.

Isto tudo se dá  e se desenvolve principalmente após o desenvolvimento da agricultura, que trás para aquelas sociedades uma idéia de propriedade mais desenvolvida e necessidade de expansão territorial como fato consumado.

A partir dai surge a necessidade de criar um sub-grupo dentro de um grupo, os lideres necessitam trazer para mais perto de si aqueles que se destacam, a partir daí surgem novas identidades, desde aquele que se destaca pela inteligência estratégica ou inventiva ao criar novos instrumentos bélicos, desde aquele que se destaca pela bravura e lealdade ou aquele outro que se destaca pela força e capacidade de lutar.

Começa então a surgir a idéia (na prática), de especialização.

Quanto mais se desenvolve, as relações organizativas no cerne desta sociedade, mais complexa se torna a identidade individual, e a partir da captura de seres humanos pertencentes a outras tribos, surge uma outra classe formada a partir deste processo de escravidão.

E a partir de tudo isto está formado os antecendentes socias para o surgimento do eu-autocentrado tal como o conhecemos hoje. No próximo post sobre este assunto, analizaremos os pormenores psicóligicos advindos deste processo. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Abandonando palavras e outros símbolos e caminhando sentido o Intangível"



Durante a jornada rumo ao "profundo", o principiante valoriza por demais as palavras, os discursos, as idéias, os livros sagrados, as interpretações dos livros sagrados, etc.

Há um certo vislumbramento diante de um mundo novo, uma ansiedade por integrar rapidamente muitas informações e experiências, um empolgação semelhante a da criança diante de uma nova brincadeira.

Mas o tempo do amadurecimento interno não se assemelha em nada ao tempo capitalista que corre neuroticamente contra tudo e todos, por que tempo é dinheiro, e onde se anseia por resultados que sejam os mais imediatos possíveis.

Algumas pessoas não amadurecem e permanecem a vida inteira presa a aspectos externos e ritualísticos, a símbolos, costumes e tradições e, principalmente, a discursos, a teoria, a princípios rígidos, a defesa da fé.

O tempo para o amadurecimento interno, se assemelha mais com a relação estabelecida entre o homem do campo e a natureza, onde se trabalham os processos de cultivar a terra, o plantio, o cuidado com o plantio, até chegar o momento do broto romper a casca, de surgirem as mudas, de cuidar-se das mudas, ou seja, são obedecidos ciclos naturais. 

Há todo um processo natural onde o trabalho consiste em criar condições necessárias para que o resultado surja de forma espontânea.

Podemos portanto comparar as palavras, os discursos e as discussões  a enxadas, garfos, pás, material de arado e nossas primeiras esperiência internas como sementes e, conforme este processo vai tornado-se mais profundo, começamos aos poucos a abandonar tais ferramentas e nos voltamos para o silêncio, nossos primeiros insights são como o romper da semente e a partir disso, o caminho para estabelecer contato com o sagrado, torna-se contemplativo, pacificador, buscamos silenciar a mente e a aprender através da voz do silêncio.

Vamos abandonando as palavras e outros símbolos e caminhando sentido o intangível, sem necessidades de provar nada a ninguém ou  de estabelecer posturas e novos papéis, simplesmente nos abrimos a uma experiência que está além daquilo que pode ser expresso ou controlado por nós mesmos, pelo contrário, aqui nos rendemos a manifestação da Grande Vida e permitimos que a experiência da verdade possa nos alcançar e, assim, nosso trabalho é simplesmente nos tornar disponíveis ao sagrado.

É neste instante que o silêncio se torna mais importante do que as palavras e, entendemos por que nos diz o ditado que; "a palavra é de prata mas que o silêncio é de ouro".

domingo, 15 de maio de 2011

Deve existir uma Saída!



Nada mais sufocante do que viver a vida, caminhando em uma direção na qual não escolhemos.

Caminhar sem um sentimento de propósito e realização.

Viver como quem é empurrado diante de circunstâncias e fatos que oprimem e, que obrigam que caminhemos numa direção, tão somente por que se é obrigado a caminhar.

Não há como diante de circunstâncias tais como essas não nos sentirmos sufocados, frustrados e infelizes.

E é muitas vezes inevitável que diante desta infelicidade não busquemos válvulas de escape que possam diminuir a nossa tensão e que, desta forma, evite o enlouquecimento.

Para algumas pessoas esta rota de fuga pode ser álcool,  drogas,  sexo,  comida,  co-dependência emocional em relacionamentos amorosos,  jogos,  consumismo exagerado que se transformam em dívidas, etc.

