Pular para o conteúdo principal

Inteligência ou Cultura do Coração?




É curioso o fato de muitas pessoas associarem a habilidade da inteligência intelectual com poder, já com relação a amabilidade, amorosidade, generosidade e gentilileza como virtudes menos apreciáveis ou desejáveis.

A mente dominada pelo egoísmo não consegue compreender que o cultivo da cultura do coração (como era chamado na época de Lun Tsu e que hoje é chamado de inteligência emocional), é de suma importância, uma prioridade, constituindo-se a base e o alicerce de todo e qualquer indivíduo, justamente, devido a ausência do cultivo desta sabedoria, vivemos hoje numa sociedade hostil, instável e violenta.

O conhecimento mais superficial que há é o intelectual, pois este é incapaz de gerar uma força motriz e alimentar uma atitude que conduza a ação, a transformação e o crescimento propriamente dito, por esta razão, muitas vezes os entendidos dizem "ah eu sei disso, mas...".

Já o saber que penetrou a camada emocional, este por sua vez, registrou-se de maneira mais profunda e passa a influenciar diretamente cada ação, cada atitude, que guia o indivíduo no seu dia a dia.

Portanto, o terreno mais fértil para o conhecimento não é o campo da intelectualidade vazia, quando a minha palavra não condiz com o que eu penso, com o que eu sinto e com aquilo que eu sou, isto não passa de uma atitude infantil de quem abre a boca para falar não porque tenha algo para dizer, mas porque ainda se encontra encantado com a habilidade da comunicação em si.

Você é inteligente? Então vá em direção a essência, a base, o alicerce, a matriz, porque é a partir do fundamento primordial é que se extrutura toda a base daquilo que somos, e aí se encontra todas as respostas que definitivamente precisamos, não é na camada mais superficial do ser que encontraremos a base para o verdadeiro crescimento e para a verdadeira transformação.

Comentários

Postar um comentário

Comente para compartilhar amorosamente aquilo que aqui amorosamente foi compartilhado!

Grato!

Postagens mais visitadas deste blog

Os discursos obscuros do ego

A voz, que fala pelo ego em sua mente, sabe com sucesso lhe provocar, tanto de dentro para fora, quanto de fora para dentro, isto é, seja aparentemente refletida em seus próprios pensamentos ou nas palavras e ações daqueles que te cercam.  Por essa razão, abandonar suas contrariedades, resistências e exigências infantis, é tão importante, isso desarma o ego. Quando os pensamentos lhe fazem recordar uma "situação desagradável", por exemplo, despertando uma carga emocional dolorosa, o ego produz sofrimento em ti, por meio dessa lembrança que ele te inspira.  Da mesma forma, o ego está ciente, que existe alguém - ou alguns - dentro do teu círculo de relações, que você deposita seus investimentos e suas expectativas, esperando delas um retorno favorável, em razão dos seus "esforços e sacrifícios" em "ajudá-las". (Esses são os nossos relacionamentos especiais).  Assim, quando este representante de seus relacionamentos especiais - lhe diz ou faz algo que lhe con...

Crescendo Interiormente

Um dos fatos que demonstram e comprovam, a meu ver, que vivemos numa sociedade infantilizada e atrasada, é a forma como nossa cultura nos ensina a lidar com nossas dores e nossas emoções.  Crescemos e somos educados não como indivíduos dotados de um corpo emocional, não ouvimos falar de uma aparelho, como um organismo psiquíco ou  mesmo a respeito de uma dimensão subjetiva e introspectiva de nossas personalidades. Ao contrário, nossos sentimentos e emoções são adestrados para nos voltarmos sempre  para o exterior. Os adultos (onde lê-se adultos, neste tópico, deve-se ler "crianças crescidas e imaturas"), ensinam as crianças a se alegrarem através de brinquedos, jogos, cores, texturas, doces, comidas, ou seja, sempre estimulando os  sentidos com sensações rasas, sempre associadas projetadas para o exterior. Entretanto, entre adolescência e vida adulta começamos a notar a existência de diversos fenômenos que nos ocorrem em nossa psique, e muitas vezes...

Experienciar ou não experienciar, eis a questão! (Quando se confundir com a experiência nos limita)

Aquele que acredita na experiência como a essência de seu próprio ser, se confunde sem notar, em seu senso comum, que por meio da experiência tudo o que fazemos é acumular impressões, registros, memórias e narrativas, como recortes da realidade, que tem por objetivo reforçar uma identidade e comprovar a existência de um sujeito separado na experiência. Toda experiência é mental, e aparece como um lampejo, um fenômeno mutável que aparece para depois desaparecer e, em nada acrescenta ou retira de nossa própria essência, pois a natureza do Ser é imutável. Tudo o que pode ser acumulado, pode vir a se tornar lixo, como uma forma de entulho. A visão fica tolhida por uma espessa camada de impressões de experiências, da vida deste acumulador, desta contração de desejo e medo que é a personalidade. Nessas condições nos sentimos pesados, rígidos, com muitas certezas. Agora que acumulamos um saber baseado na experiência do passado, acreditamos que teremos maior facilidade para li...