domingo, 8 de maio de 2011

Compreender e Se Fazer Compreender!



Hoje pela parte da noite sai para caminhar com o Beethoven, o cachorro, sempre que ele sente vontade de passear, de se alimentar ou tão simplesmente de estar em nossa companhia ele me procura, porque sabe que eu o compreendo em suas necessidades e o mesmo fica imensamente feliz por ser compreendido e por ser atendido.

Nesses momentos eu  sinto o quanto compreendermos e sermos compreendidos são motivos  para grande alegria, pois a compreensão mútua é  a realização efetiva da comunicação, capaz não só de fazer-nos sentir entendidos, mas também conectados àqueles que nos compreendem.

Para que possamos compreender são necessárias algumas condições como; pré-disposição e interesse para ouvir, deixar o hábito de julgar de lado buscando entender o ponto de vista do nosso interlocutor, sermos gentis, tolerantes e pacientes e, se possível,  fascinar-se com as nuances e múltiplas junções de agregados mentais para gerar e produzir todas as sensações, emoções e idéias em nós e nos outros.
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E para se fazer compreender é necessário conhecer um pouco com quem conversamos, usar expressões que sejam da sua compreensão, buscar exemplos que façam parte do seu dia a dia, falar com franqueza e com dignidade sem contar vantagem (porque o contar vantagem faz com que as pessoas se defendam, criem aversões e, desta forma, fechem-se para uma compreensão maior), falar com a atitude de quem está compartilhando, não impondo, defendendo ou tentando de todas as formas comprovar sempre o seu próprio ponto de vista.

Mas quando estamos tranqüilos, em harmonia e em sintonia com todos os nossos níveis internos, logo, não sentimos a necessidade de sermos compreendidos, mas com toda a naturalidade e espontaneidade começamos  compreender a todos a nossa volta, porque esta é a nossa pré-disposição e isto nos faz sentir próximos e conectados a todos aqueles que cruzam o nosso caminho.
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Somente quando abrimos mão do julgamento e deixamos de medir as pessoas com a nossas réguas, que são fabricadas através da matéria de nossas próprias experiências e passamos a medi-las com as suas próprias réguas (ou seja, com a soma das experiências do outro), deixamos então de realizar julgamentos equivocados e superamos o hábito enraízado de condenar nossos semelhantes.

Para compreender o outro é por vezes necessário abrir mão do seu próprio ponto de vista,  estar com a mente aberta e ter como pré-disposição o desejo de semear a paz e a união.

Lembre-se de que é mais importante estar em paz e sentir-se bem do que vencer qualquer tipo de discução, que apenas gera mais desarmonia, diferenças, conflitos, violências e opressões.

Compreender e se fazer compreender é uma chave para uma grande harmonia!


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