Tudo isto conduzindo a comportamentos doentios como a depressão, baixa-alta estima, desequilíbrios mentais e emocionais entre outros transtornos. 

São em momentos assim, que é fundamental conhecer pessoas que já se libertaram deste ciclo de opressão, ou que estão na busca e em vias de se libertarem, pois tais companheiros de jornada são capazes de nos fortalecer, nos incentivar, nos infundir ânimo e esperança para que possamos reunir forças necessárias para superar esses padrões de condicionamentos e frustrações, permitindo-nos superar assim nosso ciclo de infelicidades.

Abrir as nossas mentes, buscar entrar em contato com novas idéias, realizar novas atividades, criar novos hábitos, todos essas possibilidade estão ao alcance de todos nós, porque são simples, e a simplicidade trás em si um grande potencial para a transformação de mentes que se tornaram complicadas.

Com certeza existe uma saída, esteja atento às oportunidades que surgem, nos sinais do caminho, na rica e abundante manifestação da natureza a tua volta e, esteja pré-disposto a permitir que as condições favoráveis para mudança possam surgir e lhe permitir a abraçar esta saída, pois com certeza existe sim outro jeito de se viver e levar a vida, tão diferente daquele que, nossas experiências passadas nos ensinaram.

sábado, 14 de maio de 2011

A Grande Vida



É formidável perceber que, no cerne dos grandes ensinamentos da humanidade, há sempre uma mesma verdade sendo expressa e, uma conexão que as une independente da linguagem, da época ou de costumes dos povos aonde esta sincronicidade se manifestou.

Há uma passagem dos ensinamentos do Cristo que possui uma forte conexão com um princípio da sabedoria milenar chinesa que é o Wu-Wei (o agir pelo não agir).

Segundo diz os evangelhos canônicos Cristo ensinou: "Buscai primeiro o reino dos céus e todas as demais coisas vós serão acrescentadas". E é justamente na ação pela não ação que tudo se acrescenta, e na ausência de esforço que se manifesta a verdadeira força e na tranquilidade que a mente apresenta o seu dinamismo.

Dentro do Vedantismo (tradição milenar indiana), há também a concepção do se ir com a corrente, ou seja, conhecendo as linhas gerais das forças da natureza, é possível se abandonar todo e qualquer esforço e aprender a fluir na diretriz que naquele momento é dada pela via natural, mostrando-nos o caminho do florescimento.

Buscar em primeiro lugar o reino dos céus é buscar em primeiro lugar os atributos naturais do ser que é a paz, a harmonia, o amor incondicional e transbordante a todos, a plena confiança na fonte criadora, a plena tranquilidade advinda da sintonia com esta fonte, e a partir da conexão com esses atributos, encontrar toda a força necessária para que tudo o mais possa fluir adequadamente, sem que seja necessário o sacrifício, a preocupação e o desgaste, e assim trabalhar com o poder da realização dos milagres.

O milagre advém justamente da capacidade de se viver alinhado a força da Grande Vida que a tudo produz e que é capaz de nos conduzir a uma vida de celebração e plenitude.

A Grande Vida a tudo envolve, é a força onipresente e fonte de toda a manifestação da vida, força que a tudo abrange, luz que a tudo ilumina, onipotente, onisciente e onipenetrante, presente em todas as esferas, fio que permeia e interliga todos os níveis e todas as cordas universais.

A Grande Vida está além de nomes, símbolos, crenças, teorias, arquétipos e como diz a Tábua da Esmeralda: "É a força de toda força, pois ela vencerá qualquer coisa sutil e penetrará qualquer coisa sólida". É também o "Tao" que não pode ser expresso como ensinouo sábio chinês Lun Tzu.

A Grande Vida é a Grande Mãe que dá origem a todas as coisas, e todas as coisas sempre existiram a partir desta maternidade e para sempre existirão, estando além de toda a dança de Shiva que destrói e faz desaparecer todas as coisas visíveis manifestas na forma.

A Grande Vida que neste momento se manifesta através do testemunhar da sua consciência que lhe permite ler essas palavras e que manifestou-se no exato momento em que tais palavras fluíram através do "meu" ser, está além de mim mesmo e de ti, e ao mesmo tempo se manifesta através de cada um de nós e nos conecta uns aos outros no tempo, no espaço e para além do tempo e do espaço.

E aqui eu celebro a Grande Vida esta força visível e invisível por de trás e a frente de todas as coisas, pois se pode acreditar em Deus, se pode negar a Deus, mas a manifestação da Grande Vida que pulsa em nossos corações e movimenta todos os astros e todas as coisas do universo é inegável, porque está presente em cada vida, em cada consciência, em cada existência, pois é a essência do todo, podendo ser chamado de Deus por uns ou de natureza por outros, pois a Grande Vida está além de toda e qualquer ideologia, crença, ciência ou filosofia.

Cante comigo e celebre você também a Grande Vida!

terça-feira, 10 de maio de 2011

O Despertar "A Revolução de todas as Revoluções"



A consciência de milhares de pessoas está a um passo de um grande despertar.

Não demorará muito para que pela primeira vez na história do plano terrestre, possamos experimentar a primeira escala de despertar em massa, em termos de números isto não chegará a 0,1% da humanidade, mas, alguém já conseguiu imaginar que na terra pudesse um dia existir simultaneamente milhares de Cristos ressuscitados, Budhas despertos, Krishnas divinizados, ou seja, milhares de seres humanos plenamente realizados vivendo como contemporâneos?

Como em todos os demais momentos cruciais da história, onde um pequeno grupo representou a força motriz de um processo de mudança, todavia nesta revolução não será diferente, mesmo tratando-se de uma revolução não-política, pois através desta, as pessoas não serão usadas em sua inconsciência como massa de manobra e  manipuladas para que um grupo determinado possa atingir um fim, muito pelo contrário, tudo será compartilhado e servirá para o despertar coletivo.

Esta é a maior das revoluções, silenciosa e viscera, porque esta revolução transcende toda a lógica comum e vai muito além de qualquer ideologia já pensada em bases limitadas e utópicas, sem dizer que esta tem como base uma matriz que é a oposta de toda a matriz da dinâmica da psicologia do ego.

Enquanto o ego lança o homem a um estado selvagem e primitivo cujo alicerce de relação primordial entre os seres está baseado no julgamento, no medo, na competição, na disputa, na luta, na barganha e no interesse unilateral a dinâmica do despertar estabelece o perdão, o ágape fraterno, a colaboração, a ajuda mútua, a fraternidade e o amor ao próximo que claramente é visto como sendo você mesmo.

Enquanto o ego está sempre preocupado em receber e busca com voracidade tudo para si, alimentando o espírito capitalista do consumismo alienado que caminha em direção a um comportamento doentio e destrutivo que gera desequilíbrio, este despertar reconhece em  cada indivíduo a verdadeira fonte de riqueza, realização e plenitude, contribuindo para o fundamento concreto de uma nação universal sem fronteiras, pacífica, construtiva e verdadeiramente saudável.

Enquanto a história da revolução humana tem por relevo e destaque as mudanças econômicas e as relações de produção de cada época, esta revolução vai muito além, porque supera todos os paradigmas humanos, modificando não somente o modo do homem de produzir e gerar riquezas, mas de se relacionar consigo, com seu semelhante, com a natureza, colocando-o como o valor central de todos os valores, retirando assim o capital do ponto central das motivações do agir humano.

Bem vindo ao despertar!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bela e Divina Criança!

Minha Criança! Bela e divina Criança!
Permaneça Criança por toda a eternidade
Tu que és fonte de frescor e inocência
Tu que és força, alegria e verdade!
Tu que és sempre espontaneidade!
Sorria, sorria sempre em meu lábios,
Brilhe, brilhe sempre em meus olhos!
Brinque, brinque com todo o meu corpo,
Dance, cante, vibre, sinta, descubra, seja!

Minha Criança! Bela e divina Criança!
Esqueça todos pesadelos que passaram
Eram mentiras que os adultos ensinaram
Transmitindo medo, insegurança, traumas
Descubra no amor imortal da Grande Mãe
Que te mantém seguro no seio do universo
E te olha, te proteje, te acalenta e te honra
Fonte infinita e majestosa da Grande Vida,
És Substrato ilimitado do teu próprio ser!

Minha Criança! Bela e divina Criança!
Me ensina nas sutilezas do profundo silêncio
Todas as linhas gerais da magnífica natureza,
Não há mais perguntas, dúvidas ou incertezas
No amor que transmites vejo todas as respostas
A paz, a alegria e a criação divina são imutáveis
É o quadro da eterna realidade que não tem fim
Perfeita, santificada e sagrada origem da vida!
Me abençõe minha bela e divina Criança!

domingo, 8 de maio de 2011

Compreender e Se Fazer Compreender!



Hoje pela parte da noite sai para caminhar com o Beethoven, o cachorro, sempre que ele sente vontade de passear, de se alimentar ou tão simplesmente de estar em nossa companhia ele me procura, porque sabe que eu o compreendo em suas necessidades e o mesmo fica imensamente feliz por ser compreendido e por ser atendido.

Nesses momentos eu  sinto o quanto compreendermos e sermos compreendidos são motivos  para grande alegria, pois a compreensão mútua é  a realização efetiva da comunicação, capaz não só de fazer-nos sentir entendidos, mas também conectados àqueles que nos compreendem.

Para que possamos compreender são necessárias algumas condições como; pré-disposição e interesse para ouvir, deixar o hábito de julgar de lado buscando entender o ponto de vista do nosso interlocutor, sermos gentis, tolerantes e pacientes e, se possível,  fascinar-se com as nuances e múltiplas junções de agregados mentais para gerar e produzir todas as sensações, emoções e idéias em nós e nos outros.
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E para se fazer compreender é necessário conhecer um pouco com quem conversamos, usar expressões que sejam da sua compreensão, buscar exemplos que façam parte do seu dia a dia, falar com franqueza e com dignidade sem contar vantagem (porque o contar vantagem faz com que as pessoas se defendam, criem aversões e, desta forma, fechem-se para uma compreensão maior), falar com a atitude de quem está compartilhando, não impondo, defendendo ou tentando de todas as formas comprovar sempre o seu próprio ponto de vista.

Mas quando estamos tranqüilos, em harmonia e em sintonia com todos os nossos níveis internos, logo, não sentimos a necessidade de sermos compreendidos, mas com toda a naturalidade e espontaneidade começamos  compreender a todos a nossa volta, porque esta é a nossa pré-disposição e isto nos faz sentir próximos e conectados a todos aqueles que cruzam o nosso caminho.
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Somente quando abrimos mão do julgamento e deixamos de medir as pessoas com a nossas réguas, que são fabricadas através da matéria de nossas próprias experiências e passamos a medi-las com as suas próprias réguas (ou seja, com a soma das experiências do outro), deixamos então de realizar julgamentos equivocados e superamos o hábito enraízado de condenar nossos semelhantes.

Para compreender o outro é por vezes necessário abrir mão do seu próprio ponto de vista,  estar com a mente aberta e ter como pré-disposição o desejo de semear a paz e a união.

Lembre-se de que é mais importante estar em paz e sentir-se bem do que vencer qualquer tipo de discução, que apenas gera mais desarmonia, diferenças, conflitos, violências e opressões.

Compreender e se fazer compreender é uma chave para uma grande harmonia!


sábado, 7 de maio de 2011

É possível experimentar alegria e inspiração durante todo o tempo?



Imagine a seguinte situação:

Ao acordar pela manhã logo um estado de alegria lhe toma conta, tudo é belo e agradável, teu coração é pleno de gratidão, e por o pé fora da cama já é para ti uma dádiva.

Ao encontrar qualquer um em seu caminho sua alegria se multiplica, há uma grande felicidade de poder compartilhar através da atenção, do amor, do carinho, e da  gentileza porque ela simplesmente transborda de dentro de ti e espontaneamente se espalha a tua volta.

Não há nenhuma preocupação capaz de abalar o seu estado emocional, para toda situação você exerga uma saída e por de trás de cada acontecimento uma lição a ser aprendida, tudo lhe é útil, e mesmo a dor ou a perca não é capaz de verdadeiramente te abalar.

Você torna-se uma referência para muitos, e só com a esta presença é capaz de transmitir ânimo, força, esperança, paz e alegria a todos.

Tua paz e tua alegria não dependem de acontecimentos externos, se você conseguir aquele emprego ou o teu negócio der lucro,  ótimo; se não conseguir não se sentirá frustrado, reconhecerá que não era o momento.

Agora se tudo deu certo, ótimo! Você simplesmente continuará sendo feliz, alegre, inspirado, como era e agora poderá copartilhar com outros a tua volta.

Ou seja, tua paz e alegria interna, acompanhada de inspiração e criatividade é contínua e não depende de acontecimentos externos.

Você consegue imaginar vivendo desta forma?

Você talvez possa dizer: - Mas eu não acredito que isto seja possível! Tudo bem! Se você não for capaz de ao menos conceber por meio da sua imaginação, como seria viver num estado assim, ele realmente não será possível para ti.

Agora se você acredita nesta possibilidade se entregue a ela. Se ela existe é porque a vida a proporcional e porque este estado para além de todos os estados seja na verdade, natural.

Basta desfazer todos os bloqueio que te impedem de viver através da alegria plena para que a alegria plena se manifeste  se extenda a todos através de ti.

O caminho para esta realização é a entrega a este momento presente.

É através da realização deste caminho que se tornam possível a alegria e a inspiração contínua! 

Por meio da conexão com a Grande Vida e a superação do pequeno ego humano, através do abondono do sacríficio e, por meio, da aceitação do estado de graça!

Cabe a você se permitir.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Espiritualidade Simples e Prática



Prezo por uma espiritualidade que seja simples e prática.

Que possa ser praticada no dia a dia, através de gestos simples, que conduza a leveza, a paz, a sabedoria, a força interior e a alegria.

Acredito que a paz e a alegria são excelentes termômetros para medir se estamos ou não no caminho. 

Neste sentido, é importante perguntamos durante a caminhada: estou em paz? Estou feliz? 

Se a resposta for negativa, talvez seja a hora de mudar de rumos.

O caminho é a jornada da inconsciência rumo a consciência plena, do sono profundo para o despertar, do medo animal para o amor incondicional, da separação para a reintegração.

Teorias só são importantes quando são capazes de nos conduzir a uma experiência, ou seja, se é possível colocá-la em prática para que a mesma possa auxiliar e nos trazer paz, serenidade e sabedoria, então ela é válida, mas se a mesma, tão somente conduz a especulação, a discussão de idéias, ao intelectualismo, então ela é vazia e não auxilia em nada para o despertar.

A controvérsia, a discussão, o debate de idéias é normalmente considerado muito válido e importante no âmbito político, mas esta dinâmica em nada contribui no caminho espiritual, neste caminho é importante compartilhar com aqueles que se encontram na mesma sintonia, ouvir com amorosidade, compreender o tempo em que cada um se encontra e as suas próprias razões, confiar no caminho e seguir adiante.

Conforme nos aprofundamos neste caminho, aquilo que a princípio parecia-nos obscuro e difícil de compreender começa a ser vislumbrado a partir da perspectiva da simplicidade, o que nos mostra, que se não compreendemos algo hoje é porque não está no nosso momento de compreendê-lo ou simplesmente aquilo não possui ressônancia em nós e nenhum significado e, portanto, não faz parte do nosso caminho.

Que esta jornada possa ser edificante, que possamos encontrar a luz em nós mesmos e em nossos semelhantes e que possas iluminar o caminho daqueles que também estão na busca, sejamos instrumentos da paz, de compreensão, de convergência e de união entre os povos.

O mundo está cansado de guerras religiosas, preconceitos, disputas, contradições, condenações e julgamentos  e  o que todos nós precisamos é de paz!

E este é o propósito desta espiritualidade simples e prática nos conduzir a paz, a alegria de sermos quem somos, a aceitação, a ajuda mútua, a fraternidade, a compaixão, a cooperação e o respeito a dignidade e a liberdade.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Inteligência ou Cultura do Coração?




É curioso o fato de muitas pessoas associarem a habilidade da inteligência intelectual com poder, já com relação a amabilidade, amorosidade, generosidade e gentilileza como virtudes menos apreciáveis ou desejáveis.

A mente dominada pelo egoísmo não consegue compreender que o cultivo da cultura do coração (como era chamado na época de Lun Tsu e que hoje é chamado de inteligência emocional), é de suma importância, uma prioridade, constituindo-se a base e o alicerce de todo e qualquer indivíduo, justamente, devido a ausência do cultivo desta sabedoria, vivemos hoje numa sociedade hostil, instável e violenta.

O conhecimento mais superficial que há é o intelectual, pois este é incapaz de gerar uma força motriz e alimentar uma atitude que conduza a ação, a transformação e o crescimento propriamente dito, por esta razão, muitas vezes os entendidos dizem "ah eu sei disso, mas...".

Já o saber que penetrou a camada emocional, este por sua vez, registrou-se de maneira mais profunda e passa a influenciar diretamente cada ação, cada atitude, que guia o indivíduo no seu dia a dia.

Portanto, o terreno mais fértil para o conhecimento não é o campo da intelectualidade vazia, quando a minha palavra não condiz com o que eu penso, com o que eu sinto e com aquilo que eu sou, isto não passa de uma atitude infantil de quem abre a boca para falar não porque tenha algo para dizer, mas porque ainda se encontra encantado com a habilidade da comunicação em si.

Você é inteligente? Então vá em direção a essência, a base, o alicerce, a matriz, porque é a partir do fundamento primordial é que se extrutura toda a base daquilo que somos, e aí se encontra todas as respostas que definitivamente precisamos, não é na camada mais superficial do ser que encontraremos a base para o verdadeiro crescimento e para a verdadeira transformação.

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